Câmara rejeita investigar Temer, mas apoio ao presidente diminui

Câmara decide arquivar segunda denúncia contra o presidente. Crédito: Eraldo Peres/AP

Do Estadão

Por maior que tenha sido a sensação de déjà vu na internação de Michel Temer, como brinca o colunista José Roberto de Toledo, a repetição se deu mesmo no resultado da Câmara: o governo conseguiu votos suficientes para barrar a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente, desta vez alvo ao lado de seus ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Mas o caminho não será fácil, mostra a Coluna do Estadão, porque partidos do Centrão devem aumentar a pressão por uma reforma ministerial que os contemple. Na manga, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem 25 pedidos de impeachment. Vera Magalhães adiciona outro fator para o desassossego: ele não poderá dormir tranquilo enquanto aliados da vida toda estiverem presos e tentados a fazer delação.

O Planalto busca agora deixar nas mãos de Maia a condução da retomada das discussões sobre a reforma da Previdência, paralisadas há mais de cinco meses. A estratégia é não bater de frente para tentar destravar a votação dos projetos. Paralelamente, a equipe econômica começa a rediscutir medidas de estímulo. Entre elas, a liberação, no 1º trimestre de 2018, de nova rodada de saques do PIS/PASEP, e a privatização da Eletrobras.

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