Não vim aqui falar de Moro, diz Lula durante caravana


Marlene Bergamo/Folhapress

CATIA SEABRA
DA FOLHA DE SÃO PAULO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se recusou a comentar, neste sábado (26), reportagem da Folha, segundo a qual o processo que o condenou a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex chegou em tempo recorde ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre.

Se a condenação de Lula for mantida em segunda instância, Lula não poderá concorrer à Presidência em 2018. "Não vim aqui falar de Moro", esquivou-se Lula, numa referência ao juiz Sergio Moro.

O juiz afirma que o envio seguiu ritmo normal, embora tenha consumido menos tempo do que os demais processos. Há dois dias, Lula evita comentar o caso.

Neste sábado, disse que estava ali para seguir em caravana pelo Nordeste.

Nesta manhã, ele visitou a comunidade Brasília Teimosa, em Recife.

Presidente do Conselho de Moradores de Brasília Teimosa, Wilson Passos foi convidado a participar da visita uma hora antes da chegada do ex-presidente.

Usou o carro do filho até o ponto de encontro. Como o veículo que usava tinha um adesivo do Vem para Rua –segundo ele, fixado sem seu conhecimento–, Passos foi abordado duas vezes para que saísse da caravana pelas ruas da comunidade.

Ele consentiu com a retirada do adesivo. Mas deixou o ponto de partida antes da chegada de Lula.

Na visita, Lula conversou com pescadores e marisqueiras. Uma delas, Edileusa Nascimento, de 62 anos, mostrou-lhe as mãos calejadas.

Após a visita, Lula embarcou na caravana rumo ao Estado da Paraíba.

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