CUT ATACA PLANO TEMER. FIESP APLAUDE



247 - O anúncio do plano econômico do presidente interino Michel Temer (PMDB), nesta terça-feira (24), foi criticado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), presidida por Vagner Freitas, enquanto foi elogiado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Para a CUT, as medidas econômicas de Temer "evidenciam que os golpistas estão colocando em prática as propostas que os empresários e o sistema financeiro exigiram como condição para financiar o golpe".

"Junto com a equipe da Fazenda, Temer anunciou o fim do Fundo Soberano, teto do crescimento das despesas, entre elas, saúde, educação, moradia e agricultura familiar, o que vai contribuir para aumentar a recessão e o desemprego; revisão do regime de partilha do pré-sal e descapitalização do BNDES, entre outras medidas, que representam um ataque direto as conquistas e os direitos da classe trabalhadora brasileira", diz a Central, em nota enviada à imprensa.

Vagner Freitas alerta que "Temer está tirando os benefícios conquistados nos governos Lula e Dilma e também na Constituição de 1988". "As medidas representam um retrocesso de três décadas, voltando à política de direitos sociais da ditadura militar. Mais uma vez os trabalhadores é que vão pagar a conta de um dos ajustes fiscais mais perversos dos últimos anos", reforça. Ele lembra que as "medidas como as que o Temer anunciou hoje foram derrotadas pelo povo em quatro eleições seguidas – desde 2002". "Só um governo interino, golpista e ilegítimo pode apresentar propostas tão perversas contra a classe trabalhadora", pondera.

Fiesp

Já o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, avaliou como positivas as medidas anunciadas por Temer, em especial a limitação do gasto público. "Criam expectativa positiva e confiança, o que é importante para a retomada do crescimento”, disse.

Skaf destacou a importância de as medidas não terem incluído nem o aumento nem a criação de impostos e lembrou que se trata de um primeiro anúncio, com vistas ao longo prazo: "Estamos na expectativa das medidas de curto prazo, para acertar o rombo de 2016, com foco em corte de gastos, porque a sociedade não vai aceitar aumento de impostos", disse.

Segundo o presidente da Fiesp, se a limitação de despesas anunciada hoje tivesse sido adotada em 2005, a dívida pública seria de R$ 600 bilhões, em vez de mais de R$ 4 trilhões, ou seja, sete vezes menor. Com isso, “as taxas de juros seriam compatíveis com as do mercado internacional, teríamos mais investimentos, crescimento, emprego e salários”. A economia com o pagamento de juros teria sido de R$ 500 bilhões só no ano passado. "Teríamos as nossas contas em dia, e o Brasil crescendo, gerando empregos e riqueza", frisou.

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