André Campos: "Fernando Bezerra inventou a traição na política de Pernambuco"

Secretário-executivo da Casa Civil classifica a aliança entre o senador e o G4 como "grande blefe"

Do BLOG DA FOLHA

André Campos (PSB), secretário executivo da Casa Civil
Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

O bombardeio governista contra o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB) foi reforçado nesta quarta-feira (4) pelo secretário-executivo de Articulação Parlamentar do estado, André Campos. Ao avaliar o movimento do parlamentar, que tenta conquistar o comando do PMDB no Estado, André disparou, afirmando que o new-peemedebista “inaugurou a traição em Pernambuco”, reforçando a pecha de traidor que os governistas tentam impor a FBC.

“Fernando Bezerra (Coelho) inventou a traição na política de Pernambuco. Em 1986, quando saiu de Roberto Magalhães, onde era secretário da Casa Civil para apoiar a candidatura de (Miguel) Arraes”, disparou André Campos, em entrevista à Rádio Folha FM, 96,7.

O secretário lembrou que leu um artigo do senador em um jornal no qual critica o governador Paulo Câmara.

“Há dois meses eram os maiores elogios, quando estava ao lado de Paulo Câmara. Quer dizer, esse tipo de política o povo não vai aceitar”, destacou.

Sobre o bloco que Fernando Bezerra está formando juntamente com os ministros pernambucanos, André Campos classifica a união como “um grande blefe”, pois nos bastidores eles não se entendem.

“Esse grupo não existe. Esse G4 (os ministros), que dizem, é um grande blefe. Não se entendem. Tem aquela história de que ‘Fernando Bezerra Coelho chega agora e já quer sentar na janela’... ‘se não for eu é meu filho o candidato’... E Mendonça aceita? E Bruno aceita? E Armando aceita? Quer dizer, tem muita história. Duvido que esse grupo se una em torno da candidatura de Fernando Bezerra”, avaliou o socialista.

A partir do pontapé governista para as eleições 2018, com o ingresso do PDT na aliança palaciana, André Campos acredita que as conversas que existem com o PT não derivarão para uma aliança no primeiro turno.

“Uma análise pessoal que faço é que o PT precisa ter candidatura própria para se fortalecer. O PT precisa se recuperar. O PT não tem deputado federal. Tem dois ou três deputados estaduais e precisa renascer na política de Pernambuco”, ponderou.

Indagado, então, se poderia haver um armistício entre PT e PSB num primeiro turno, com uma convergência num segundo, André disse que o caminho poderia ser por aí.

“Talvez chegar e dizer (aos petistas) que os nossos adversários não são vocês aqui. Eles estão do outro lado”, afirmou o secretário, que jurou não ser o interlocutor do Palácio das Princesas com os petistas, como se fala nos bastidores.

Por fim, André garantiu que Antonio Figueira foi quem pediu para deixar a Casa Civil, e que as queixas ao novo secretário Nilton Mota são injustas.

“Se a eleição fosse hoje, Nilton Mota seria um dos mais votados. A eleição de Nilton Mota está resolvida, ele não precisa acrescentar uma base eleitoral para resolver, então é uma coisa injusta quando se diz isso”, disse André.

Assim como outros políticos, o socialista classifica a segurança o principal problema para a candidatura de Paulo Câmara à reeleição.

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