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Mostrando postagens com o rótulo Ipea

BLOG DO JAIRO GOMES

Mortes envolvendo moto aumentam com expansão da economia de aplicativo

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Em uma década, número de óbitos por arma de fogo cai Alana Gandra – repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Tânia Rêgo/Agência Brasil Em 2024, o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, impulsionadas, em especial, pelo aumento das mortes envolvendo motocicletas (15.459), que responderam por 41,6% dos óbitos em vias terrestres no país. Em 2014, foram 43.780 mortes, sendo que os óbitos envolvendo motos somaram 12.604, que corresponde a 28,7%. Os dados constam do Atlas da Violência 2026 , divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A publicação considera o trânsito uma das principais causas de violência letal no país. Embora o número absoluto de mortes no trânsito tenha caído 20% em uma década, as mortes envolvendo motocicletas aumentaram em 2024, na comparação com 2014.  Motociclistas de aplicativo O estudo identifica que a expansão da economia de aplicativos alterou a dinâmica da m...

Redução da jornada de trabalho teria custo similar ao de reajustes históricos do salário mínimo, aponta Ipea

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  ESCALA 6X1 Nos grandes setores, como indústria e comércio, o aumento no custo operacional seria inferior a 1%; nota técnica também contesta relação mecânica entre diminuição de jornada e redução do PIB De acordo com a nota, nos grandes setores com forte geração de empregos, como indústria e comércio, o efeito estimado é inferior a 1% do custo operacional total, o que indica maior capacidade de absorção de eventuais mudanças na jornada.  Foto: GettyImages Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário-mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho. A conclusão é de uma nota técnica publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta terça-feira, 10 de fevereiro, que analisa os efeitos econômicos da redução da jornada hoje predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6x1. Considerando os grandes s...

Tarifa Zero: quando o direito de ir e vir deixa de ser mercadoria

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Experiências em mais de 100 municípios do país mostram que é possível garantir a gratuidade e manter a qualidade dos serviços Wilson Dias/Agência Brasil Experiências municipais comprovam que é possível fazer uma transição e chegar à tarifa zero Todos os dias milhões de brasileiras e brasileiros acordam cedo para trabalhar, estudar ou buscar atendimento de saúde e enfrentam um obstáculo: o custo e a qualidade do transporte público. A política de tarifa zero surge como uma proposta concreta para reduzir desigualdades e transformar a mobilidade urbana em um direito, e não em privilégio. A proposta coloca no centro do debate o direito à cidade, a justiça social e o compromisso com um modelo que sirva a todas as pessoas, sem distinção.  Desde sua fundação, o Partido dos Trabalhadores defende políticas públicas que reduzam desigualdades. A luta pela tarifa zero no transporte público dialoga diretamente com esse compromisso histórico.  Hoje no Brasil mais de 100 municípios adotam alg...

Brasil tem grande potencial para minerais críticos, aponta Ipea

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País detém cerca de 10% das reservas mundiais, segundo o Ibram Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Gil Leonardi/Agência Minas O estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que o Brasil tem grande potencial geológico para os minerais críticos, mas, até recentemente, não havia conseguido materializar esse potencial em produção econômica robusta e esteve distante do patamar de países como Austrália, China, África do Sul e Chile entre outros. Os minerais críticos são  recursos essenciais para setores estratégicos , como tecnologia, defesa e transição energética, cuja oferta está sujeita a riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores. Eles incluem elementos como lítio, cobalto, níquel e terras raras, fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores. O Brasil, por exemplo, detém  cerca de 10% das reservas mundiais desses minerais , de acordo com dados do Instituto Brasi...

Brasil tem melhor renda, menor pobreza e desigualdade desde 1995

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Ipea aponta avanço após crises e retomada do trabalho e da assistência Agência Brasil Brasília © Marcello Casal JrAgência Brasil O Brasil registrou, em 2024, os melhores resultados de renda, desigualdade e pobreza de toda a série histórica iniciada em 1995, segundo nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) . O estudo foi divulgado nesta terça-feira (25) a partir de dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao longo de 30 anos, a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70%, o coeficiente de Gini (índice que mede concentração de renda) caiu quase 18% e a taxa de extrema pobreza recuou de 25% para menos de 5%. O progresso foi irregular, concentrado entre 2003 e 2014, e retomado com força entre 2021 e 2024. Após um ciclo prolongado de crises entre 2014 e 2021 — marcado por recessão, lenta recuperação e forte impacto da pandemia — a renda per capita atingiu seu menor patamar em uma década.  A trajetória mudou a partir d...

Ipea propõe taxar super-ricos para financiar dívidas climáticas

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Países como Brasil e EUA já ultrapassaram limite de emissões Rafael Cardoso - repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Paulo Pinto/Agencia Brasil Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) propõe a criação de um imposto sobre os super-ricos e um imposto corporativo mínimo global para financiar o pagamento de dívidas climáticas.  A ideia é que esses recursos sejam destinados principalmente a países de baixa renda e populações vulneráveis. O estudo  Operacionalizando a justiça climática: uma proposta para quantificar e reparar dívidas climáticas  foi elaborado pelo pesquisador Rodrigo Fracalossi, que baseia seus cálculos na abordagem de igualdade per capita (EPC), que mede o quanto cada país ultrapassou sua “cota justa” de emissões desde 1990. “Essa abordagem busca traduzir em números a noção de responsabilização histórica por emissões. Ou seja, é uma forma de operacionalizar a norma da justiça climática, mostrando quem usou mais do que a sua parte...