Bebianno é demitido e vira o primeiro ministro a cair no governo Bolsonaro

Por iG São Paulo 

Envolvido nas denúncias de candidaturas de 'laranjas' na última eleição, ex-presidente do PSL é exonerado do cargo de secretário-geral da Presidência

Agência Brasil/Marcelo Camargo
Gustavo Bebianno é o primeiro ministro a ser exonerado no governo Bolsonaro

Gustavo Bebianno não faz mais parte do governo Bolsonaro. No início da noite desta segunda-feira (18), o ex-presidente do PSL foi exonerado pelo presidente do cargo de secretário-geral da Presidência. Assim, o advogado é o primeiro ministro a cair no novo governo que começou no dia 1º de janeiro deste ano. Para o seu lugar, já foi anunciado o general Floriano Peixoto de maneira efetiva. 

O anúncio da exoneração foi feito pelo porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros. Na carta lida, Bolsonaro agradeceu o trabalho realizado pelo ministro e desejou sorte. Gustavo Bebianno era o presidente do PSL durante as eleições de 2018 e caiu sobre ele as denúncias de 'candidaturas-laranjas' pelo partido. Veja o vídeo em que Jair Bolsonaro explica a exoneração abaixo:

"O excelentíssimo senhor presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, decidiu exonerar nesta data, do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência . O senhor presidente da República agradece sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso na nova caminhada", diz o documento.

O porta-voz evitou comentar a razão pela qual houve demora para anunciar a exoneração do ministro, que tem sido discutida desde o início da semana passada. Segundo Rêgo Barros, trata-se de uma "decisão de foro íntimo do presidente".

Rêgo Barros também negou que o termo de exoneração do ex-secretário-geral já estava assinado por Bolsonaro. "Não foi antecipadamente assinado. O presidente assinará hoje mesmo", garantiu.

Entenda a crise que envolve Gustavo Bebianno

Marcos Corrêa/PR
Gustavo Bebianno era presidente do PSL nas eleições de 2018

Em denúncia no último dia 9 de fevereiro , o jornal Folha de S.Paulo informou que o PSL repassou verbas públicas para uma candidata a deputada federal em Pernambuco e quatro em Minas Gerais, suspeitas de serem candidatas laranjas , ou seja, candidatas que não fizeram campanha efetivamente. 

Os repasses teriam sido autorizados pelo ex-secretário geral da Presidência que foi presidente do partido durante o período eleitoral. Depois de ser acusado, o advogado tentou afastar os boatos de que estava mal visto pelo presidente afirmando que ambos conversavam com frequência. "Só hoje falei com o presidente três vezes", disse na última terça-feira (12).

Depois disso, na quarta-feira (13), o filho do presidente e vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, divulgou um áudio do pai afirmando que era uma "mentira absoluta" que ele teria conversado com o então ministro. A publicação foi repostada pelo presidente. Desde então, começou a pressão no Palácio do Planalto pela demissão de Gustavo Bebianno , o que só aconteceu nesta segunda-feira (18).

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