Comissão especial da Câmara rejeita voto impresso e impõe derrota a Bolsonaro

Funcionária da Justiça Eleitoral prepara urna eletrônica para eleição de 2018

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – A comissão especial da Câmara dos Deputados rejeitou na noite desta quinta-feira proposta para adoção do voto impresso pelas urnas eletrônicas, em uma importante derrota para o presidente Jair Bolsonaro.

Por 23 votos a 11, o colegiado decidiu se posicionar contrariamente ao parecer do relator Filipe Barros (PSL-PR), mesmo ele tendo apresentado na véspera um substitutivo com alterações à proposta a fim de angariar apoio.

Um acordo para acelerar a votação da proposta foi acertado por dirigentes partidários em meio à escalada da tensão entre Bolsonaro e a cúpula do Poder Judiciário, em especial o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre o voto impresso.

Sob ameaças de não haver eleições, Bolsonaro acusou o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, de interferir nas discussões da Câmara para evitar a aprovação da proposta.

Bolsonaro tem alegado –sem mostrar qualquer tipo de prova– que o atual sistema de votação é passível de fraude e feito ameaças de que poderia não aceitar o resultado do pleito no próximo ano sem a alteração.

O movimento de Bolsonaro ocorre em meio à queda de popularidade e apoio em pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022.

Apesar da rejeição pela comissão, mais cedo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a proposta de adoção do voto impresso poderia ser votada pelo plenário da Casa mesmo se fosse rejeitada pelo colegiado.

“As comissões especiais não são terminativas, são opinativas, então sugerem o texto, mas qualquer recurso ao plenário pode ser feito”, disse Lira.

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