Desemprego atinge 12,5 milhões de pessoas em setembro, diz IBGE

Taxa de desocupação fechou a 11,9% em setembro. Apesar de índices serem altos, o número de desempregados é o menor do ano

Giuliana Saringer, do R7

Salário médio do trabalhador é de R$ 2.222
Nelson Antoine/ Estadão Conteúdo - 28.09.2018

O desemprego caiu 3,7% no terceiro trimestre de 2018, mas ainda atingia 12,5 milhões de brasileiros em setembro. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice é o menor de 2018.

Cerca de 474 mil trabalhadores voltaram ao mercado de trabalho nos meses de julho, agosto e setembro, na comparação com o segundo trimestre do ano, quando havia 12,9 milhões de desempregados.

A taxa de desemprego, que foi de 12,4% no segundo trimestre, caiu agora para 11,9%. 

Foi o segundo melhor trimestre dos útimos dois anos, perdendo apenas para o quarto trimestre de 2017, quando a taxa de desemprego era de 11,8%. 

No mesmo período de 2017 (julho, agosto e setembro), a taxa de desocupados também era de 12,4%.

Arte/R7

O resultado apresentado pela Pnad foi puxado pela informalidade. O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, afirma que este ainda é um problema no Brasil. 

“Podemos destacar a queda na desocupação, de 12,4% no trimestre de abril a junho para 11,9%, de julho a setembro. Tem uma retirada de pessoas da fila da desocupação, uma queda de quase meio milhão de pessoas. O problema maior desse avanço é que isso se deu em emprego sem carteira e por conta própria. É um resultado favorável, mas voltado para informalidade e aumento da subocupação", declarou.

O trabalho com carteira assinada se manteve estável na comparação com o mesmo trimestre de 2017. Segundo Azeredo, "foi a primeira vez que não houve queda significativa na carteira de trabalho na comparação anual. Foi uma variação negativa, mas não foi significativa". 

O número de trabalhadores na informalidade (sem carteira assinada) chegou a 11,5 milhões de pessoas, com aumento de 522 mil ocupados. O número representa taxa de crescimento de 4,7% em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano passador, houve alta de 5,5%, crescimento estimado de 601 mil pessoas. 

Procura por emprego 

A taxa de pessoas ocupadas aumentou em 1,5%, ou seja, houve aumento de 1,3 milhão de trabalhadores no mercado — tanto na comparação com o trimestre anterior como em relação ao ano passado. O total da população ocupada no período foi de 92,6 milhões de brasileiros. 

O salário médio dos trabalhadores ficou em R$ 2.222, valor que permanece estável em comparação com o trimestre anterior e com o mesmo período de 2017. 

Segundo os dados da Pnad, aproximadamente 27,3 milhões de brasileiros são subutilizados. O número representa 24,2% do mercado e é menor do que o registrado no trimestre anterior (27,6 milhões) e maior do que o mesmo período de 2017 (26,8 milhões). 

No trimestre encerrado em setembro deste ano, 4,8 milhões desistiram de encontrar um emprego (desalentados), número que mostra estabilidade em comparação com o trimestre anterior, mas piora comparado com o mesmo período de 2017 (4,2 milhões).

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