Foragido que fez cirurgia e mudou de identidade é preso comprando casa na praia

Apontado como autor de homicídios em Manaus e respondendo a processos que somam mais de 60 anos, ele fugiu após ganhar prisão domiciliar

PS Philipe Santos

(crédito: Divulgação/SSP-AM)

Foi preso em Fortaleza um traficante do Amazonas que realizou uma cirurgia plástica e mudou o visual após fugir em 2018. Lenon Oliveira do Carmo, de 39 anos, conhecido como “Bileno”, também mudou de identidade e passou a se chamar Aylon Soares Cardoso. Ele é apontado como autor de homicídios em Manaus e responde a processos que somam mais de 60 anos de prisão.

A Justiça havia concedido o direito à prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica ao detento, mas ele destruiu o equipamento e fugiu do estado. Para não voltar a ser preso, o traficante realizou as cirurgias plásticas no rosto, assumiu novas aparência e identidade, passando a morar em Fortaleza.

Na capital cearense, ele estava vivendo em um bairro praiano de classe média alta, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Bileno ostentava uma vida de luxo com a família. Ao ser preso, na manhã de sábado (17/10), ele visitava o que seria a nova residência, uma casa de alto padrão a poucos metros da praia de Icaraí, na região litorânea.

Tráfico, homicídios e invasões

Ainda de acordo com a SSP-AM, Lenon Oliveira do Carmo possui diversos registros policiais em Manaus: prisões por tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e crimes ambientais. As investigações da Polícia Civil apontam que ele dominava o tráfico doméstico em bairros e atuava no intercâmbio das drogas.

“Bileno também comandava invasões de terras na capital amazonense e tinha sob sua liderança uma milícia armada altamente violenta, responsável pela propagação do tráfico de drogas. Em uma invasão no Francisca Mendes, ele montou um clube de lazer para traficantes e desviou o curso do rio para montar um balneário natural”, diz, em nota, a SSP-AM.

A suspeita da polícia é que o local serviria como uma espécie de bunker dos criminosos, onde seriam montadas estratégias para articulação de fugas de traficantes do regime fechado. Considerado de alta periculosidade, ele também participou das mortes registradas no Complexo Penitenciário Antônio Jobim (Compaj), em janeiro de 2017, quando 56 detentos foram brutalmente assassinados, diz a pasta.

Bileno passou a ocupar um posto de comando em uma organização criminosa oriunda do Rio de Janeiro após deixar uma facção local há cerca de dois anos. Segundo as investigações, ele era uma espécie de executivo do presidiário Gelson Carnaúba, vulgo “Mano G”.

Lenon tinha sido transferido do sistema prisional do estado após a capital amazonense bater recorde de homicídios com mais de 100 casos referentes às brigas entre facções do tráfico. “Ele ficou no Presídio de Mossoró, no Rio Grande Norte, por cerca de quatro meses. Ao retornar para o Amazonas, obteve da Justiça o direito à prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Mas ele destruiu o equipamento e fugiu do estado”, informa a SSP-AM.

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