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Mostrando postagens com o rótulo literatura de cordel

O Nordeste no coração do Brasil

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A identidade de Brasília é uma fusão de muitas outras. Entre elas, a nordestina, que é mantida pulsante na capital por artistas, vindos de lá ou herdeiros de quem chegou antes. Eles cantam, escrevem, desenham e rimam a arte daquele estado AF Ana Flávia Castro * Marina Julião* Correio Braziliense Brasília é feita de gente que emprestou suas histórias para criar outra. Há mais de 60 anos, migrantes de todo o Brasil chegaram ao cerrado para a construção da capital. Com eles, trouxeram diferentes sotaques, músicas próprias, temperos e aromas específicos. Trabalhadores que deixaram a terra física sem abandonar a essência que os ligavam ao solo em que nasceram. Para amenizar a distância, doaram seus hábitos e cultura a uma cidade que não ainda não tinha identidade. Passadas tantas décadas, os rastros de ares vindos de fora, que levantaram a poeira vermelha no centro do Brasil, deixaram marcas indeléveis no território representado graficamente por um quadradinho. Nele, cabe g

Um cordel para a dita

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POR QUEM TEM MEDO DA DEMOCRACIA? O cordel abaixo é da época em que a Folha chamou a ditadura brasileira de ditabranda. É de Crispiniano Neto . Dizem que a “dita” é a sorte De um povo ou de uma pessoa, Há “dita” ruim, “dita” boa, “Dita” fraca ou “dita” forte, “Dita” pra vida ou pra morte, “Dita” suja e “dita” pura, “Dita” clara e “dita” escura, “Dita” maldita ou bendita, Mas “dita” vira desdita Na maldita DITAdura! Nas crônicas das tiranias Jamais viu-se em ditadura, Um só grama de brandura… Só tortura e hipocrisias; Somente em cabeças “Frias” Tanta ignomínia anda, Pois pra nós nunca foi branda A má “dita” que perdura Na maldita ditadura Da cabeça de quem manda. Porque chamar “Ditabranda” Uma bruta ditadura Que jogou na fase escura, Cruel, corrupta e nefanda, Nossa Pátria que demanda Nas paredes da memória Ao longo da sua história Alguma oportunidade De ver-se a felicidade Pra quem foi jogado à escória! Quem batiza

UM ESPAÇO PARA ADQUIRIR CONHECIMENTO, EM BREJO DA MADRE DE DEUS

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A Biblioteca Pública Municipal do Brejo da Madre de Deus funciona em um dos prédios antigos, no centro da cidade, vizinha a Câmara de Vereadores, e tem em seu acervo itens dos mais variados, inclusive materiais voltados a portadores de deficiência, destacando-se volumes em braile. A professora Jane, responsável pelo órgão público, desdobra-se para oferecer um atendimento diferenciado a todos que ali adentram em busca de conhecimento. O escritor Rick Marinho é um assíduo frequentador da biblioteca e se diz muito satisfeito com o trabalho desenvolvido pela professora Jane. Rick tem vários trabalhos publicados no gênero de literatura de cordel e conhece muito bem o mundo das letras, tendo inclusive textos seus publicados em coletânea de livros em Portugal e Angola. Além de cuidar dos livros e do ambiente a professora faz questão de mostrar e ensinar a história da cidade através daqueles que contribuíram para que o Brejo crescesse e se desenvolvesse.  A