Plenário agora deve validar indicações de Bruno Fernandes e João de Mello para a diretoria da autoridade monetária. Flávia Perlingeiro presidirá a CVM
Alexandre Garcia, do R7
Nome de Campos Neto foi aprovado por 55 senadores
Pedro França/Agência Senado - 26.2.2019
O plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (26), com 55 votos favoráveis, 6 contrários e uma abstenção, a indicação do economista
Roberto Campos Neto como substituto de Ilan Goldfajn na presidência do BC (Banco Central).
O novo presidente do BC ainda destacou a necessidade da aprovação de reformas estruturais para recuperar a economia nacional. "O Brasil precisa avançar na estratégia de ajustes e reformas. Em particular, mas não apenas, na reforma da Previdência", afirmou aos senadores na CAE.
Agora, o plenário analisa a aprovação dos nomes de Bruno Serra Fernandes e João Manoel Pinho de Mello, indicados para assumir as diretorias de Política Monetária e de Organização do Sistema Financeiro da autoridade monetária nacional, respectivamente.
Para a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a indicação de Flávia Martins Sant'anna Perlingeiro também foi aprovada com 56 votos favoráveis e 6 contrários.
Perfil
Neto do economista Roberto Campos, ministro do Planejamento no governo do general Castelo Branco e um dos principais expoentes brasileiros do pensamento liberal na economia, o economista indicado para a presidência do BC figura no quadro de executivos do Banco Santander há 16 anos.
Atualmente, Roberto de Oliveira Campos Neto é responsável pela Tesouraria da instituição. Formado em economia, ele tem especialização em Finanças pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e é reconhecido por alguns no mercado por seu perfil técnico.
Campos Neto iniciou a carreira no banco espanhol como chefe da área de renda fixa internacional, cargo que ocupou de 2000 a 2003. No ano seguinte, migrou para a gestora Claritas, onde ocupou a posição de gerente de carteiras.
Em 2005, voltou ao Santander como operador e em 2006 foi chefe do setor de trading. Quatro anos mais tarde, passou a ser responsável pela área proprietária de tesouraria e formador de mercado regional e internacional.
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