Santa Cruz do Capibaribe recebe obra de esgotamento sanitário pela Compesa

Empreendimento tem investimento de R$ 100 milhões


A cidade que leva o nome de um dos rios mais importantes de Pernambuco, Santa Cruz do Capibaribe, dá um passo importante para a despoluição do manancial e preservação do meio ambiente. Isso porque a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está iniciando as obras de implantação da primeira etapa do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Santa Cruz do Capibaribe. O principal objetivo dessa primeira fase do projeto é reduzir significativamente o lançamento de esgoto direto no Rio Capibaribe, que banha a cidade. As intervenções começam pela construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), localizada no bairro Oscarzão, às margens do Rio Capibaribe, que terá a capacidade de tratar o volume de 355 litros por segundo, alcançando o tratamento de 1 bilhão de litros de esgoto, por mês.

Serão investidos R$ 100 milhões, recursos do Projeto de Sustentabilidade da Bacia do Rio Capibaribe (PSH) financiados pelo Governo do Estado junto ao Banco Mundial, para beneficiar mais de 100 mil pessoas – o projeto vai garantir o atendimento da cidade até o ano de 2038, cuja prospecção populacional é de quase 200 mil habitantes. “Trata-se de mais um investimento realizado pelo Governador Paulo Câmara na área de Saneamento, numa das maiores cidades do Agreste Setentrional. O PSH tem como finalidade desenvolver projetos e ampliar sistemas de esgotamento sanitário nos municípios cortados pelo Rio Capibaribe, contribuindo assim para a despoluição e melhoria da qualidade de vida da população”, informa o presidente da Compesa, Roberto Tavares.


Além da ETE, a primeira etapa do sistema prevê a implantação de quatro estações de bombeamento e de oito interceptores – que correspondem a 18 quilômetros de tubulações que farão a coleta do esgoto gerado na cidade, ao longo das margens do Capibaribe. Também serão construídos 184 poços de visitas, que terão a função de fazer a interligação do sistema existente na cidade aos interceptores, e mais cinco emissários (tubulações que transportarão o esgoto das estações de bombeamento até a ETE). A primeira etapa da obra deve ser concluída até setembro de 2019.

O projeto da segunda fase do empreendimento está em fase de elaboração, e vai contemplar toda área urbana da cidade com rede coletora de esgoto e instalações intra-domiciliares, inclusive, nas áreas em expansão.

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