Exército determina prisão de 10 militares após morte no Rio

Decisão foi tomada após Delegacia de Polícia Judiciária Militar ouvir 12 envolvidos no caso do fuzilamento do carro de um músico na zona oeste


Bruna Oliveira, do R7

Perícia encontrou 80 marcas de tiros
Record TV

O CML (Comando Militar do Leste) determinou, nesta segunda-feira (8), a prisão em flagrante de 10 militares envolvidos na morte do músico Evaldo Rosa dos Santos, que teve o carro fuzilado em uma ação militar em Guadalupe, zona oeste do Rio.

A decisão foi tomada após 12 militares prestaram depoimento na Delegacia de Polícia Judiciária Militar.
O CML esclareceu que, em um primeiro momento, foi dito que a tropa teria reagido a uma agressão de criminosos porque esta seria a informação inicial transmitida pela patrulha. 

No entanto, o Comando Militar do Leste decidiu afastar imediatamente os militares envolvidos na ocorrência após identificar "inconsistências" nos fatos narrados.

Além da tropa, um civil também já foi ouvido na condição de testemunha. Um membro do Ministério Público Militar acompanhou o procedimento, ainda segundo o CML.

A apuração do caso, que terminou com a morte de Evaldo e mais duas pessoas feridas, vai ficar sob a responsabilidade da Justiça Militar. Em nota, a Delegacia de Homicídios da Capital informou ter realizado uma perícia no local em apoio ao Exército Brasileiro, que assumiu as investigações, conforme determina a Lei nº 13.491, de 13 de outubro de 2017.

80 tiros disparados

O carro de Evaldo foi alvejado por mais de 80 tiros em uma área que fica próxima à Vila Militar no domingo (7). A esposa e o filho de 7 anos estavam no veículo, mas nada sofreram. Ferido, o sogro foi socorrido ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde está internado com quadro de saúde estável.

Em desespero, após o ocorrido, a mulher de Evaldo, Luciana Santos, questionou a ação dos militares. “O que eu vou falar para o meu filho apaixonado pelo pai? Minha vida acabou. Por que eles fizeram isso? Ele tinha saído para me levar a uma festa e depois voltaria para trabalhar. A gente não devia ter saído de casa.”

Reprodução/Facebook

Homenagem da banda

Evaldo era um dos integrantes do grupo Remelexo da Cor. Nas redes sociais, a banda escreveu que estava de luto pela morte do primeiro cavaquinista. Em diversos comentários, fãs lamentaram o ocorrido, prestaram solidariedade à família e cobraram que os responsáveis sejam punidos.

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