Projeto foi aprovado com 336 votos favoráveis e 142 contrários. Destaques deliberados em seguidas alteraram pontos do texto-base
O GLOBO
O plenário da Câmara na noite desta quarta-feira, quando foi aprovada a regulamentação da Reforma Tributária — Foto: Brenno Carvalho
O projeto detalha as regras de uma série de pontos da reforma, aprovada por meio de uma emenda constitucional no ano passado, como a cesta básica, o cashback e o Imposto Seletivo (alíquota mais alta para alguns produtos).
A regulamentação vai indicar como será a implementação de dois futuros impostos sobre o consumo: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Juntos, esses dois novos tributos formarão o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e substituirão IPI, PIS, Cofins, ISS e ICMS.
O presidente da Câmara, Arthur Lira, durante a votação da regulamentação da Reforma Tributária
Foto: Brenno Carvalho
O principal partido de oposição ao projeto foi o PL, com 76 votos contrários. Entretanto, mesmo no partido do ex-presidente Jair Bolsonaro houve 11 deputados que apoiaram a proposta que define as regras de aplicação da Reforma Tributária aprovada no ano passado. O PT foi unânime a favor do projeto.
Já nos partidos do Centrão que fazem parte do ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a maioria dos deputados se alinhou ao projeto do governo, apesar de algumas exceções. No MDB, apenas três deputados votaram contra a proposta. No União Brasil, por outro lado, 20 deputados votaram para derrubar o projeto.
Veja como votou cada deputado
O caminho do projeto ainda é longo. Após a aprovação na Câmara, o texto seguirá para o Senado, onde ainda pode ser alterado. Para o consumidor, nada muda no curto prazo. A Reforma Tributária será implementada de forma gradual. Em 2026, será implementada uma alíquota-teste, mas as mudanças só começam a valer de fato para o consumidor em 2027, em um processo que se estenderá até 2033.
Comentários
Postar um comentário