Ex-Prefeito Edson Vieira fala sobre os caminhos que poderá seguir nas eleições de 2022

Muito tem se especulado sobre uma possível candidatura de Edson a deputado estadual no lugar de Alessandra Vieira


Em entrevista ao repórter Jairo Gomes, o ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira, comentou um pouco sobre a sua estratégia para as eleições de 2022, onde há muito se discute qual será o caminho que tomará a bancada azul, visto que existem rumores de uma possível candidatura do ex-prefeito a deputado estadual, cargo ao qual ele já exerceu por 2 mandatos, no lugar da atual deputada Alessandra Vieira. No momento, Edson afirma que é preciso calma.

"Recentemente tivemos a definição do Congresso da regra do jogo eleitoral, onde não haverá coligações como anteriormente. Agora, a regra que se mantém é a usada para os cargos de vereadores, onde os partidos terão que fazer chapa. Desse modo, o PSDB, PT, PP, PDT e etc terão que fazer suas próprias chapas se assim desejarem. O que vemos com isso é que alguns partidos não terão condições de criar chapas, por isso, vamos ter calma e analisar o momento exato de definir a questão do jogo partidário de 2022", disse. "Claro que a fusão do DEM com o PSL se torna um atrativo, pois será o maior partido a nível nacional, tendo assim maior tempo de propaganda, mas o próprio PSDB também tem condições para montar sua chapa. Então vamos ter calma para definir a estratégia com sabedoria".

Recentemente, Edson esteve na filiação de Miguel Coelho, um dos nomes especulados para disputar o Governo do Estado, ao Democratas, e destacou a força do grupo para o ano que vem. "Foi um evento muito bonito e bem prestigiado, mostrando que Miguel Coelho não está pra brincadeira para 2022. Ele entrou num partido com uma estrutura muito forte para manter uma candidatura", declarou Edson, que também afirmou que permanece no PSDB. "Estou com a mente e coração tranquilos. Estou no PSDB, mas, se for o caso, de não ser feita uma chapa, teremos que analisar as melhores condições para mantermos o mandato de estadual ou quem sabe até buscar um mandato federal, ou ambos. Converso sempre com Bruno Araújo, com Raquel Lyra, Miguel Coelho e Fernando Filho, e estamos buscando a união das oposições e vendo a melhor estratégia para que as coisas caminhem bem".

O ex-prefeito também destacou uma possível estratégia para forçar um segundo turno no próximo ano. "Eduardo Campos foi eleito em 2006 num segundo turno, e haviam diversos candidatos. Pode ser que ocorra o mesmo no próximo ano. Assim, cada chapa terá seu candidato, o próprio PSB terá o seu candidato, que deve ser um nome forte, mas caminhando por todo o Estado, o que mais temos visto é o semblante de querer uma renovação. Miguel Coelho tem obras a mostrar, Raquel Lyra e Anderson Ferreira também, e esses são apenas alguns dos nomes que posso citar que podem apresentar um ótimo modelo de gestão para Pernambuco", comentou ele, que também afirmou que é necessário que a política estadual foque no Estado, deixando um pouco de lado o âmbito federal. "O PSB quer nacionalizar a disputa, mas acho que devemos discutir Pernambuco. Temos que discutir os indicadores do Estado, o índice de emprego, os investimentos, a educação, as estradas e a economia de Pernambuco. Não podemos só nacionalizar uma disputa e esconder os problemas do Estado porque Lula é mais forte ou Bolsonaro é mais forte, ou Ciro, ou Dória ou quem quer que seja. O povo Pernambucano tem que saber quem é o melhor para gerir o Estado, pois se formos discutir só o nacional e esquecermos o nosso, pode ocorrer um grande equívoco."

Por fim, Edson Vieira afirmou que até o final do ano deve decidir sua estratégia para 2022. "Estamos analisando todos os quadros e possibilidades. Como falei antes, os partidos agora devem se fortalecer. A partir daí, vamos tomar uma decisão para o que fazer no próximo ano. Não podemos ter somente uma candidatura simplesmente por ter, temos que mostrar a força da nossa região, pois ela precisa se valorizar. Não falo isso como uma crítica, e sim uma autocrítica, pois precisamos reconhecer a força que nossa região possui e que muitos de nós não percebemos".

Edição- Jorge Luis
Reportagem- Jairo Gomes

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