Por Paulo Lima* Não posso deixar de reconhecer que este feriadão me fez muito bem. Pois é. Nestes quatro dias não fiz outra coisa a não ser ler e “pensar na morte da bezerra”, como diz o ditado. Na verdade, a preguiça, este pecado capital – que pecado bom, diriam vocês, que compartilham comigo – foi minha companheira fiel e que não me deixou, sequer, fazer uma caminhada nas areias não tão limpas aqui da praia de Rio Doce, Olinda. Mas, confesso que estava procurando justamente isso: ficar esticado na rede contemplando o horizonte e, vez por outra dando uma espiadinha no face, que ninguém é de ferro e vício é vício... O bom nisso tudo é que quando você dá uma mergulhada lhe vem à memória fatos que ficaram num passado não tão distante, os quais vieram acompanhado de uma boa leitura. Foi o que fiz. Nos intervalos me vieram à memória passagens da minha infância e juventude, dentre elas, um certo dia de 07 de setembro de 1970, que me fez colocar o título acima. Tinha 14 anos e...