Ministério Público pode abrir investigação do aumento de 63% nos gastos com publicidade na gestão Bolsonaro. Um caminhão de dinheiro foi depositado nas contas do SBT e da TV Record, as principais beneficiadas
Jair Bolsonaro em gravação da entrevista (Imagem: Marcos Corrêa | PR)
“O princípio da impessoalidade requer, sob o enfoque da isonomia, que a administração pública confira tratamento isonômico, sem preferências ou discriminações”, escreveu Rocha, segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
A Secom argumenta que quitou compromissos assumidos na gestão passada. Do total de R$ 75,5 milhões aplicados de janeiro a março deste ano, R$ 12 milhões foram autorizados por
Jair Bolsonaro.
A comparação entre os três primeiros meses de 2018 com os três primeiros meses de 2019 mostram que o faturamento publicitário da Record com o governo aumentou 659%, do SBT 511% e da Globo 19%. No ano passado, a Globo faturou R$ 5,93 milhões, Record R$ 1,308 milhão e SBT R$ 1,1 milhão. Neste ano os canais faturaram, respectivamente, R$ 7,07 milhões (Globo), R$ 10,3 milhões (Record) e R$ 7,3 milhões (SBT).
“Gustavo, o que eu acho desse cara da Globo dentro do Palácio do Planalto: eu não quero ele aí dentro. Qual a mensagem que vai dar para as outras emissoras? Que nós estamos se aproximando da Globo. Então não dá para ter esse tipo de relacionamento”, disse Bolsonaro. “Inimigo passivo sim, mas trazer o inimigo pra dentro de casa é outra história”, acrescentou.
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