FEIRA DO VERDE EM BREJO DA MADRE DE DEUS


Santa abre vantagem de 3×0 sobre o Sport

O maior foco no gramado foi decisivo para o Santa Cruz neste domingo, no Arruda, no primeiro clássico das semifinais do Pernambucano 2014. Pensando somente no Estadual, o Tricolor tomou praticamente todas as iniciativas no Arruda e sufocou o Sport, que divide suas atenções com a Copa do Nordeste e não teve chance de chegar ao gol adversário. O placar de 3×0 foi reflexo justo do confronto.

A luta de judô mais fofa da história

A primeira vez a gente nunca esquece, não é? Mas no caso dessa competição super fofa, quem não vai esquecer a primeira vez delas somo nós! Mesmo você, que paga de marmanjão insensível, vai se derreter com essas baixinhas aí.

Apesar da pouca idade, as garotinhas dão uma bela lição de cortesia e mais se cumprimentam que lutam judô! Pena que uma delas é um projeto de gente ainda e não para em pé! Mas cai direitinho no tatame, sem chorar nem fazer cara feia!

Vale a pena conferir no vídeo aqui:



Do Macaco Velho

Correções das redações do Enem já estão disponíveis para consulta

Dos mais de 5 milhões de textos, apenas 481 tiveram nota máxima

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) disponibilizou para consulta, nesta quarta-feira (2), o espelho das correções das redações do Enem 2013. A consulta à correção tem caráter pedagógico, e, segundo o Ministério da Educação (MEC), não serão aceitos recursos contra a nota.



Este é o segundo ano em que o Inep disponibiliza o acesso ao espelho das redações. Foram corrigidos mais de 5 milhões de textos, dos quais apenas 481 tiveram nota mil, pontuação máxima na prova. De acordo com o MEC, cerca de 106 mil redações tiveram nota zero.

Com tema "Os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil", a redação do Enem 2013 trouxe novidades nos critérios de correção. Erros gramaticais, por exemplo, só seriam aceitos caso não houvesse reincidência no texto.


Gráfico disponível para os candidatos mostra a porcentagem de redações (apontadas na coluna à esquerda) que tiveram as notas indicadas.

As correções foram feitas por dois avaliadores independentes, que deram notas de até 200 pontos para cada competência avaliada (eram cinco no total). Caso as notas de cada corretor tivessem uma diferença de 100 ou mais pontos, a redação seria enviada a uma banca de três professores, que dariam a nota final.

PE 160. O Retrato do abandono.

Funcionária do Detran-PE xinga cliente com palavrão

Isso aqui é uma repartição, seu palhaço. Preferencial não é só você não. Grito é um c*', berrou a servidora

por Gabriella Guerra

Foto: Divulgação/Detran-PE

Uma funcionária do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) chocou os clientes que estavam em atendimento na manhã desta sexta-feira (4), no posto de atendimento do Shopping Plaza, em Casa Forte. A mulher identificada apenas por Juliana perdeu o controle e destratou um usuário com palavrão. [Veja o vídeo abaixo]

Uma das pessoas, que estava presente, gravou a cena e relatou o caso através de seu perfil no Facebook. “Hoje pela manhã, no Detran do Shopping Plaza. A atendente Juliana, desrespeitando esse senhor, com agressões duras e verbais. Deixando todos os presentes perplexos com tamanho despreparo. Lamentável, pagamos tantos impostos, e é isso q recebemos em troca”. As imagens já foram compartilhadas mais de mil vezes". 

No vídeo, a servidora aparece aos berros e destratando o cliente que aparenta ser um idoso. “Tenha respeito a mim, isso aqui não é loja. Isso aqui é uma repartição, seu palhaço. Preferencial não é só você não. Grito é um c*”, falou a funcionária. 

A equipe do Leiajá procurou o Detran, que se resumiu a responder por uma nota que estão apurando o caso. Confira a íntegra: 

“Em atenção aos seus usuários, o Detran-PE pede desculpas e lamenta pelo comportamento de uma de suas servidoras, enquanto prestava atendimento no posto avançado do Plaza Shopping. 

Comportamento este registrado em vídeo por um cidadão e publicado em uma das redes sociais da Internet. O Detran esclarece que o caso está sendo apurado oficialmente e que serão tomadas as medidas disciplinares cabíveis.”

Do LEIAJÁ

                                  

Saiba as novidades da 4ª temporada de Game Of Thrones

Por Lorena Dana, do Rio de Janeiro


A convite da HBO Latin America, a SUPER foi ao Rio de Janeiro conferir uma exibição exclusiva do primeiro episódio da quarta temporada de Game Of Thrones. A série volta ao ar neste domingo (06 de abril) às 22 h. Saiba o que vai rolar de novo e de legal na história. Fique tranquilo, o texto está livre de spoilers .

As consequências do Casamento Vermelho (você viu a última temporada, certo?) foram avassaladoras. Mesmo com a ameaça velada de Stannis Baratheon, o domínio de Joffrey sobre os Sete Reinos torna-se indiscutível. Sem Rob Stark, o Norte está desestabilizado e condicionado às artimanhas do traidor Roose Bolton – que abandonou suas raízes para aliar-se à casa Lannister. Nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy revezam seus esforços entre planos para reinar sobre Westeros (ou pelo menos parte do Norte) e discussões a respeito do futuro de Theon – o herdeiro que, agora, nada mais é do que um Fedor eunuco na masmorra suja de algum bastardo maluco.
Por causa da falta de um governante legítimo, e das disputas localizadas por terras e poder, o caos se instaura no continente. A população sofre com saques, assaltos, assassinatos, estupros e todo tipo de violência que se possa imaginar. Nenhum lugar é seguro e todos são suspeitos. As bandeiras das Casas importam cada vez mais para alinhamentos políticos, e cada vez menos para sentenciar alguém à morte.

Esse episódio mostra o lastro cadavérico das batalhas, o sentimento generalizado de instabilidade e insegurança, a trivialidade das disputas, e a iminência de novos focos de conflito.

O casamento do leão e da flor


Quem se importa com um reino em colapso quando se está às vésperas do Casamento Real, certo? Provavelmente, muita gente. A plebe está angustiada com a coexistência desses dois fatos tão discrepantes. Por isso, a ordem na Fortaleza Vermelha é focar os detalhes da festança. Que roupa vestir? Vai ter torta de pombo? Os convidados estão chegando? Essa cerimônia pode ser tanto um acordo político certeiro, quanto o “pão e circo” necessário para acalmar os ânimos exaltados da população.

Por falar em casamento, com o retorno do “tio” Jaime Lannister a Porto Real, o noivo Joffrey se vê com mais motivos para ser arrogante e odioso. Ele já considerava bastante tentadoratormentar a pobre Sansa Stark, mas nada se compara a torturar psicologicamente um membro da família e da Guarda Real que é dado por inválido após perder sua mão de batalha.

Barbeiragem de Maldonado acaba em capotagem de Gutiérrez

Venezuelano da Lotus acerta o carro do mexicano em cheio no GP do Bahrein

Por GloboEsporte

O GP do Bahrein, vencido pelo inglês Lewis Hamilton neste domingo, foi um dos mais emocionantes dos últimos tempos na Fórmula 1. A 900ª corrida da história da categoria foi repleta de intensas disputas por posições, mas um incrível acidente também chamou a atenção: a 16 voltas do fim, Pastor Maldonado saía dos boxes, enquanto Esteban Gutiérrez completava mais uma volta. O mexicano contornava a primeira curva normalmente, mas o venezuelano da Lotus foi por dentro e acertou a Sauber no meio. Gutiérrez capotou e precisou de alguns segundos para se recuperar do susto e sair do carro. O safety car entrou em cena, e Maldonado ainda conseguiu seguir na corrida, terminando no 14º lugar. 



Maldonado faz malabarismo com Sauber de Gutiérrez (Foto: AFP)

Após o incidente, a FIA decidiu penalizar o venezuelano com um stop and go (parada obrigatória nos boxes) de 10s, a perda de cinco posições no grid do GP da China e três pontos na carteira, de acordo com o novo sistema de punições; confira o comunicado oficial da Federação.

Comunicado oficial da FIA de punição a Pastor Maldonado (Foto: Divulgação/FIA)

10 estatísticas que você não sabia sobre morte

Do Fatos Desconhecidos


O cigarro e a bebida matam milhões por ano, assim como a fome e as guerras. Desastres naturais, atentados terroristas, acidentes de trânsito, homicídios; essas são as causas mais comuns para a morte não-natural, mas disso todo mundo já sabe. O que vamos te mostrar aqui é uma lista com 10 coisas que você provavelmente não achou que fossem responsáveis por matar, e que até matam bastante; melhor prestar atenção ao seu redor daqui pra frente!

1 - Dirigir mexendo no celular mata 6 mil por ano nos EUA

Estudos do Instituto Técnico de Transporte de Virginia chegaram à estimativa de que a chance de uma pessoa que está mexendo no celular colidir com outro veículo é 23 vezes maior do que se comparada à uma prestando atenção no volante.


2 - Hipopótamos matam 2,900 anualmente na África

Muitos especialistas apontam o rechonchudo como um dos mais perigosos animais africanos, que tem o costume de morder turistas, virar barcos e até matar pessoas se sentir-se encurralado na água ou perto de seus filhotes. Apesar da aparência (nem tão) inofensiva, os dentes do animal conseguem mastigar o corpo de um homem com a mesma dificuldade que mastigamos um hambúrguer.


3 - Auto-asfixia erótica mata 600 por ano

Quis brincar, se empolgou, só pense em quem achar seu corpo. Se bem que se você está morto, esse não é o maior dos seus problemas.


4 - Cair da cama mata 450 pessoas anualmente nos EUA

Os mais jovens e velhos podem sofrer contusões graves com esse acidente banal, que nos EUA registra 1.8 milhões de atendimentos emergenciais e mais de 400 mil entradas em hospitais todos os anos.


5 - Estalactites matam 100 por ano na Rússia

Essas lanças de gelo, que se formam nos telhados de casas em países frios podem se desprender a qualquer momento e perfurar seu crânio! Novo filme de terror? Não, apenas coisas da Rússia.


6 - Águas-vivas matam até 40 pessoas por ano nas Filipinas

Pra você que achou que é só dar uma mijadinha e tá tudo bem, saiba que além da urina não curar a ardência das queimaduras de água-viva, existem espécies enorme e letais, que podem causar a morte por parada do sistema nervoso.


7 - Cães matam 34 pessoas por ano nos EUA

A maioria crianças mordidas no rosto, essa estimativa mostra que o melhor amigo do homem às vezes não é tão gente boa quanto você pensou.


8 - Formigas matam 30 pessoas por ano

Seja por alergia ou por espécies ultra-venenosas, como as formiga de fogo e as Siafus, a quantidade dessas pequenas guerreiras afeta mais que a força do veneno. A maior parte dos casos de óbito se dá por conta de gente que dorme perto de formigueiros e, tendo um choque anafilático com a quantidade de picadas, acaba não levantando mais.


9 - Máquinas automáticas matam 13 por ano

Cuidado ao comprar um refrigerante, a máquina pode cair em cima de você e no fim adivinha quem vai estar enlatado?


10 - Montanhas-russas matam 4 por ano nos EUA

Essa aqui eu achava que ia ter um número maior, na verdade foi quase um incentivo pra ir até o parque de diversões mais próximo. Ou não.

 

Quando Lula começar a falar, nem pesquisa manipulada resolverá

Do www.blogdacidadania.com.br
A tão esperada pesquisa Datafolha chegou morna. Ao longo da semana passada, a especulação de que Dilma perderia terreno na disputa eleitoral, de que seus adversários avançariam e de que a presidente também perderia aprovação à sua forma de governar fez com que os resultados reais da sondagem soassem menos ruins para o petismo do que se imaginava.

Surpreendentemente, a queda de 6 pontos nas intenções de voto em Dilma não se fez acompanhar de melhora de quase nenhum dos adversários da presidente à exceção de Marina Silva, que subiu quatro pontos percentuais em relação a fevereiro. Marina, vale dizer, não deve sair candidata como cabeça de chapa.

Mas, antes de nos debruçarmos sobre os resultados da pesquisa, vale refletir sobre as desconfianças que gerou.

Uma boa amostra da boataria que cercou o trabalho de campo da pesquisa reside em matéria da mais recente edição dominical da Folha de São Paulo. Em meio aos resultados do Datafolha publicados na edição de hoje daquele jornal, um “esclarecimento” sobre a metodologia desse instituto de pesquisa chama atenção pelo que tem de inusitado.

O título da matéria da Folha é “Instituto não alterou critérios da pesquisa”. Nela, o jornal nega que tenha feito uma saraivada de perguntas negativas para o governo Dilma antes de perguntar em quem o entrevistado iria votar, e informa que “(…) Nos últimos dias, alguns blogs e sites, como o ‘Brasil 247’, acusaram o Datafolha de alterar esse procedimento (…)”.

De fato, o questionário do Datafolha registrado na Justiça Eleitoral mostra que, caso as suas 47 perguntas tiverem sido feitas na ordem em que foram dispostas, os entrevistados começaram a ser bombardeados com más notícias (que atingem diretamente o governo federal) só após dizerem em quem pretendiam votar.

Contudo, o que induziu a suspeita de que a ordem das perguntas pode ter sido invertida foram justamente essas dezenas de perguntas que submetem os entrevistados a uma sensação de que o país está afundando e que desqualificam qualquer outro resultado que não seja sobre intenções de voto ou avaliação do governo.

A 14ª pergunta do Datafolha é a primeira em que os pesquisadores desse instituto começam a induzir nos pesquisados uma sensação que pode tê-los levado a responder com grande desânimo a todas as questões subjacentes à intenção de voto. É perguntado se o entrevistado tem orgulho ou vergonha de ser brasileiro.

Até o momento em que escrevo (manhã de domingo), não se sabe quantos brasileiros – ou se algum brasileiro – têm “vergonha” de sua nacionalidade. Mas que motivo relevante poderia haver para algum cidadão de um país que conseguiu tantas vitórias ao longo dos últimos anos – tais como redução da pobreza, geração de empregos como nenhum outro país deste porte, melhora dos salários etc. – se envergonhar desse país?

Essa questão coloca na mente do pesquisado uma possibilidade que não tem razão de existir. O brasileiro pode até achar que as coisas não estão assim tão boas, mas daí a sentir vergonha do Brasil vai uma distância muito grande. Este país não cometeu nenhum crime, não praticou genocídio, não invadiu países pobres e matou mulheres e crianças para roubar petróleo…

Mas o questionário do Datafolha continua perguntando. Agora, quer saber do entrevistado se aconteceram com eles coisas que acontecem com todos desde sempre e em qualquer país do mundo:

“Você notou aumento de preços no supermercado?”

“Você foi assaltado, roubado ou agredido?”

“Algum parente ou amigo seu foi assassinado?”

“Você tomou conhecimento da polêmica envolvendo a compra de uma refinaria nos Estados Unidos pela Petrobras em 2008?”

“A refinaria nos Estados Unidos foi comprada pela Petrobras por um valor acima do preço para beneficiar as pessoas envolvidas no negócio?”

Ufa! É uma rajada de metralhadora. Gozado que escândalos envolvendo os adversários de Dilma não foram considerados importantes, não é mesmo?

Eis, aí, boas razões para suspeita. Poderíamos, de boa-fé, acreditar na matéria supracitada da Folha que nega inversão da ordem das perguntas caso o conjunto da obra do questionário do instituto de pesquisa controlado por esse jornal não revelasse uma preocupação escancarada em submeter os entrevistados a um clima de desânimo com o país em que vivem.

Trocando a desconfiança em miúdos: quem garante que não houve inversão na ordem das perguntas pelos pesquisadores do Datafolha? Só se as entrevistas fossem gravadas é que se poderia ter certeza – e, apesar de a tecnologia permitir que isso seja feito com facilidade, não é feito.

Não que não possa estar havendo um certo desânimo da sociedade diante de um noticiário massacrante que literalmente anulou as boas notícias que vêm surgindo sobre crescimento econômico ou aumento considerável da oferta de empregos ou aumento do valor dos salários. Apesar de a realidade contrariar o noticiário, a mídia parece ter tido sucesso ao vender a tese de que as pessoas vão perder seus empregos, vão ganhar menos e a inflação irá aumentar.

O problema desse “ativo” oposicionista é uma coisinha chamada tempo. Será que, apesar de o desemprego não aumentar ou os salários caírem, a mídia vai conseguir manter as pessoas acreditando que a piora só virá no ano que vem? Será que, cedo ou tarde, as pessoas não vão se dar conta de que falam, falam, mas tudo continua caminhando?

Neste momento, pode-se dizer que só a oposição fala – através da mídia. O discurso hegemônico no noticiário é o que diz que o país está em ruínas e que as conquistas todas em termos de qualidade de vida, alcançadas na década passada, estão sendo perdidas. Daí o desejo majoritário, expresso pela pesquisa, de que Lula volte a governar.

O ex-presidente tem inacreditáveis 52% das intenções de voto ante 54% na pesquisa de fevereiro. Ou seja, a “queda” de intenções de voto dele ficou dentro da margem de erro da pesquisa (2 pontos para mais ou menos), de modo que pode não ter caído.

Mas o principal é que os 52% de Lula aliados a respostas dos entrevistados que julgam o ex-presidente, de longe, o mais capacitado para operar mudanças nos rumos do governo, fazem dele um eleitor excepcional e que, pelo lado do apoio que dará a Dilma, constrói o potencial de crescimento governista que se contrapõe ao potencial oposicionista.

Estranhamente – mas nem tanto –, a Folha interpreta que os oposicionistas, sobretudo Eduardo Campos, têm muito espaço para crescer. O pessebista, por exemplo, é desconhecido de grande parte do eleitorado (40%).

Contudo, a análise da Folha não leva em conta o fator Lula, preferindo resumir sua posição na pesquisa a uma “queda” de 2 pontos em intenções de voto que pode não ter existido por ter ficado na margem de erro. Mas o que é o fator Lula?

Antes que alguém se anime com a possibilidade de Lula disputar a sucessão de Dilma ou de integrar sua chapa como candidato a vice, duvido muito que isso ocorra. Só ocorreria se houvesse uma situação catastrófica para Dilma. E, talvez, nem assim…

Se Lula passasse a campanha eleitoral explicando que não há motivos para crer que o Brasil irá piorar e nem assim conseguisse convencer o eleitorado, candidatar-se no lugar de Dilma não evitaria a derrota pois ficaria claro que o ex-presidente teria perdido a confiança do eleitorado.

Claro que Eduardo Campos e Aécio Neves devem ganhar terreno à medida que forem ficando mais conhecidos. Contudo, é óbvio que o governo que hoje se auto amordaçou – pois não contesta o pessimismo galopante do noticiário, não faz campanha para explicar a Copa do Mundo, enfim, não reage – começará a ser defendido durante a campanha.

Atualmente, como Dilma e seu governo não reagem ao noticiário, a única versão que se tem sobre a situação do país é a da mídia, ou seja, a versão de que o Brasil está afundando. Porém, em breve uma outra voz de peso – que nem a mídia pode ignorar – começará a ser ouvida nos quatro cantos do país. A voz de Lula.

A intenção de fazer uma pesquisa manipulada a esta altura do campeonato decorre do fato de que estudos científicos mostram que pesquisas de intenção de voto influem fortemente na decisão eleitoral da sociedade. Muita gente se anima com este ou aquele lado conforme a balança pender para um ou para outro. Por isso, fraudar pesquisas é crime.

Não se esqueçam!

De qualquer modo, Lula vai entrar em campo, sim. Vai começar a questionar as más notícias, vai começar a lembrar as conquistas que o país logrou, vai começar a pedir que o eleitor se lembre de como governou o PSDB e vai começar a lembrar que Eduardo Campos lucrou muito eleitoralmente graças ao PT e agora usa esse lucro em uma traição.

E a voz de Lula não é qualquer voz. Mesmo que não convença a todos, convencerá a muitos que hoje só ouvem a mídia dizer como tudo está indo mal sem que, em contrapartida, quem governa diga que não é bem assim e que esse pessimismo tem viés político-eleitoral.

Com efeito, o que a pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostra mesmo para quem acredita piamente nela é que Dilma precisa parar de cair e crescer um pouco, mas também mostra que os seus adversários precisam começar a subir e precisam crescer muito para chegar ao segundo turno. E que os dois lados têm por onde crescer.

Aliás, é sobre o segundo turno que pairam talvez as maiores suspeitas. O Datafolha perguntou em quem os seus entrevistados votariam numa segunda etapa. Contrapôs Dilma a Aécio e a Campos. Contudo, esse resultado foi ocultado da pesquisa divulgada no domingo. Talvez por não se coadunar com a teoria de que a “queda” de Dilma seja realmente relevante.

Fernanda Montenegro: "Fui ameaçada de morte. O medo e a coragem nos alimentaram"

Fernanda Montenegro: ‘O medo e a coragem nos alimentaram. Fomos audaciosos’. Atriz, de 84 anos, conta que foi ameaçada de morte e, dias mais tarde, uma bala estilhaçou a janela de seu quarto

Por Fernanda Montenegro

Penso que também para muitos de nós da área cultural não é fácil lembrar o golpe de 1964 porque, nos anos que se seguiram, a perda da liberdade de se expressar chegou às raias da total crueldade, da total boçalidade e da criminalidade.

Uma censura cavalar na sua trindade de forças: a federal, a estadual e a municipal. Durante 20 anos ficamos entregues ao jogo sádico desses inúmeros funcionários ou nomeados, ditos censores. Pois a cada momento, em cada cidade, tudo poderia ser alterado ou proibido. Qualquer petição, qualquer pedido de revisão, só em Brasília.

A atriz Fernanda Montenegro (Reprodução)

Quando da proibição da peça “A volta ao lar,” de Harold Pinter, em São Paulo (apesar de a mesma já ter sido apresentada no Rio por dez meses), o coronel, em Brasília, que atendeu Fernando Torres pegou um parecer sobre sua mesa e finalmente explicou que, desde que chegasse a ele um documento com “aquela cor”, isso significava que não tinha volta. Eram ordens do alto escalão.

Havia a censura do texto, quando eram feitos inúmeros cortes. Mas o golpe mortal vinha constantemente no ensaio geral. Foi aí que se instituiu um sistema orgânico de destruição de uma cultura. “Uma solução final.” Estreia suspensa: elenco desesperado, desempregado. Produtor endividado. Estaca zero. Recomeçar. Vivemos aqueles anos sempre com uma lupa inquisitorial sobre qualquer ato criativo. Destaque para o teatro e a música popular.

Quando da proibição de “Calabar,” de Chico Buarque e Ruy Guerra, junto ao comunicado veio uma advertência, não escrita, de que não se poderia tornar pública essa interdição. Terminantemente proibido falar à imprensa, citar o nome da peça, dos autores e atores. Tínhamos já vendido cinco espetáculos. O aviso nos jornais se resumiu ao seguinte: o espetáculo que estrearia no dia X, no Teatro João Caetano, está adiado “sine die.” Ponto final.

Já na montagem de “O homem do princípio ao fim”, uma colagem de textos alinhavada por Millôr Fernandes, na excursão que fizemos em grande parte do Brasil, em cada cidade tínhamos alterações. Em Porto Alegre, podia-se apresentar só o slide de Getúlio Vargas, não a “Carta testamento.” Em Brasília, a “Carta testamento” foi liberada, mas o slide, não. Na mesma apresentação, trechos de “ A megera domada,” de Shakespeare, foram, no dizer deles, amenizados. Em Curitiba cortaram uma fervorosa oração de Santa Tereza d’Ávila.

Explicamos que a oração não era do Millôr, era da própria santa. Diante do esclarecimento, liberaram. Em “A volta ao lar” estropiaram brutalmente o diálogo, cortando o que eles consideraram “baixo calão”. Fernando (diretor) e o protagonista Ziembinski foram à censora, Dona Solange. O grande Ziembinski, em lágrimas, suplicou que não destruísse a peça. Os termos crus, violentos do seu papel eram a força do seu personagem. Para vencer a proibição, uma estranha composição: para cada expressão mais forte tivemos que barganhar dois ou três vocábulos menos violentos. E com “Um elefante no caos,” de Millôr, repetiu-se o processo de “Calabar.” A peça foi proibida, e a proibição, oficialmente, jamais pôde ser comunicada.

O medo e a coragem nos alimentaram sempre. Fomos homens e mulheres audaciosos, resistentes, desafiadores.

Hoje, na distância desses 50 anos, para aqueles que nasceram no pós-golpe é praticamente impossível avaliar o clima de terror político, persecutório, no qual sobrevivemos. Cada um de nós, a seu modo, viveu situações-limite, muitas vezes arriscando a própria vida.

Como fatos emblemáticos desses anos de chumbo, guardo dois acontecimentos que me ficaram e ficarão para sempre: O CCC (Comando de Caça aos Comunistas) invadindo um teatro e espancando um elenco completamente indefeso. E a prisão (e exílio) torpe, covarde, abismante de dois jovens e extraordinários artistas: Caetano Veloso e Gilberto Gil. Homens, já naquela época, referências importantes na cultura do nosso país.

Bala estilhaçou a janela

E, no que diz respeito ao Fernando e a mim, não posso deixar de narrar uma situação de terror extremado pela qual passamos durante a temporada, em São Paulo, de “É…”, também de Millôr. Através de constantes telefonemas anônimos, fomos ameaçados de um ato extremista: eu sofreria um atentado em cena. Um tiro certeiro na testa. Em pânico, nos perguntávamos se devíamos parar a temporada, voltar ao Rio e reconstruir a vida. Mas permanecemos. Pedimos segurança à polícia (época louca: a polícia era o sistema). Os espectadores eram revistados ao entrarem no Teatro Maria Della Costa. Representamos mais de um mês com as luzes da plateia acesas e quatro seguranças em cada ângulo da sala. Preciso lembrar que na mesma época houve uma radicalização na caça às bruxas.

Segue o horror:

No início de uma madrugada, nesse mesmo período dos telefonemas, hospedados eu e Fernando na casa do diretor e amigo Celso Nunes, estávamos já no nosso quarto, no segundo andar, quando uma bala estilhaça o vidro da nossa janela e fica cravada na madeira do teto. Um carro, da rua, arranca em disparada.

Celso Nunes é testemunha desse fato pouco divulgado.
Paro aqui.

Muitos de nós, se ainda vivos, têm tanto ou mais para contar.

* Em depoimento a Nani Rubin

OS DECENTES DO FORRÓ

São precárias as condições do veículo do Conselho Tutelar de Santa Cruz do Capibaribe

Esse é o retrato do veículo que serve ao Conselho Tutelar de Santa Cruz do Capibaribe: 2 Pneus carecas, chave de seta (sustentado com um papelzinho), vazando óleo no motor e água do radiador.

A responsabilidade pela manutenção do referido veículo é da prefeitura municipal.

Foto Eliel Antonio

Magno Martins promove noite de autógrafos em Santa Cruz do Capibaribe

Nesta terça-feira (08) o jornalista Magno Martins vem à Santa Cruz do Capibaribe para o lançamento do seu livro Reféns da Seca. A noite de autógrafos acontecerá na Câmara de Vereadores a partir das dezenove horas.

Esta é a campanha anti-drogas mais surreal (e divertida!) que você já viu


Seja uma porção de cogumelos ou um cigarro de maconha, as drogas têm o poder de afetar a sua percepção de mundo, além de comprometerem seu organismo. Embora esse universo criado possa ser muito mais divertido, você não passa de um alucinado esquisitão aos olhos das outras pessoas. Isso é provado no curta-metragem “Thanks, Smokey”, de Patrick Zoochosis.

No vídeo, um rapaz que teria consumido uma droga não definida começa a ver as coisas diferente do que, na verdade, são. Os girassóis do campo dançam e ovelhas se transformam em belas garotas seminuas. Flertar com uma dessas mulheres pode ser uma ótima ideia, a menos que você esteja são e perceba que… bem… são ovelhas de verdade.

Engraçado, bem produzido e com uma música que vai ficar na sua cabeça, “Thanks, Smokey” acaba por provar que, embora divertido, o mundo mágico proporcionado pelas drogas é uma simples e individual ilusão. Será que vale a pena apostar em ovelhas e bancar o bobo?


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