Morre aos 74 anos a atriz Rogéria

Figura clássica do showbiz nacional, ela rompeu as fronteiras do gueto reservado aos chamados atores transformistas para brilhar no teatro, cinema e TV

Da Veja.com

A transformista Rogéria está lançando sua biografia - 10/10/2016: (Marcus Leoni/Folhapress)

A atriz e cantora Rogéria morreu na noite desta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Rogéria estava internada desde 8 de agosto no Hospital Unimed-Rio devido a um quadro de infecção urinária. O hospital confirmou a morte em decorrência de um choque séptico. A artista estava com a saúde debilitada desde julho, quando chegou a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também com quadro de infecção urinária.

Rogéria nasceu em 25 de maio de 1943, no Cantagalo, no Rio, como Astolfo Barroso Pinto. Assumiu nova identidade ao vencer um concurso de fantasias de Carnaval, em 1964. O público ovacionava: “Rogéria!”. Na época, era maquiador e atendia por Rogério. Antes de se tornar Rogéria em definitivo, ouviu o conselho de Fernanda Montenegro, a quem costumava maquiar nos estúdios da TV Rio: “Arte independe de sexo. Se você tem talento, não custa nada tentar”.

Figura clássica do showbiz nacional, Rogéria conseguiu romper as fronteiras do gueto reservado aos chamados atores transformistas – antes de o LGBT ter sido inventado e sob a feroz repressão do governo militar – para brilhar no teatro, cinema e TV. Bem-humorada, se definia como a “travesti da família brasileira”.

Integrou o elenco de espetáculos como Alta Rotatividade e 7, O Musical. No cinema, fez filmes como O Homem que Comprou o Mundo (1968), de Eduardo Coutinho, O Gigante da América (1978), de Júlio Bressane, e Copacabana (2001), de Carla Camurati, em que interpretou ela mesma. Já na televisão, passou por novelas (Tieta, Paraíso Tropical e Duas Caras, entre outras) e séries (como Sai de Baixo, Brava Gente e Pé na Cova).

No ano passado, ganhou uma biografia, Rogéria – Uma Mulher e Mais um Pouco(Sextante), de Marcio Paschoal. Recentemente, ela participou do filme Divinas Divas, que apresenta a primeira geração de travestis do Brasil. O documentário foi dirigido por Leandra Leal e lançado em 22 de junho. Na TV, seus últimos trabalhos foram em 2015, no programa de humor Tá no Ar: A TV na TV e na novela Babilônia, em que interpretou a personagem Úrsula Andressa, ambos da Globo.

(Com reportagem de Mario Mendes)

Diário News – Carlinhos da Cohab é o primeiro entrevistado após retorno do programa


Foto: Paulo Henrique (Agreg Imagem)

Na manhã desta segunda-feira (04) o programa Diário News recebeu o vereador Carlinhos da Cohab, do PTB. A entrevista com o político marcou o retorno do programa e a nova fase da Rádio Santa Cruz FM 98.5, que agora encontra-se em novas instalações.

Em sua entrevista Carlinhos repetiu as críticas que já havia feito recentemente contra o Governo Municipal, apontando ainda supostas irregularidades, que segundo o mesmo, devem tomar proporções de denúncia nas próximas semanas.

Foto: Paulo Henrique (Agreg Imagem)

Carlinhos também falou sobre o descrédito vivenciando pela classe política e deu o tom de alguns detalhes que podem ocorrer na campanha do próximo ano, como por exemplo a possibilidade de migração partidária.

O Diário News tem a apresentação de Bruno Muniz e vai ao ar de segunda a sexta-feira a partir das 8 horas pela Santa Cruz FM 98,5.

Sobre a privatização da Chesf, Danilo Cabral diz que é preciso romper letargia da sociedade


Para evitar a desestatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), segundo o deputado federal Danilo Cabral (PSB), é preciso romper a letargia da sociedade e ampliar a discussão sobre a matéria. “Só a mobilização de todos os setores sociais, desde os funcionários da empresa à classe artística, fará com que o governo federal reverta a decisão de vender a Chesf”, afirmou o parlamentar, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf, durante audiência pública para debater os efeitos da privatização da Companhia, promovida pela Assembleia Legislativa na manhã de hoje (4).

“Através da Frente Parlamentar e com a incorporação de vários atores, vamos encorpar essa luta que é de todos os nordestinos. Precisamos preservar nosso patrimônio, que está sendo dilapidado para sustentar o sistema financeiro internacional”, criticou Danilo Cabral. Ele destacou que a audiência pública foi o primeiro ato de mobilização em defesa da Chesf no Estado. Na próxima semana, será lançada oficialmente a Frente Parlamentar em Defesa da Chesf em Brasília.

Ainda nesta segunda-feira, Danilo Cabral deverá dar entrada em um pedido de suspensão da privatização da Chesf por um período de 120 dias no Ministério das Minas e Energia. O objetivo é aprofundar o debate, permitindo que todos, especialmente os nordestinos, tomem conhecimento sobre esse processo. “A Chesf é o maior investimento público feito no Nordeste nos últimos 500 anos, por isso, é importante que se dê o mesmo tratamento que deu à Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados), suspendendo o decreto que abriu a exploração mineral na região para permitir o amplo debate”, defendeu o deputado. 

A audiência pública foi promovida conjuntamente pelas comissões de Constituição, Legislação e Justiça, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Pernambuco a partir de um requerimento da deputada Laura Gomes (PSB). Amanhã (5), a Casa instala da Frente Parlamentar Estadual em Defesa da Chesf. Além de Danilo Cabral, participaram os deputados federais Tadeu Alencar (PSB), Severino Ninho (PSB), Luciana Santos (PCdoB) e Odacy Amorim (PT), deputados estaduais, representantes sindicais e funcionários da Chesf.

Metade das mulheres perde emprego 12 meses após o parto

Licença-maternidade dura de 120 a 180 dias no Brasil; lei garante estabilidade no emprego até cinco meses depois do início do benefício

Da Veja.com

Mulher com filho recém-nascido (iStockphoto/Getty Images)

Metade das mulheres perde o emprego até 12 meses depois do início da licença-maternidade. Isso é o que mostra pesquisa divulgada hoje pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), que analisou as consequências da licença-maternidade para o mercado de trabalho.

Pela lei, as trabalhadoras com registro em carteira têm estabilidade no emprego até cinco meses após o parto. A partir daí, a estabilidade acaba e elas podem ser demitidas a qualquer momento.

A pesquisa mostrou que a partir do quinto mês, 5% das mulheres deixam de trabalhar. Esse percentual sobe para 15% no sexto mês. Um ano depois, 48% estão fora do mercado de trabalho. O patamar fica estável no segundo e terceiro ano seguintes.

A maior parte das mulheres que saiu do emprego foi demitida sem justa causa. Entretanto, não é possível afirmar que todas as trabalhadoras deixaram o emprego por decisão exclusiva do empregador.

“Em muitos casos, as mulheres não retornam às suas atividades porque não têm com quem deixar os filhos pequenos”, Cecilia Machado, professora da FGV EPGE e uma das autoras do estudo.

Os pesquisadores lembram que não dá para mensurar quantas saíram do emprego após acordo com os empregadores – quando a empresa manda embora para que o funcionário receba o FGTS e receba o seguro-desemprego. Nesses acordos informais, os demitidos costumam devolver para a empresa a multa de 40% sobre o FGTS paga na rescisão.

Fator ensino

O estudo mostrou que o índice de demissão é maior entre as mulheres com menos escolaridade. O percentual de afastamento 12 meses após o início da licença maternidade era de 51% para mulheres com escolaridade inferior ao ensino fundamental completo; 53% para quem tinha o ensino fundamental completo; 49% para aquelas com o ensino médio completo; e 35% para as que tinham escolaridade acima do ensino médio.

Para Cecília Machado, o nível de renda é fundamental para garantir o retorno da mulher ao mercado de trabalho após dar à luz. Profissionais que ganham mais conseguem arcar com os custos do cuidado do filho enquanto trabalham, seja pagando por uma escola ou uma babá.

“As mulheres com menor qualificação são desligadas mais facilmente, pois a empresa não perde nenhum investimento específico”, afirma a professora da FGV EPGE.

Participação no mercado

A pesquisa mostrou também que a presença de um filho reduz a participação da mulher no mercado de trabalho. A taxa média de média de participação das mulheres entre 25 e 44 anos é de 65%. Quando essas mulheres têm filho, a taxa de participação cai para 41%. Somente 28% trabalham em ocupações com jornada semanal de 35 horas ou mais.

Para o homem, ter um filho não reduz sua participação no mercado de trabalho. Na mesma faixa etária, 92% dos homens com filhos de até um ano estavam trabalhando, sendo que 82% em atividades com 35 horas ou mais de carga horária semanal.

Utilizando dados do Ministério do Trabalho, os pesquisadores acompanharam, até 2016, o desempenho no mercado de trabalho de 247.455 mulheres, com idade entre 25 e 35 anos no momento do afastamento, que tiraram licença maternidade entre os anos 2009 e 2012.

A licença-maternidade no Brasil varia de 120 a 180 dias, conforme a política da empresa. Para os homens, a licença paternidade varia de cinco até 20 dias.

LAURA GOMES DENUNCIA: PRIVATIZAÇÃO DA CHESF VAI AUMENTAR O PREÇO DA CONTA DE LUZ

“O próprio governo reconhece que haverá aumento da conta de luz com a privatização da CHESF. E nós sabemos que isso já aconteceu depois das privatizações do setor elétrico no governo Fernando Henrique”, a denúncia é da deputada Laura Gomes, que também se coloca contra a entrega da distribuidora de energia a grupos privados porque implica entregar o controle das águas do Rio São Francisco a pessoas sem compromisso público por terem como prioridade o lucro.

A posição da deputada socialista foi anunciada em pronunciamento na Audiência Pública da Privatização da CHESF, realizada na manhã desta segunda-feira no auditório da Assembleia. Laura Gomes integra a coordenação da Frente Parlamentar como líder de bancada do PSB. Para ela “o partido está contra a entrega da CHESF ao setor privado porque além do valor irrisório para vender a empresa, o governo sustenta que os 30 bilhões de reais a serem arrecadados servirão para tapar o rombo das contas, que está em 159 bilhões de reais e com tendência a crescer. Isso, é claro, é inaceitável para todos nós”, registrou.

Na próxima etapa de ação da Frente Parlamentar contra a Privatização da CHESF, Laura Gomes, que foi autora do requerimento que gerou a Audiência Pública desta segunda-feira, trará uma comissão de deputados a Caruaru para promover um grande encontro de debate e esclarecimento na Câmara de Vereadores. O vereador Marcelo Gomes já garantiu junto ao Presidente Lula Torres, todo o apoio logístico necessário a realizar o evento nas instalações da Casa José Carlos Florêncio.

Milho é entregue nas escolas e instituições de Santa Cruz do Capibaribe


O Programa de Aquisição de Alimentos (PPA) em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe distribuiu, na última semana mais de 40 sacas de milhos para as escolas e instituições da cidade.

Essa operação, gerada pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), foi realizada no Centro de Convivência com o Idoso (CCI) e possui o intuito de fortalecer e incentivar a agricultura familiar.

Cerca de 1.300 quilos de milho foram recolhidos e entregues nas escolas do Pará, Cacimba de Baixo e Padre Zuzinha, no Centro de Convivência com o Idoso, Casa da Criança, e nas creches Emerson Marques e Olavo Bilac.

Para a nutricionista Isis Cavalcanti, o milho é um alimento que proporciona diversos benefícios nutricionais para a saúde, fortalece o trato digestivo, é rico em vitaminas e minerais, previne doenças digestivas e do coração como a hipertensão e é fonte de proteínas e fibras.

DOM DINO NA FESTA DO BAIRRO SANTO AGOSTINHO, EM SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE

Doria recusa prévias com Alckmin e pode deixar o PSDB


Novo teste de bomba da Coreia do Norte intensifica tensão nuclear. 
Crédito: Ahn Young/AP

Do Estadão

O prefeito de São Paulo, João Doria, em entrevista exclusiva ao 'Estado', descartou disputar prévias com o governador Geraldo Alckmin para a escolha do candidato do PSDB à Presidência em 2018. A concorrência velada entre os dois ganhou outro rumo na semana passada, quando Alckmin afirmou sua intenção de ser 'presidente do povo brasileiro'.

E o mundo ficou em alerta no fim de semana: a Coreia do Norte testou sua bomba atômica mais potente até o momento, um artefato termonuclear ou bomba H, que, segundo o regime, pode ser instalado em um míssil intercontinental.

Esse é o sexto teste nuclear do país, e culmina um período de intensa atividade armamentista por parte do governo de Kim Jong-un, que testou mais de uma dezena de mísseis balísticos desde o começo do ano, entre eles dois intercontinentais. Para o jornalista do Estado, Roberto Godoy, a Coreia do Norte já é uma potência nuclear.

Os Estados Unidos prometeram 'resposta militar esmagadora' caso sofram 'qualquer ameaça'. Aliada do regime, a China expressou sua 'condenação enérgica' ao sexto teste nuclear do país. O Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje para discutir a questão.

GOVERNO TEMER CONTINGENCIA 44% DOS RECURSOS DAS FORÇAS ARMADAS, ALERTA HUMBERTO


Para o líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) , o governo Michel Temer abandonou a área da segurança nacional com o contingenciamento de 44% dos recursos imposto às Forças Armadas; "Segundo o comando da corporação, os recursos disponíveis só serão suficientes para cobrir os gastos até este mês. Depois disso, veremos um verdadeiro caos e desmonte no Exército, Marinha e Aeronáutica", denunciou o líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE); "Com esse corte de quase 50% que Temer deu nas corporações, teremos menos de 5% das nossas fronteiras protegidas pelos militares", completou

Pernambuco 247 - Com a economia aos frangalhos e um governo chegando a quase 100% de avaliação negativa, Michel Temer vem deixando o país abandonado na área da segurança nacional. Essa é a avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), ao comentar o contingenciamento de 44% dos recursos imposto às Forças Armadas neste ano.

"Segundo o comando da corporação, os recursos disponíveis só serão suficientes para cobrir os gastos até este mês. Depois disso, veremos um verdadeiro caos e desmonte no Exército, Marinha e Aeronáutica", denunciou Humberto.

Integrantes do Alto Comando das três forças já estão avaliando que haverá um verdadeiro colapso caso o Governo Federal não libere mais verbas, reduzindo o expediente e antecipando a baixa dos recrutas. Atualmente, já está sendo realizado um plano de "economia" com a substituição do quadro de efetivos por temporários com o objetivo de reduzir o custo previdenciário.

"É impressionante ver como esse governo ilegítimo veio para destruir todos os avanços de Lula e Dilma que investiram na aquisição de tecnologia com vistas à defesa da soberania nacional", lembrou o senador petista.

Humberto alertou para o enfraquecimento das fronteiras com esse corte drástico de recursos das Forças Armadas. A consequência disso, segundo o parlamentar, é que o país ficará completamente à mercê do tráfico de drogas e violência que entram pelas bordas com outros países, pois apenas 600 km dos 17 mil km de fronteiras secas estarão protegidos.

"Com esse corte de quase 50% que Temer deu nas corporações, teremos menos de 5% das nossas fronteiras protegidas pelos militares. Se já estávamos convivendo com uma violência de grandes proporções, sem a ajuda das Forças Armadas, que está sofrendo esse desmonte, a situação ficará pior ainda", prenunciou Humberto Costa.

FRENTE PARLAMENTAR VAI À JUSTIÇA CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA CHESF


Representantes da Frente Parlamentar em Defesa da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) pediram mais diálogo com a sociedade sobre a privatização da companhia; presidente da Frente, deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), afirmou que pretende protocolar na próxima segunda-feira (4) um pedido de suspensão da privatização da companhia por 120 dias para discutir o assunto com a sociedade; Se o governo suspendeu o decreto de abertura da revisão da Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados), que faça para a Chesf também", disse

Sumaia Villela, correspondente da Agência Brasil - Representantes da Frente Parlamentar em Defesa da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) pediram hoje (1º) mais diálogo com a sociedade sobre a privatização da companhia. Foi o que afirmou presidente da Frente, deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), depois de reunião com o diretor-presidente da empresa, Sinval Zaidan Gama.

Cabral afirmou que pretende protocolar na próxima segunda-feira (4) um pedido de suspensão da privatização da companhia por 120 dias para discussão com a sociedade, a exemplo do anunciado pelo Ministério de Minas e Energia para a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca).

"A própria presidência [da Chesf] colocou que tem muitas dúvidas ainda sobre o processo [de privatização]. Se a própria presidência ainda não tem informações necessárias, a sociedade precisa ter também essas informações, fazer um debate mais aprofundado. Se o governo suspendeu o decreto de abertura da revisão da Renca, que faça para a Chesf também", disse o deputado.

Em agosto, o Ministério de Minas e Energia anunciou a privatização da Eletrobras, controladora da Chesf. A empresa passaria à iniciativa privada, mas a União permaneceria como acionista, embora com participação menor. O governo federal justifica a mudança alegando que a Eletrobras acumula um impacto negativo de R$ 250 bilhões nos últimos 15 anos.

Para Danilo Cabral, a privatização da Chesf, responsável pela geração e transmissão de energia de todos os estados do Nordeste – à exceção do Maranhão –, é uma questão de soberania nacional. "A condução da política energética em qualquer nação soberana é da responsabilidade do próprio país. Nos Estados Unidos, Alemanha, França, é o governo que toma conta. Isso é uma questão de soberania e de segurança", defendeu.

Ele também argumenta que há interesse público nas atividades da Companhia, a exemplo do uso da água do Rio São Francisco, onde estão as hidrelétricas da Chesf. "No Nordeste, a privatização vai ter uma consequência muito danosa, à medida que a gente vai entregar a gestão da água do São Francisco, que é uma água de uso múltiplo. Ela serve não só para a geração de energia como para abastecimento humano". 

O Velho Chico acumula 70% da disponibilidade hídrica do Nordeste do país e do norte de Minas Gerais, de acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

O presidente da Chesf, Sinval Zaidan Gama, não falou com a imprensa.

Ato com os trabalhadores

Essa foi a primeira atividade da Frente Parlamentar, que conseguiu 220 assinaturas de deputados federais e senadores. Depois da reunião, os parlamentares presentes – além de Danilo Cabral, Luciana Santos (PCdoB-PE) e o Tadeu Alencar (PSB-PE) – participaram de ato promovido por trabalhadores da estatal e sindicatos.

Um dossiê feito pelo Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (Sindurb-PE) e pela Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (Frune) foi entregue à Frente. Os trabalhadores apontam que a Chesf teve um lucro de R$ 3,9 bilhões em 2016 e de R$ 370 milhões no primeiro semestre deste ano. Eles ainda argumentam que a empresa, por ser pública, não tem o único objetivo de gerar lucro.

"Ela deve ser reconhecida pelo que presta de serviço à sociedade. Ela atende aos consumidores do Nordeste na quase totalidade, com exceção do Maranhão. Está presente em mais de 80% dos municípios do Nordeste. Todos os grandes empreendimentos que se instalam aqui vêm por causa da Chesf. Ela tem os melhores indicadores de desempenho operacional do país", defende o diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco (Senge-PE), Mailson da Silva Neto.

O presidente do Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (Sindurb/PE), José Barbosa, recorda ainda a participação da empresa no programa Luz Para Todos, "que fez chegar energia na casa de cada cidadão nordestino".

Barbosa avalia que é importante a gestão pública da água do São Francisco em meio à maior seca já registrada na bacia hidrográfica. "A Chesf está priorizando não a geração de energia, mas o consumo humano [de água], por ela ser uma empresa estatal. Se tivesse na mão de grupo privado, ia priorizar a produção de energia", avalia.

'PRÁTICAS FASCISTAS SÃO FUNDAMENTAIS PARA O MODELO CAPITALISTA', DIZ JUIZ


Para o juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e doutor em Direito Rubens Casara o modelo que caracteriza a "pós-democracia" brasileira é o de um Estado que retoma o ideário neoliberal e fortalece seu poder repressivo para conter parte da população "indesejável"; para ele, se o fascismo já foi visto como obstáculo ao capitalismo, hoje é fundamental para a manutenção do modelo, que está em crise permanente – e se é permanente, nem merece ser chamado de crise, é o próprio funcionamento normal do sistema

Glauco Faria, Rede Brasil Atual - Um Estado que retoma o ideário neoliberal e fortalece seu poder repressivo para conter parte da população "indesejável". Esse é o modelo que caracterizaria a "pós-democracia", conceito utilizado pelo juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e doutor em Direito Rubens Casara.

No Brasil, esse Estado adquire características próprias, já que o país "se acostumou com o autoritarismo", segundo o jurista. "As grandes transformações brasileiras foram feitas de cima pra baixo, sem grandes rupturas, de modo a se mudar para que as coisas continuassem do jeito que estavam, a chamada lógica de Lampedusa. O brasileiro foi levado a acreditar no uso da força, da violência para resolver os mais variados problemas", aponta.

E se em outros períodos da História o fascismo foi um obstáculo para a efetivação do capitalismo, hoje ele se tornou um aliado. "Práticas fascistas são fundamentais nesse controle da população e na formatação de um pensamento homogêneo que é interessante para a sociedade de consumo, já que a diferença no contexto do Estado Pós-Democrático, para a razão neoliberal, só é admitida se puder ser transformada em mercadoria."

Na entrevista a seguir, concedida em meio à realização do 23º Seminário Internacional de Ciências Criminais, promovido pelo Ibccrim, Casara aborda o papel da cultura do ódio nesse cenário e fala sobre a aparente passividade da população diante da retirada de direitos em curso no país. "Temos que nos interpretar, saber o que queremos, verificar qual a nossa responsabilidade pelo que estamos vivendo e partir para a ação. Iniciar um processo de mudança, ou que seja apenas para caminhar. Hoje nós não estamos andando."

Se o fascismo já foi visto como obstáculo capitalismo, hoje é fundamental para a manutenção do modelo, que está em crise permanente – e se é permanente, nem merece ser chamado de crise, é o próprio funcionamento normal do sistema.

Como relacionar o conceito de pós-democracia com o panorama do Brasil hoje?

Acho que um bom caminho é pensar o Estado Pós-Democrático em oposição ao Estado Democrático de Direito, sempre caracterizado pela existência de limites rígidos ao exercício do poder, e os direitos e garantias fundamentais eram o principal deles. A Constituição estabeleceria uma série de limites intransponíveis a todos os poderes, ao econômico, ao jurisdicional, ao Executivo, pouco importa quem quisesse ultrapassá-los. O Estado Pós-Democrático seria esse em que tais limites desaparecem. Desaparecem em um movimento de aproximação entre poder econômico e poder político.

Os direitos e garantias fundamentais são vistos como obstáculos à eficiência, seja do mercado, seja a eficiência repressiva do próprio Estado, voltada à contenção da população indesejável, daqueles que não interessam à razão neoliberal e ao capital financeiro. E aí entram não só os pobres – aqueles que não dispõem de poder de consumo –, mas também os inimigos políticos. Todos aqueles considerados indesejáveis são vítimas preferenciais da atuação do sistema de justiça penal.

De uma certa forma isso é uma volta ao passado, quando não tínhamos estabelecido esses limites.

É pós-moderno no sentido em que há de novo uma confusão entre poder econômico e poder político. Se uma das marcas, senão a principal, do Estado Moderno foi a separação desses poderes, o Estado Pós-Democrático volta a reunir o poder econômico e o político em uma aproximação muito íntima desses elementos. É algo pré-kantiano na medida que a pessoa volta a ser tratada como uma mercadoria, um objeto. Aquele ganho de dignidade da pessoa humana, de que ela não poderia mais ser instrumentalizada e tratada como objeto, desaparece com a pós-democracia.

E é um retrocesso em relação à ideia de Estado Democrático de Direito e se aproxima muito das experiências nazista da Alemanha, fascista clássica da Itália, do próprio stalinismo na União Soviética, já que os direitos e garantias fundamentais deixam de exercer esse papel de obstáculo intransponível, podendo ser negociados dependendo do caso e passando a ser tratados na lógica das mercadorias.

Nesse aspecto do fascismo, como ele acaba servindo aos interesses econômicos dominantes, como você mencionou em um artigo?

Se em determinado momento o fascismo foi visto como obstáculo aos fins do Estado capitalista, hoje tais práticas são fundamentais para a manutenção do modelo capitalista que está em crise permanente – se é permanente, nem merece ser chamado de crise, é o próprio funcionamento normal do sistema.

Práticas fascistas são fundamentais nesse controle da população e na formatação de um pensamento homogêneo que é interessante para a sociedade de consumo, já que a diferença no contexto do Estado Pós-Democrático, para a razão neoliberal, só é admitida se puder ser transformada em mercadoria. As outras diferenças podem ser eliminadas.

E nisso se dá essa relação com a cultura do ódio no atual cenário político brasileiro?

O ódio é alimentado com uma funcionalidade política e também para o mercado, é explorado economicamente de uma maneira direta e indireta. Destrói perspectivas diferentes que podem se opor à ordem neoliberal e destrói efetivamente pessoas que se opõem a essa lógica.

Nunca chegamos a construir de fato uma cultura democrática. Nunca os direitos e garantias fundamentais foram concretizados. Tivemos alguns movimentos no sentido da concretização, mas eles não chegaram a ter pleno êxito

A proliferação desse ódio conta com uma cumplicidade de parte da mídia.

É difícil generalizar, mas me parece que manifestações de ódio foram toleradas em determinado período por conta de sua funcionalidade política. O problema é que depois que o ódio é libertado e naturalizado, fica difícil voltar ao estado anterior, de sua contenção. A mídia tradicional em particular – mas não só ela, alguns veículos da mídia alternativa também – teve um papel muito importante nessa liberação do ódio, calcado em preconceitos e que, em razão da tradição autoritária da sociedade brasileira, adquire características muito próprias.

Usando uma expressão de (Theodor W.) Adorno, que trabalhou o conceito da personalidade autoritária após a segunda guerra mundial nos EUA, algumas características da pessoa que seria detentora da personalidade autoritária hoje se fazem presentes no Brasil com naturalidade. Não tem vergonha de assumir posições que vão desde a aposta em medidas de força para solucionar todos os problemas a uma preocupação excessiva com a sexualidade, em especial a sexualidade alheia. Estão aí os crimes com motivação sexual crescendo e aos olhos da população isso é naturalizado.

De que forma a nossa cultura e história autoritárias moldam esse ódio?

O Brasil se acostumou com o autoritarismo. As grandes transformações brasileiras foram feitas de cima pra baixo, sem grandes rupturas, de modo a se mudar para que as coisas continuassem do jeito que estavam, a chamada lógica de Lampedusa. O brasileiro foi levado a acreditar no uso da força, da violência, para resolver os mais variados problemas. Nunca chegamos a construir de fato uma cultura democrática no Brasil. Nunca os direitos e garantias fundamentais foram concretizados. Tivemos alguns movimentos no sentido da concretização mas eles não chegaram a ter pleno êxito.

É diferente, por exemplo, a manifestação de ódio no Brasil em relação aos países que viveram o Estado de bem-estar social. O brasileiro acredita em salvadores da pátria, no uso da violência em situações em que em outros países já há um certo consenso de que ela não resolve. Temos que começar a pensar o ódio produzido e a maneira como ele se manifesta no Brasil. Exemplos externos não dão conta de explicar o que está acontecendo aqui.

Esse fenômeno brasileiro, que alguns tratam de maneira jocosa, do "pobre de direita", aquela pessoa que luta contra políticas que melhorariam a sua vida, é difícil de se encontrar em outros países. Até se encontra, mas em número muito menor do que aqui. São as particularidades da construção do próprio mito fundacional do Brasil, que é um mito autoritário. Esse autoritarismo está presente desde a nossa colonização e isso produz efeitos na percepção da violência e efeitos na produção e recepção do ódio na sociedade.

Aqui inclusive existe uma crença para alguns de que os chamados ricos, ainda que corruptos, criam empregos, diferentemente de políticos que praticam corrupção.

No Brasil, uma característica desse pensamento autoritário é a tentativa de simplificação excessiva de fenômenos que por definição são muito complexos. O próprio encobrimento da luta de classes no Brasil é um sintoma desse autoritarismo, busca-se simplificar as coisas a ponto de ocultar algo que é evidente, que é o conflito de classes em uma sociedade profundamente desigual como é a brasileira.

Nesse ponto específico da luta de classes no país, os confrontos se dão não necessariamente do ponto de vista socioeconômico, mas do cultural, não? Há segmentos que absorvem características de outros grupos e passam a defender pontos de vistas alheios.

Eminentemente cultural, e acho que não é só no Brasil. Aliás, essa pesquisa que mencionei, conduzida por Adorno e por outros pesquisadores nos EUA, mostra que uma outra característica da personalidade autoritária – e acho que se aplica no Brasil – é essa identificação com os valores da classe média. Os próprios pobres se veem como classe média, com valores eminentemente conservadores. Essa adesão leva ao reforço desse pensamento autoritário, e é outro tema importante a ser pesquisado e avaliado se quisermos levar a sério a identificação e a proposta de solução para os problemas que estamos vivendo hoje no Brasil. Um momento histórico em que há visivelmente o crescimento do pensamento autoritário no seio da população.

Tanto a direita quanto a esquerda tendem a simplificar excessivamente os problemas. Tendem a encobrir a complexidade, por exemplo, da luta de classes, na tentativa de produzir uma imagem de uma pacificação que não existe

Curioso que quando se fala em luta de classe há muitas pessoas que acusam: 'você está plantando o ódio', quando se trata de uma questão de análise.

Esse discurso de atribuir o problema ao outro que identifica a causa da desigualdade é nítido do encobrimento das questões sociais, uma característica nítida de uma sociedade autoritária como a do Brasil. E não é de hoje. Não se pode nem dizer que é um problema da esquerda ou da direita que está no poder, tanto a direita quanto a esquerda tendem a simplificar excessivamente os problemas. Tendem a encobrir a complexidade, por exemplo, da luta de classes, na tentativa de produzir uma imagem de uma pacificação que não existe.

O aumento de propostas punitivistas tramitando no Congresso Nacional, às vezes com apoio de parte da esquerda, faz parte desse contexto pós-democrático?

Nisso também não há muita diferença entre direita e esquerda, as pessoas acreditam que a punição vai produzir efeitos que em nenhum lugar do mundo produziu. Se analisarmos pesquisas sérias sobre o tema da eficácia da pena e do encarceramento, você vai ver que o que se pretende com a prisão no Brasil não foi alcançado em nenhum lugar do mundo. Hoje, e aqui vale a pena citar a frase que o Nilo Batista construiu junto com Loïc Wacquant, as prisões se tornaram planos habitacionais para a miséria. Esses indesejáveis, na pós-democracia, ou vão para as prisões, onde não vão incomodar – ou vão incomodar de outra maneira – ou são exterminados diretamente.

As principais vítimas das políticas punitivistas não raro batem palmas para os excessos da polícia, para o crescimento do Estado penal, justamente diante da incapacidade de reflexão crítica sobre o que está acontecendo, uma incapacidade que é fomentada pelas instituições e também pelos meios de comunicação de massa. Algo que visivelmente vai produzir uma piora na qualidade de vida das pessoas é aceito, recebido acriticamente pelo destinatário e acaba sendo visto como algo positivo. É assustador.

Em campanhas eleitorais já vimos pontos como a defesa de linhas repressivas como o Tolerância Zero, aplicada em Nova Iorque. Como parte da esquerda, no Brasil historicamente ligada a direitos humanos, foi por esse caminho?

Teria dúvidas em dizer que no Brasil a esquerda sempre teve uma história ligada a direitos humanos. Nem toda a esquerda. Mas se na pós-democracia tudo pode ser transformado em mercadoria, potencializando o diagnóstico que Marx já fazia, as políticas de segurança também se transformaram em mercadoria. E políticas de segurança como a de Nova Iorque foram vendidas para o Brasil como sendo uma política exitosa, que traria votos. E gera toda uma indústria ligada à segurança pública, o que interessa à razão neoliberal.

Os índices obtidos pela política de Tolerância Zero em Nova Iorque não são muito diferentes de outros estados que não adotaram a mesma política. Por que? Porque o que reduziu a criminalidade não foi a "mercadoria" da política de tolerância zero, mas o momento de esplendor econômico dos EUA. Diminuiu a criminalidade em Nova Iorque quando se aplicava a política de Tolerância Zero, mas em outros estados em que não se aplicava a criminalidade também diminuiu. No entanto, quando você vende essa ideia, isso não é dito, é ocultado. Tudo é positivo nesse tipo de mercadoria, compramos e aplicamos sem atentar para as particularidades das cidades brasileiras. Aliás, não dá para pensar em uma política de segurança pública uniforme para todo o Brasil porque os problemas da criminalidade no Rio de Janeiro são diferentes, até em termos geopolíticos, da criminalidade em São Paulo, do Amazonas, do Pará, no Recife... As cidades têm particularidades muito específicas, mas como a questão é vender uma mercadoria, elas compram o mesmo plano e começam a aplicar como se fosse uma solução mágica. E como toda solução mágica, acaba frustrando.

E diversas soluções mágicas nessa área já foram testadas, como a participação das Forças Armadas na segurança pública do Rio de Janeiro, mesmo após o fracasso da Operação Rio em 1992.

Conta-se também com a falta de memória. Isso é importante para se vender o produto, você modifica a embalagem, aumenta ou diminui o tamanho, faz um desenho mais bonito, e vende a mesma mercadoria que não funcionava e continua não funcionando como antes.

Voltando ao conceito do Estado Pós-Democrático, especificamente no Brasil, podemos delimitar algum momento em que ele se aprofundou e ganhou mais força?

O Estado Pós-Democrático não é um fenômeno muito recente ou brasileiro, está intimamente ligado à razão neoliberal no momento em que ela se torna uma nova razão de mundo. Para usar uma expressão meio fora de moda, uma ideologia que condiciona a atuação das agências estatais. E é triste perceber que mesmo governos no Brasil de orientação mais progressista tenham aderido a essa razão neoliberal. Se observarmos a ampliação de medidas autoritárias no sistema de justiça penal, por exemplo, e analisarmos o que aconteceu nos governos Lula e Dilma, podemos afirmar que houve uma plena adesão à razão neoliberal nas políticas públicas de segurança. Quando falo em razão neoliberal não falo em termos econômicos, mas como se fosse uma própria ideologia, algo que passou a condicionar as pessoas, que olham para direitos, para princípios, para a liberdade e a vida como se fossem mercadorias descartáveis. E isso é muito grave.

Talvez esse seja o principal ponto da razão neoliberal hoje no Brasil, nós perdemos a capacidade de identificar determinados valores como inegociáveis. Tudo virou negociável. Mais uma vez, é pré-kantiano, Kant dizia que havia algumas coisas que eram inegociáveis, e ele não é propriamente um pensador revolucionário.

Essa ideia, hoje, no Brasil, desapareceu. Tudo é visto dentro da lógica da negociação: admito abrir mão de um direito fundamental, de um princípio, de um valor intimamente ligado à dignidade da pessoa humana se eu tiver uma vantagem em troca.

Esse não pode ser um dos fatores que explica uma relativa passividade de parte da população em relação à retirada de direitos? Mesmo discordando, as pessoas de uma forma geral não se mobilizam.

Você é levado a acreditar que as coisas não podem ser diferentes, a esquecer a ideia de utopia e nesse momento fica paralisado diante de um estado de coisas que não necessariamente tinha que ser assim
É um excesso de informações, de notícias ruins que leva ao imobilismo. Não se consegue romper a inércia que impede de reagir. O que chocava há um mês hoje se tornou uma banalidade. Outra coisa choca mais ainda e você não conseguiu nem reagir ao que ocorreu um mês atrás. Esse excesso de notícias – ou que poderíamos chamar de mercadorias – nos leva ao imobilismo. Preocupa muito esse silêncio, essa omissão em determinados aspectos que são fundamentais para a vida em comum, para a vida minimamente digna.

Até fazendo a comparação com outros períodos, como o da redemocratização, quando já havia problemas de ordem econômica e social graves, havia também esperança, o que parece não ser o caso hoje.

Um outro sintoma da razão neoliberal é esse, o fim das grandes narrativas e o fim da esperança. Não que ela tenha desaparecido, ela está ocultada. Você é levado a acreditar que as coisas não podem ser diferentes, a esquecer a ideia de utopia e nesse momento fica paralisado diante de um estado de coisas que não necessariamente tinha que ser assim.

Talvez seja a hora de resgatar a responsabilidade individual de agir contra esse estado de coisas. Temos uma situação ruim, grave, que, a meu ver, não se enquadra mais no marco do Estado Democrático de Direito. Diante disso, a responsabilidade de cada um é tomar uma atitude. Temos que parar de acreditar que soluções mágicas mudarão esse quadro, resgatar a capacidade de identificar a situação e reagir diante dela.

E como se manifestaria essa responsabilidade individual? Por uma busca do debate de soluções coletivas, mais mecanismos de participação? Como se daria isso?

Acho que parte de um resgate da política nesses termos que você falou, novas formas de participação, de identificação de um comum pelo qual valha a pena lutar. Do resgate desse norte de que existem coisas pelas quais vale a pena lutar, valores que não podem ser negociados. Esse é um processo coletivo, mas que também é marcadamente individual, temos que nos convencer de que existe algo pelo qual valha a pena lutar. Se partirmos da premissa de que as coisas estão dadas e que não adianta qualquer tipo de mobilização, isso leva ao fim da política em seu sentido mais belo.

Por essa ótica, é preciso preciso desvelar a esperança...

Acreditar que existe possibilidade de mudança. E acreditar nisso não leva necessariamente à mudança, mas leva ao movimento. E o movimento é fundamental, até mesmo para sobreviver. Hoje, a sensação que nos domina é de angústia, de falta, de impotência, e identificar – e aceitar até – essa angústia e fazer algo criativo a partir dela passa necessariamente por um processo que chamo de auto interpretação. Temos que nos interpretar, saber o que queremos, verificar qual a nossa responsabilidade pelo que estamos vivendo e partir para a ação. Iniciar um processo de mudança, ou que seja apenas para caminhar. Hoje nós não estamos andando.

Uma característica marcante da pós-democracia é que começamos a querer trabalhar só com positividades, é a sociedade do excesso do desempenho, onde cada um tem que produzir muito, não sobra tempo para o diálogo. E temos que conversar muito para pensar soluções para as inércias tanto coletivas quanto individuais.

E o autoritarismo pretende também impedir esse diálogo.

O ódio é produzido para você não conversar com o outro. Se não existe o diálogo, não existe o comum. Cada um pensando no seu próprio umbigo não se tem perspectiva de transformação.

Abertas Inscrições para Mestrado em Culturas Africanas, da Diáspora, e dos Povos Indígenas da UPE Campus Garanhuns


Estão abertas as inscrições para o novo mestrado da Universidade de Pernambuco no Campus Garanhuns. Trata-se do Mestrado Profissional em Culturas Africanas, da Diáspora e dos Povos Indígenas, coordenado pela Profª. Drª. Silvania Chagas (UPE-Garanhuns) e composto por professores doutores em História, Estudos Literários, Antropologia, Psicologia e Educação da UPE, UFPE e UFRPE que serão orientadores dos futuros estudantes.

O curso é direcionado para profissionais de diferentes áreas das Ciências Humanas que tenham interesse em se qualificar, em nível de mestrado, na discussão e pesquisa sobre aspectos históricos, literários, antropológicos e educacionais das culturas e sociedades africanas, afrodescendentes e indígenas brasileiros.

O Programa de Mestrado Profissional em Culturas Africanas, da Diáspora e dos Povos Indígenas (PROCADI) da Universidade de Pernambuco ofertará 15 vagas. As inscrições se realizarão no período de 01 de setembro a 02 de outubro de 2017, das 14h às 17h, no Núcleo de Estudos sobre África e Brasil – NEAB, da Universidade de Pernambuco, no Campus Garanhuns. Para os candidatos aprovados na Seleção o início das aulas está previsto para março de 2018 na Universidade de Pernambuco-Campus Garanhuns.

Para mais informações, leia o Edital publicado no blog do NEAB https://neabupe.wordpress.com/ e no site http://www.upe.br/garanhuns

com informações do profº Ricardo Bezerra (UPE Garanhuns).

UPE CAMPUS GARANHUNS
Diretora: Profª Rosângela Falcão
Endereço: Rua Cap. Pedro Rodrigues, 105 – São José, Garanhuns/PE
CEP: 55294-902

Oposição leva o Pernambuco de Verdade a Caruaru

SILVIO COSTA FILHO
A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco leva, nesta segunda-feira (4), o Pernambuco de Verdade ao Agreste Central do Estado, cumprindo agenda de visitas a obras paradas e equipamentos públicos da região. Esta será a sexta edição do programa, que já passou por mais de 50 cidades de Pernambuco no Zona da Mata Norte, Agreste Meridional, Agreste Setentrional, Sertão do Moxotó, Sertão do Pajeú e Sertão do Araripe.

Além da agenda de visitas, os deputados oposicionistas terão encontros com lideranças empresariais e políticas da região, sobretudo em Caruaru, e à noite vão realizar uma audiência pública na Câmara Municipal, onde devem colher queixas e sugestões de representantes dos movimentos sociais, estudantis, sindicatos e movimentos populares. Antes da audiência pública será realizada uma coletiva de imprensa, para detalhar os resultados das visitas e as ações que devem ser adotadas.

Os deputados da Oposição programam ainda visitas às regiões do Sertão do São Francisco, Zona da Mata Sul e Região Metropolitana do Recife, entre os meses de setembro e outubro. Ao final dos encontros, será apresentado um relatório com o diagnóstico dos principais problemas enfrentados pelos pernambucanos.

SERVIÇO:

PAUTA: Coletiva de Imprensa : Visita da Bancada de Oposição em Caruaru

DATA: Segunda-feira, 4 de setembro de 2017

HORA: 17 horas

LOCAL: Câmara Municipal de Caruaru

Paulo Câmara: Não vamos desistir do Brasil e mostraremos essa resistência em Pernambuco

Na tarde desta sexta-feira, o líder socialista reuniu prefeitos, ex-prefeitos e lideranças políticas para reafirmar o compromisso com Ferna...

POSTAGENS MAIS ACESSADAS