Eduardo Bolsonaro exige que Sergio Moro “defenda explicitamente” seu pai

Pragmatismo Político

Eduardo Bolsonaro deu declaração durante transmissão ao vivo. Filho do presidente ainda fez ameaças a Sergio Moro e Paulo Guedes caso seu pai deixe o poder

Em live, Eduardo Bolsonaro cobrou Moro e Guedes e afirmou que os ministros 
“serão odiados” caso não permaneçam com o presidente
 (Imagem: Dida Sampaio)

Em uma transmissão ao vivo (live) com a deputada Caroline De Toni (PSL-SC), o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) cobrou dos ministros Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) que falem “publicamente, explicitamente, a favor do presidente da República”.

A cobrança de Eduardo Bolsonaro ocorreu antes de assessores de Sergio Moro informarem nesta quinta-feira (23) que o ministro pretende pedir demissão caso Bolsonaro insista na troca de Marcelo Valeixo do comando-geral da Polícia Federal.

Na live, Eduardo Bolsonaro reclama que o pai estaria em “fogo cruzado” após ter participado dos atos ilegais do fim de semana que pediram intervenção-militar e um ‘AI-5’ para fechar o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

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“O que eu gostaria de pedir é que dentro do governo mais pessoas publicamente, explicitamente, falassem a favor do presidente”, disse o filho ‘zero três’ do presidente.

“Porque aqueles verdadeiros guerreiros não falam só no momento da vitória, falam também nos momentos em que a gente está sob fogo”, afirmou o filho de Jair Bolsonaro, antes de citar Sergio Moro e Paulo Guedes.

“Imaginem vocês, Jair Bolsonaro saindo do poder. Como será a vida de ministros como Sergio Moro e Paulo Guedes? Vocês acham que eles teriam a vida tranquila? Eu acho que dificilmente”.

Em tom de ameaça, Eduardo Bolsonaro ventilou que os ministros que estão no governo já receberam um “x” nas costas e, caso não apoiem incondicionalmente Jair Bolsonaro, serão odiados por muito tempo.

“Retirar Bolsonaro do poder seria ruim até para os ministros do Bolsonaro. Essa galera toda já recebeu um ‘x’ nas costas e vão ser odiados durante muito tempo”, afirmou.

A declaração de Eduardo Bolsonaro remete ao famigerado ‘gabinete do ódio’ — grupo comandado por Carlos Bolsonaro e Olavo de Carvalho que costuma assassinar a reputação de inimigos políticos e ex-aliados do bolsonarismo nas redes sociais.

A artilharia contra Sergio Moro começou há duas semanas. Relembre:
Pedido de demissão

Em uma conversa ríspida na manhã desta quinta-feira com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, disse que deixará o governo se o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, for substituído.

Moro reúne-se toda quinta com Bolsonaro, mas no encontro de hoje, o presidente comunicou a intenção de alterar a principal peça no xadrez do Ministério da Justiça. Depois de ouvir protestos de Moro e a informação de que ele também deixaria o governo, Bolsonaro não recuou.

Interlocutores do ministro dizem que generais que atuam no entorno presidencial já começaram a atuar para colocar panos quentes e conter o risco iminente de demissão.

A popularidade de Moro sempre incomodou o presidente e seus filhos. No início do ano, ministro descumpriu uma recomendação de Jair Bolsonaro e deu entrevista ao programa Roda Viva. Naquela ocasião, a ala militar do Palácio do Planalto também agiu para impedir a demissão do integrante mais popular do governo.

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