Médicos brasileiros estudam técnica para evitar intubação em pacientes com covid-19

Equipamento utilizado no tratamento pode melhorar oxigenação e reduzir infecções no organismo. Estudo é liderado por médicos do Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Belo Horizonte (MG)

CB Correio Braziliense

(crédito: Christophe SIMON/AFP)

O Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Belo Horizonte (MG), iniciou um estudo para que pacientes diagnosticados com coronavírus não precisem de intubação. A oxigenoterapia hiperbática, método estudado, será testado pela primeira vez no Brasil.

Esse método é opção terapêutica como uma forma de evitar, ou adiar, a intubação de pacientes com falta de ar e hipóxia, que é a ausência de oxigênio nos tecidos para que as funções corporais se mantenham estáveis.

Para realizar o tratamento, é feito o uso da câmara hiperbárica, onde o paciente será submetido à inalação de oxigênio puro em uma pressão maior que a pressão atmosférica. "Com esse tratamento a gente consegue colocar a pressão do oxigênio dentro dessa câmara muito acima da pressão atmosférica, com a finalidade de que o oxigênio faça uma difusão maior no sangue e atinja todas as partes do organismo principalmente, evidentemente, as doentes", detalha o médico Túlio Navaro, professor do Departamento de Cirurgia da UFMG.

Além de consentir com o tratamento, só poderão participar do estudo os pacientes internados em enfermarias de covid-19 sem indicação de intubação, com resultado de teste PCR positivo para covid ou que apresentem saturação de oxigênio abaixo de 93%.

O equipamento utilizado no Risoleta Neves foi doado pela Oxy Câmaras, que mais tarde será emprestado para o Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e onde será utilizado por cinco meses. Após esse período, ele será mantido pelo Centro de Regeneração Tecidual do hospital.

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