Deputados repercutem novas denúncias de rachadinhas da família Bolsonaro


Renan Olaz/CMRJ

A novela das acusações contra o clã Bolsonaro envolvendo irregularidades no uso de verba de gabinete, as chamadas rachadinhas, ganhou um novo capítulo. O ex-funcionário, Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, que trabalhou por 14 anos para a família do presidente, acusou a ex-esposa de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, de ficar com ao menos 80% do salário dele e de outros empregados.

"Das pessoas que trabalhavam, que eram só laranjas, ela [Ana Cristina] ficava com praticamente tudo. Só dava uma mixaria para usar o nome e a conta da pessoa. Eu ainda ganhava mais ou menos, porque eu trabalhava", disse em entrevista ao colunista Guilherme Amado, do site Metrópoles.

A notícia tem repercutido no mundo político e nas redes sociais. As hashtags #rachadinhadosbolsoaros e #rachadinha estavam entre as mais comentadas do Twitter na manhã desta sexta.

O lider da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) disse que a única preocupação do presidente é com a liberdade dele e da família

A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirma que não se trata de uma família, mas de uma organização criminosa. Ela também critica Jair Bolsonaro por usar seu cargo em favor da defesa dos crimes de seus filhos.

Líder do Psol na Câmara, Talíria Petrone (Psol-RJ) também se manifestou contra as denúncias de corrupção reveladas nesta quinta-feira.

Marcelo Freixo (PSB-RJ) também repercutiu a reportagem e afirmou em seu Twitter que a família Bolsonaro é uma quadrilha.
Marcelo Luiz, conforme a reportagem do site, foi contratado para ser babá de Jair Renan, filho 04 do presidente, mas nunca teve a carteira assinada por Ana Cristina, nem por Jair Bolsonaro. O ex-funcionário afirmou, ainda, ter trabalhado na campanha de 2002 de Flávio Bolsonaro para deputado estadual e entre 2003 e 2007 prestou serviços ao gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio.

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