Cidade de Sanharó, no Agreste, começa a receber água do rio São Francisco em fase de testes


As águas do rio São Francisco por meio da integração das Adutoras do Agreste/Moxotó chegam a mais um município. Dessa vez, a cidade beneficiada é Sanharó, distante 140 quilômetros do Recife, que passou a receber água da Transposição do Rio São Francisco, desde ontem (9), em fase de testes. Agora, já são quatro municípios atendidos por esse sistema: Arcoverde, Pesqueira, Belo Jardim e Sanharó. A iniciativa é mais uma ação do governo Paulo Câmara para garantir água para o interior de Pernambuco, em especial à região do Agreste, que tem um déficit hídrico histórico.

Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, a água do São Francisco está chegando em Sanharó de forma gradativa e a expectativa é que o primeiro ciclo de abastecimento, atendendo todos os bairros da cidade, seja concluído em dez dias.Os primeiros bairros beneficiados são Centro, Salgado, parte do Zacarias Ramalho, parte do Dr. Tonico e Santa Clara. 

O município de Sanharó estava enfrentando um severo rodízio, com água apenas uma vez por mês, pois dependia do Sistema Bitury, cuja barragem entrou em colapso há quatro meses.

Transportar água da transposição para essa região tem sido uma prioridade do governador Paulo Câmara, aproveitando a parte já implantada da tubulação da Adutora do Agreste, mesmo sem a construção do Ramal do Agreste, obra do governo federal ainda não finalizada. Para viabilizar o atendimento desses municípios, coube à Compesa projetar a Adutora do Moxotó, obra que teve investimento de R$ 85 milhões, e que capta água do Rio São Francisco na Barragem do Moxotó, no Eixo Leste da Transposição, e se interliga na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Arcoverde à Adutora do Agreste.

Desse ponto, a água do Rio São Francisco percorre 80 quilômetros pela Adutora do Agreste até chegar à Estação de Tratamento de Água do Bitury, em Belo Jardim, onde passa por tratamento e segue até às torneiras dos moradores de Sanharó. De acordo com a Compesa, a fase de testes deve durar 30 dias. “É nessa etapa que fazemos as correções necessárias, a exemplo de vazamentos. Estamos trabalhando também para abastecer o município de São Bento do Una nos próximos dias”, afirma o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

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