Pesquisa Ipec: rejeição a Bolsonaro oscila, mas ainda é a maior entre os candidatos. Governo é reprovado por 43%

São 49% os que dizem não votar de jeito nenhum no candidato à reeleição. Lula tem a rejeição de 36% dos eleitores. Gestão federal é boa ou ótima para 30%

Por O GLOBO — São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL 
Cristiano Mariz / Agência O Globo

Nova pesquisa do Ipec (ex-Ibope) mostra que 49% dos eleitores dizem não votar de jeito nenhum no presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL. O percentual oscilou dois pontos para cima na comparação com o do início da semana passada, quando esse grupo correspondia a 47% do eleitorado.


O atual presidente segue sendo o candidato mais rejeitado na corrida eleitoral. Ele é seguido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é rechaçado por 36%. No levantamento anterior, eram 36% os eleitores que se negavam a votar no petista.

A taxa de rejeição de Ciro Gomes (PDT) passou de 16% para 17% em uma semana. Já a da senadora Simone Tebet (MDB) foi de 6% para 8%.

Avaliação do governo Bolsonaro

Os níveis de aprovação e desaprovação do governo Bolsonaro tiveram oscilações dentro da margem de erro de dois pontos percentuais na última semana.


Segundo o Ipec, 43% consideram a atual gestão do Executivo ruim ou péssima, enquanto 30% a classificam como boa ou ótima. Até a semana passada, a administração federal era desaprovada por 43% e aprovada por 31%.

São 25% os que dizem avaliar o governo como regular, oscilação positiva de um ponto na comparação com os 24% registrados há sete dias.

A campanha de Bolsonaro recebeu boas notícias da área econômica na semana passada. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre superou as previsões, enquanto o número de desempregados caiu abaixo de 10 milhões pela primeira vez desde 2016.

O Ipec entrevistou presencialmente 2.512 eleitores entre 2 de agosto e 4 de setembro. A margem de erro é estimada em dois pontos percentuais para mais ou menos, para um intervalo de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00922/2022.

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