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BLOG DO JAIRO GOMES

Instituições repudiam agressão à repórter Heloísa Vilella na Câmara

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Jornalista foi interrompida durante transmissão ao vivo Alana Gandra – repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Valter Campanato/Agência Brasil A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) manifestaram repúdio à agressão sofrida pela repórter Heloísa Vilella, do veículo ICL Notícias, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, na manhã desta quinta-feira (30). Durante uma transmissão ao vivo, uma militante bolsonarista interrompeu a repórter, “desrespeitando não apenas a profissional, mas toda a imprensa livre”. O SJPDF e a FENAJ defenderam Heloísa Vilella: “Jornalista de trajetória exemplar: correspondente internacional por quase duas décadas nos Estados Unidos, cobrindo os atentados de 11 de setembro de 2001, o furacão Katrina, o terremoto do Haiti, eleições presidenciais americanas e, recentemente, o conflito na Cisjordânia." "Sua competência e coragem sempre foram marcas de uma carreira dedicada à verdad...

Jornalista não tem o que comemorar em seu dia, diz presidente da Fenaj

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Categoria espera volta da exigência de diploma para exercer profissão Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil Brasília © Lula Marques/ Agência Brasil O 7 de abril, Dia do Jornalista, não é mais uma data festiva da categoria há quase duas décadas. “É um momento desafiador. Nós somos atravessados não só pela violência cotidiana, mas pela precarização cada vez mais aguda da nossa profissão”, lamenta Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O mal estar dos profissionais da imprensa tem origem em 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 8 votos a 1 dispensar a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A decisão da Corte acatou recurso extraordinário do Ministério Público Federal (MPF) e do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp). O recurso alegava que havia “caducado” o Decreto-Lei 972/69, publicado à época da ditadura militar (1964-1985), que estabelecia a exigência...

Profissão multimídia prejudica jornalista e radialista, diz sindicato

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Associação de emissoras de TV e rádio vê medida como avanço Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Freepick A profissão de multimídia foi reconhecida oficialmente na quarta-feira (7) com a publicação da  Lei nº 15.325/2026  no  Diário Oficial da União .  Ela prevê que um mesmo profissional acumule atividades de produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais. Para os sindicatos, a legislação traz prejuízos para jornalistas e radialistas. Já a associação de emissoras de TV e rádio defende que ela permite “atuação transversal dos profissionais”. O projeto de origem é da deputada Simone Marquetto (MDB-SP) e teve aprovação da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), seus 31 sindicatos filiados e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) criticaram duramente a sanção da lei. Para as entidades, a nova norma “ataca diretamente jornalistas e radi...

Especialistas mostram pejotização como fraude que precariza jornalismo

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Debate aponta deteriorização do trabalho no mercado de comunicação Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil Brasília © Paulo Pinto/Agência Brasil O suposto glamour que, muitas vezes, parece envolver a profissão de jornalista e outras atividades de comunicação social, na verdade esconde uma realidade de intensa precarização profissional. O cenário foi avaliado em um  debate com especialistas  na última semana, e ocorre na esteira do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do processo que pode dar  ares de legalidade  a uma típica fraude trabalhista, a chamada pejotização, que é quando empresas contratam prestadores de serviços como Pessoa Jurídica (PJ), evitando criar uma relação de vínculo empregatício formal e, com isso, descumprir as obrigações previstas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). "Temos uma pejotização irrestrita na área da comunicação, que é uma fraude trabalhista, utilizada por grandes, pequenos e médios empregadores, que se va...

Dia dos jornalistas: como conteúdos profissionais podem vencer fakes

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Pesquisadores avaliam estratégias para combater desinformação Luiz Claudio Ferreira - repórter Agência Brasil Brasília © Freepik De um lado do  front , postagens com conteúdos que se assemelham a notícias ou mesmo aqueles com aparência de amadorismo, mas que se apresentam como se estivessem interessados em denunciar irregularidades. Do outro lado, notícias e reportagens produzidas por jornalistas profissionais baseadas em apuração e checagem de fatos. Eis o duelo.  Vencer essa disputa pela atenção da sociedade tem sido um dos maiores desafios da categoria e dos veículos de comunicação, e esse é um debate que se impõe em datas como o Dia dos Jornalistas, celebrado nesta segunda, 7 de abril. De acordo com pesquisadores ouvidos pela  Agência Brasil , o que pode estar em jogo nessa batalha é a garantia do direito humano à informação e também a manutenção da democracia. Mesmo não se tratando de um contexto simples de ser enfrentado, quem estuda o tema garante que há estratégia...