Brega Funk: a voz do movimento

Documentário baseia-se na vivência de jovens artistas da periferia, abordando o contexto cultural, bem como a geração de emprego e renda através do gênero musical; exibição estreia no Instagram do candidato ao Senado André de Paula: @andredepaula55


O brega-funk é mais do que um movimento cultural. É também uma missão social, para quem vive dele e com ele. Vem tirando jovens da criminalidade, gerando renda, movimentando a economia e ajudando outras pessoas, indiretamente. O documentário “Brega Funk, a voz do movimento” estreia nesta terça-feira (30), na rede social Instagram, trazendo um grito do subúrbio, principalmente contra o preconceito. Um ritmo contagiante que é conhecido em todo o país e já ganhou o mundo. A estreia acontece nesta terça-feira (30) no perfil  @andredepaula55 do Instagram.


A ideia de discutir o filme surgiu a partir de uma conversa entre artistas do movimento e o candidato ao Senado Federal André de Paula. “Eles fazem um trabalho muito bacana, muito importante. E eu teria o maior orgulho de estar no Senado e poder ser a voz do brega funk”, ressalta André durante o documentário.


As gravações aconteceram durante um mês, em vários bairros do Grande Recife. O filme mostra, no relato de seus atores, um olhar além do lugar comum sobre o brega funk, ritmo criado em Pernambuco, em 2011, especificamente nos subúrbios da Região Metropolitana do Recife. Foi o encontro entre o funk carioca e o brega nordestino.


“É um ritmo que eu acredito que vai crescer muito ainda”, explica Marcelo Barbosa, conhecido como Amarelinho. Ele é um dos responsáveis por um dos podcast mais vistos do You Tube por quem curte o movimento, além de manter um perfil de notícias no Instagram. “Muita gente acha que o brega funk é feito só por quem canta ou dança. Quem está em cima do palco. Mas tem toda uma cadeia por trás”, explica. É essa geração de emprego e renda que se destaca no filme.


Os depoimentos são contundentes ao afirmar que existe preconceito da sociedade. “Muita gente saiu das ruas por conta disso. Não somos marginais, somos artistas querendo mostrar nosso trabalho”, cita outro expoente do movimento, Madson Lima, o Vovô do Passinho.

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