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Mostrando postagens com o rótulo jornalismo

Instituições repudiam agressão à repórter Heloísa Vilella na Câmara

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Jornalista foi interrompida durante transmissão ao vivo Alana Gandra – repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro © Valter Campanato/Agência Brasil A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) manifestaram repúdio à agressão sofrida pela repórter Heloísa Vilella, do veículo ICL Notícias, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, na manhã desta quinta-feira (30). Durante uma transmissão ao vivo, uma militante bolsonarista interrompeu a repórter, “desrespeitando não apenas a profissional, mas toda a imprensa livre”. O SJPDF e a FENAJ defenderam Heloísa Vilella: “Jornalista de trajetória exemplar: correspondente internacional por quase duas décadas nos Estados Unidos, cobrindo os atentados de 11 de setembro de 2001, o furacão Katrina, o terremoto do Haiti, eleições presidenciais americanas e, recentemente, o conflito na Cisjordânia." "Sua competência e coragem sempre foram marcas de uma carreira dedicada à verdad...

Especialistas mostram pejotização como fraude que precariza jornalismo

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Debate aponta deteriorização do trabalho no mercado de comunicação Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil Brasília © Paulo Pinto/Agência Brasil O suposto glamour que, muitas vezes, parece envolver a profissão de jornalista e outras atividades de comunicação social, na verdade esconde uma realidade de intensa precarização profissional. O cenário foi avaliado em um  debate com especialistas  na última semana, e ocorre na esteira do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do processo que pode dar  ares de legalidade  a uma típica fraude trabalhista, a chamada pejotização, que é quando empresas contratam prestadores de serviços como Pessoa Jurídica (PJ), evitando criar uma relação de vínculo empregatício formal e, com isso, descumprir as obrigações previstas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). "Temos uma pejotização irrestrita na área da comunicação, que é uma fraude trabalhista, utilizada por grandes, pequenos e médios empregadores, que se va...

O novo autoritarismo não usa fardas. Usa Wi-Fi

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Vivemos tempos em que o autoritarismo trocou as botas pelos bytes. Já não ouvimos mais o barulho de tanques nas ruas, mas sentimos o silêncio ensurdecedor da manipulação digital. O controle não precisa mais se impor à força quando pode se infiltrar sutilmente por meio de algoritmos, fake news e uma indiferença que anestesia consciências. A história já nos ensinou a desconfiar do poder que se mostra com bravatas. Mas agora, ele se disfarça. Aparece como neutralidade em plataformas sociais que escolhem o que você vê, como memes supostamente inofensivos que distorcem verdades, como manchetes fabricadas para inflamar ódios e dividir. O novo autoritarismo não censura diretamente — ele desinforma até que não saibamos mais no que acreditar. Ao mesmo tempo, cresce uma apatia perigosa. A descrença na política, a banalização da mentira e a cultura do "tanto faz" abrem caminho para a manipulação. Quando deixamos de nos importar, deixamos de resistir. E quando deixamos de resistir, ab...

Dia dos jornalistas: como conteúdos profissionais podem vencer fakes

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Pesquisadores avaliam estratégias para combater desinformação Luiz Claudio Ferreira - repórter Agência Brasil Brasília © Freepik De um lado do  front , postagens com conteúdos que se assemelham a notícias ou mesmo aqueles com aparência de amadorismo, mas que se apresentam como se estivessem interessados em denunciar irregularidades. Do outro lado, notícias e reportagens produzidas por jornalistas profissionais baseadas em apuração e checagem de fatos. Eis o duelo.  Vencer essa disputa pela atenção da sociedade tem sido um dos maiores desafios da categoria e dos veículos de comunicação, e esse é um debate que se impõe em datas como o Dia dos Jornalistas, celebrado nesta segunda, 7 de abril. De acordo com pesquisadores ouvidos pela  Agência Brasil , o que pode estar em jogo nessa batalha é a garantia do direito humano à informação e também a manutenção da democracia. Mesmo não se tratando de um contexto simples de ser enfrentado, quem estuda o tema garante que há estratégia...

Morte de Glória Maria põe fim de uma era no jornalismo

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Gloria Maria foi uma aula de jornalismo Imagem: Divulgação/Globo Ricardo Feltrin Colunista do UOL A morte da jornalista Glória Maria nesta quinta (2) , devido a um agressivo câncer , representa mais que a partida de uma lenda no jornalismo brasileiro. É o fim de uma era. A era do "jornalismo" raiz, pioneiro, investigativo e de entretenimento, entre outras coisas. Relacionadas Tony Goes: A primeira mulher a se destacar na TV do Brasil Jornalista Glória Maria entrevistou Michael Jackson e Madonna Pedro Bial: Glória, uma mulher extraordinária, uma "rainha negra" Mãe de um estilo: Glória também pode ser considerada uma "mãe" do jornalismo comportamental, com suas pautas ao mesmo tempo instigantes e muitas vezes divertidas. Ela transformou suas viagens a cerca de 100 países em aulas de cultura na TV Globo. Pioneira em tudo: Primeira mulher negra tanto a aparecer no "Jornal Nacional" como em rede nacional e ao vivo. Mais tarde também seria a primeira r...

Fake news não é notícia. Desinformação não é jornalismo

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Foto: Geso Carneiro FENAJ Em uma sociedade democrática, é papel do jornalismo produzir e disseminar informações de interesse público. A busca pela verdade, pela correção e pela objetividade é o que caracteriza e dá sentido à atividade jornalística. Ainda que um conteúdo se utilize da linguagem, do formato e de outras características da notícia, ele não deve ser tratado como jornalístico caso não tenha compromisso com a verdade. Isso é prejudicial para o jornalismo e para toda a população, que precisa do jornalismo para ter acesso a informações que contribuam com sua participação na vida em sociedade, especialmente durante o período eleitoral. Para nós, causa consternação o caminho seguido por um grande veículo, como a Jovem Pan, que utiliza uma outorga de rádio e outras plataformas de conteúdo para propagar produtos da indústria da desinformação, que não têm origem certa, apuração verificável ou qualquer referencial nos princípios básicos do bom jornalismo e, no fundo, buscam destruir ...

Marcos Uchôa troca o jornalismo pela política e dispara: “Bolsonaro envergonha brasileiro”

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Por Edson Sardinha   Congresso em Foco Há poucos brasileiros com tantos passaportes carimbados como o jornalista Marcos Uchôa . Em 39 anos de carreira, o carioca viajou por 115 países. Cobriu oito guerras, oito Copas do Mundo e dez Olimpíadas. Acompanhou de perto tragédias mundiais, terremotos, tsunamis, eleições internacionais e entrevistou algumas das personalidades mais poderosas do planeta. Repórter especial da TV Globo, Uchôa deixou a emissora no final de 2021 depois de 34 anos de casa. “Fiz de tudo no jornalismo”, concluiu ao anunciar sua “aposentadoria”. Quatro meses depois o jornalista faz planos de voltar em breve aos holofotes. Não mais como repórter, mas para uma experiência inédita em Brasília, palco maior do jornalismo político no país. Uchôa se filiou nessa sexta-feira (1º) ao PSB, partido pelo qual avalia se candidatar a deputado federal em chapa encabeçada por Marcelo Freixo (PSB-RJ), candidato ao governo do Rio de Janeiro. Em entrevista exclusiva ao Congresso em...