Em encontro do Movimento Levanta Pernambuco, mulheres debatem sobre desafios, representatividade feminina e mais oportunidades


“Esse espaço de debate, de fala, serve verdadeiramente para que nós possamos colocar a nossa visão de mundo. E é com ela que a gente vai conseguir construir uma sociedade mais justa e equânime. A partir da voz das mulheres”, afirmou a presidente do PSDB Pernambuco e prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, ao abrir a roda de diálogo “Entre Elas: Mulheres em Pernambuco”, no segundo debate temático do Levanta Pernambuco que ocorreu na tarde desta sexta-feira, 10, no Bairro do Recife.

A deputada Priscila Krause disse que “esse encontro superou todas as nossas expectativas, mas não de forma tão surpreendente. Hoje mostramos que é possível fazer politica de uma forma diferente, do nosso jeito, a partir do nosso olhar. Vamos entrar num ano eleitoral e temos que entender o nosso poder multiplicador e decisório que vai fazer a diferença onde estivermos”, frisou.

Durante o encontro, a consultora e economista Carolina Jucá apresentou um panorama da pesquisa Estatísticas de Gênero - Indicadores Sociais das Mulheres do Brasil, publicada pelo IBGE. Segundo o estudo, embora as mulheres representem 53% da população com idade ativa no mercado de trabalho, apenas 37% ocupam cargos de liderança. O relatório também revela que apenas as vereadoras dos municípios de Pernambuco são apenas 13%. “Ações afirmativas são importantes. Empresas, órgãos públicos e sociedade civil precisam ter essa como pauta prioritária no dia a dia, nos recrutamentos e seleções, comitês e grupos e na escuta especializada das mulheres”, defendeu Carolina.

Em diálogo, em que as debatedoras se revezavam no centro da sala, no formato World Café, as participantes contribuíram com suas experiências nas áreas de educação, empreendedorismo, política, cultura, democracia, diversidade de gênero e racial, entre outras. “Aqui eu quero trazer a voz da mulher negra porque todas essas violências e vulnerabilidades que nós encontramos enquanto mulheres, nós mulheres negras estamos em todas elas. Nós sofremos a violência de gênero, violência racial, portanto o nosso lugar é um lugar extremamente difícil. É essencial essa disponibilidade de construir os caminhos a partir da necessidade daqueles que conhecem a realidade, mostrar que a gente pode ter uma construção. O apanhado de hoje é bem simples: é política pública construída a partir das reais necessidades dos seus destinatários”, afirmou a empreendedora social e coordenadora do Instituto de Estudos e Cidadania Maria José de Souza, Ana de Souza.

Para a advogada e professora universitária Mariana Barros, "a proposta do debate é interessante porque democracia participativa é essa. Primeiramente ouvir antes de agir e isso me endossa essa minha visão de esperança no sentido de que a força de que se dá a partir do diálogo dessa cultura pacífica, ouvir e depois criar suas pautas”, destacou.

Também participaram do debate a ex-prefeita de São Bento do Una, Débora Almeida; a secretária de Política para as Mulheres de Caruaru, Juliana Gouveia; e a secretaria-executiva de Política para as Mulheres de Jaboatão dos Guararapes, Juliana Paranhos, estudantes, profissionais de diversas áreas e empreendedoras.

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