Senadores comentam retorno às votações presenciais na Casa

Da Redação 
Agência Senado

Nelsinho Trad preside sessão na Comissão de Relações Exteriores (CRE)
Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Após seis meses sem deliberações presenciais, os senadores voltaram ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (21) para uma série de sessões semi-presenciais — irão a votação nesta semana indicações para embaixadas e para o Judiciário, entre outras matérias. As sabatinas com os indicados estão sendo realizadas por videoconferência, mas as respectivas votações são presenciais. Para viabilizar isso, foi organizado um esquema de votação em totens eletrônicos espalhados pelo Senado, inclusive em formato drive-thru. Os senadores comentaram a volta aos trabalhos presenciais. 

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) ressaltou a importância de o Senado voltar a se reunir para a votação de indicações de novos embaixadores. 

— A aprovação dos embaixadores é muito importante para os interesses brasileiros, para o restabelecimento das parcerias políticas e comerciais que o Brasil tem com os mais de 30 países [para onde esses diplomatas foram indicados], sobretudo no momento em que o mundo inteiro enfrenta consequências desastrosas, no campo econômico, devido à pandemia de coronavírus, com a perda de milhões de empregos — declarou Bezerra. 

O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) afirmou que as votações de autoridades vão fortalecer as relações comerciais do Brasil. 

— Isto marca a retomada dos trabalhos presenciais aqui no Senado Federal. Depois de seis meses em meio à pandemia, de muito trabalho intenso, a gente percebe a cooperação de todos os colegas senadores para que nós possamos dar as respostas de que o governo brasileiro precisa quanto às indicações para embaixadas. Eu tenho certeza de que serão aprovados excelentes nomes e que o Brasil vai fortalecer as relações que nós temos por meio dessas embaixadas — disse Fávaro em entrevista à Agência Senado. 

Pelo Twitter, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) comentou as medidas de segurança adotadas pela Casa, como a restrição ao acesso e à circulação nas dependências do Senado: “Após seis meses de sessões remotas por causa da pandemia de coronavírus, voltamos a fazer votações presenciais nesta semana, mantendo um controle maior no acesso aos plenários e previsão de distanciamento físico entre as pessoas”. 

O Major Olimpio (PSL-SP) parabenizou o esforço do Senado para as votações das autoridades: “O Senado retomou as sessões presenciais para votar a indicação de autoridades. Quero parabenizar o esforço concentrado da Casa para prestigiar a diplomacia brasileira, para que tenhamos novos representantes facilitando a vida do povo e a atividade econômica entre os países”. 

O senador Jorginho Mello (PL-SC) destacou que o Congresso Nacional terá muito trabalho a fazer, devido aos desafios colocados pela pandemia. 

Presencial 

Na abertura da reunião da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), nesta segunda-feira, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) afirmou que a presença física amplia e valoriza ainda mais as discussões no Senado. 

— Cumprimento a todos depois desse longo e tenebroso inverno, em meio a esta pandemia que dificultou a nossa convivência presencial. Isso nos alegra bastante porque vemos, na verdade, que é aqui no debate franco, aberto, na presença física, que as conversas, as discussões se ampliam e se valorizam mais ainda — disse Chico Rodrigues. 

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) fez comentário semelhante. 

— É um prazer estar aqui presencialmente! Eu, sinceramente, estava com muita saudade de poder trabalhar olhando nos olhos de todas as pessoas, de todos os colegas. Fica mais fácil, é indubitável — declarou Soraya Thronicke. 

Mecias de Jesus ressaltou que estava feliz por voltar aos trabalhos presenciais. 

— Quero registrar minha satisfação em poder vê-los novamente e cumprimentá-los. Os olhos sorriem por nós — afirmou ele. 

O senador Fernando Collor (Pros-AL) também comemorou a volta ao trabalho presencial em suas redes sociais. 

Por outro lado, o senador Humberto Costa (PT-PE) explicou que, mesmo estando em Brasília, não poderia participar das discussões presencialmente por pertencer a grupo de risco, mas informou que participará das votações. 

— Além de ter mais de 60 anos, eu tenho comorbidades, diabetes e hipertensão, de modo que só participarei das votações no Senado no momento em que elas forem realizadas — destacou. 

Já o senador Esperidião Amim (PP-SC) registrou seu retorno a Brasília depois de seis meses ausente: “Com muita alegria retorno a Brasília após seis meses. Com todos os cuidados, devido à pandemia, vamos participar de sabatinas com embaixadores, além de votações importantes para o país. Iniciamos na Comissão de Relações Exteriores, que analisa a indicação de autoridades”. 

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