Maduro anuncia fechamento da fronteira com o Brasil

Presidente avalia fazer o mesmo com a divisa com a Colômbia; oposição planeja entregar ajuda humanitária no dia 23

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira, 21, que fechará a fronteira com o Brasil e avalia fazer o mesmo com a divisa com a Colômbia. A decisão ocorre a dois dias de a oposição venezuelana iniciar uma operação com auxílio dos dois países vizinhos e dos Estados Unidos para entregar ajuda humanitária à Venezuela.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante coletiva de
 imprensa no Palácio Miraflores em Caracas 
REUTERS/Andres Martinez Casares - Foto: Reuters

"Decidi que, no sul da Venezuela, a partir das 20h (21h de Brasília) fica fechada completamente a fronteira com o Brasil, até segunda ordem", disse o presidente após reunião com o alto comando militar em Caracas.

Sobre a Colômbia, Maduro afirmou que avalia uma medida similar e o armazenamento de ajuda humanitária é uma "provocação barata".

Mais cedo, o deputado opositor venezuelano Américo De Grazia, da Assembleia Nacional, afirmou em sua conta no Twitter que o presidente Nicolás Maduro enviou veículos militares blindados para a cidade de Santa Elena de Uairén, a 12 km da fronteira com o Brasil, para evitar a entrada de ajuda humanitária no país a partir da cidade de Pacaraima, em Roraima.

"O usurpador toma militarmente Santa Elena de Uairén para impedir a entrada de ajuda humanitária para os venezuelanos", escreveu de Grazia. "No entanto, os povos indígenas Pemones de La Gran Sabana, juntamente com o gabinete do prefeito e os cidadãos, tornarão a solidariedade uma realidade", completou.

No começo desta semana, o governo brasileiro afirmou que montará uma força-tarefa na fronteira com a Venezuela para ajudar na entrega de ajuda humanitária enviada pelos EUA e em coordenação com a oposição venezuelana.

Nesta quinta-feira, o chanceler Ernesto Araújo se reuniu com o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), possivelmente para discutir os detalhes do plano que o governo chamou nesta semana de "aproximação logística de Pacaraima". /EFE e REUTERS

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