“Apoios de Temer vão desidratar antes da votação em plenário”, diz Humberto sobre reforma trabalhista

Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

Após a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovar por 16 a 9 o relatório de Romero Jucá (PMDB-RR) favorável à reforma trabalhista, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, nesta quinta-feira (29), estar confiante de que os apoios de Michel Temer (PMDB) irão se “desidratar”, antes que a matéria seja votada em plenário.

“Trabalhamos durante toda a sessão, conseguimos avanços, mas não foram suficientes para garantir a maioria”, avaliou Humberto. “Agora, nos resta a batalha do plenário. Estamos confiantes de que, até lá, esses apoios vão desidratar. Vamos virar o jogo e enterrar essa proposta, juntamente com esse governo corrupto e nefasto para o País”, completou.

O relatório de Jucá foi aprovado sem alterações ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A CCJ também aprovou o pedido de urgência para o projeto. Se o plenário confirmar o requerimento, o texto poderá ser votado pelo Senado após duas sessões.

Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta quinta-feira (29), o petista diz que nada está perdido. “São coisas extremamente danosas que ele [Temer] está fazendo com o povo brasileiro. Não estamos perdidos. Temos que continuar mobilizando pois ainda há uma última etapa no plenário e amanhã há greve geral e ela vai ser decisiva. Se mobilizem não vão ao trabalho”, destaca.

Humberto ressalta que a matéria foi aprovada na comissão após uma ‘ostensiva manobra de cabresto e compra de votos pelo Palácio do Planalto’. Na avaliação do líder da Oposição, o resultado demonstra que muitos parlamentares “se renderam às benesses oficiais oferecidas em troca de votos”.

“Para agradar a Temer, esses senadores estão aprovando, por exemplo, regras que expõem as mulheres grávidas e as que amamentam a trabalhos insalubres. Deixam que isso passe sem mexer, em prejuízo dos trabalhadores. É um absurdo”, criticou o líder da Oposição.

Aprovada na CCJ, a reforma trabalhista de Temer já havia sido aprovada, também, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas foi derrotada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Agora, ela segue para o plenário do Senado, onde deve ser votada na semana que vem. Para ir à sanção presidencial, o texto precisa do voto favorável da maioria simples dos senadores.

Petistas defendem candidatura própria ao governo de Pernambuco em posse das novas direções Estadual e Municipal

Do Blog da Noélia Brito

Vereadora Marília Arraes é cotada para disputar o governo de Pernambuco, pelo PT

Em solenidade prestigiada pelos principais nomes que fazem a legenda no Estado de Pernambuco, o Partido dos Trabalhadores empossou, na noite desta quarta-feira (28) os novos integrantes de seus Diretórios Estadual e Municipal do Recife.

O advogado Bruno Ribeiro foi reconduzido à Presidência do Diretório Estadual, ao passo que o ex-vereador Osmar Ricardo assumiu a Presidência do Diretório Municipal do Recife, sucedendo seu irmão, Oscar Barreto.

A unidade em torno da candidatura de Lula à presidência, bem como a defesa de candidatura própria ao governo de Pernambuco, em 2018, deram o tom dos discursos tanto de Bruno Ribeiro quanto de Osmar Ricardo que não pouparam críticas ao governo Paulo Câmara e ao PSB, que foi chamado pelo novo presidente do PT Recife de "Partido Que Se Diz Socialista Brasileiro".

Já Bruno Ribeiro reservou suas críticas mais contundentes ao governo Temer e àqueles que ocupam cargos em seu governo de incessantes ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. 

José Humberto Cavalcanti, presidente do PTB, ouviu que 
o PT terá candidatura própria ao governo de Pernambuco
Os discursos dos dirigentes petistas em defesa de candidatura própria ao governo de Pernambuco e que foram bastante aplaudidos pelos presentes, destoam das notas que têm saído em alguns blogs e colunas locais e devem ter decepcionado o deputado Humberto Cavalcanti, do PTB, que esteve presente ao evento, partido que, apesar de compor a base de apoio de Michel Temer e de votar sistematicamente contra os trabalhadores, aprovando todos os projetos enviados por Temer ao Congresso, ainda nutre esperanças de que o PT deixe de lançar candidatura própria para apoiar o senador Armando Monteiro ao governo de Pernambuco.

A defesa da candidatura própria petista tem ganhado ainda mais força com o crescimento da aceitação do nome da vereadora Marília Arraes como possível pré-candidata da legenda para o governo de Pernambuco em 2018, já que a rejeição aos nomes de Paulo Câmara e de Armando Monteiro por suas proximidades com o governo Temer, dentre outros complicadores, acentuam-se a cada dia. 

TEMER É NOTIFICADO PELA DENÚNCIA QUE O APONTA COMO CORRUPTO


O primeiro-secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR), compareceu na tarde desta quinta-feira (29) ao Palácio do Planalto para notificar o presidente Michel Temer sobre a denúncia oferecida contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR); o documento foi entregue às 16h05 ao subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, que entrou no anexo do prédio acompanhado por grande parte da imprensa; após a notificação, Temer tem 10 sessões para se defender

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

O primeiro-secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR), compareceu na tarde desta quinta-feira (29) ao Palácio do Planalto para notificar o presidente Michel Temer sobre a denúncia oferecida contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O documento foi entregue às 16h05 ao subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha. Ao entrar no anexo do prédio, acompanhado por grande parte da imprensa, Giacobo disse que cumpre o papel que o cabe com "tristeza" pelo momento que o país está passando. "Espero que tudo se resolva o mais rapidamente possível", afirmou.

Agora que o Planalto recebeu o documento, Temer estará oficialmente notificado da acusação de que teria cometido o crime de corrupção passiva. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Mai, está reunido com Temer em seu gabinete no Palácio do Planalto.

Rito

A denúncia foi protocolada nesta quinta-feira pelo diretor-geral do STF. Na tarde de hoje, o comunicado da denúncia, com 64 páginas, foi lido no plenário da Câmara pela segunda-secretária da Casa, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO). Logo após o término da leitura em plenário, a Presidência da República foi notificada para manifestar sua defesa.

A partir daí, o processo será remetido à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que irá escolher o relator. O parlamentar irá elaborar um parecer que será apreciado pelos membros do colegiado. É nesta comissão que o presidente Temer poderá, no prazo de até dez sessões, apresentar sua defesa.

Depois da análise na CCJ, a denúncia deve ser apreciada pelo plenário da Câmara, onde necessita receber ao menos 342 votos favoráveis para ser aceita. Se a denúncia for admitida por dois terços dos 513 deputados, Temer poderá ser julgado perante o STF.

#SãoJoãoDaModa2017

SEM QUÓRUM, JUCÁ ADIA VOTAÇÃO DA URGÊNCIA DA REFORMA TRABALHISTA


Em uma rara sessão deliberativa nesta quinta-feira 29, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), chegou a ler o requerimento de urgência do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), para tramitação da reforma trabalhista, aprovada ontem na CCJ; com quórum baixo, porém, Jucá achou melhor deixar a votação para a próxima terça-feira 4

Karine Melo - Repórter da Agência Brasil

Um dia depois da aprovação da reforma trabalhista na Comissão e Constituição e Justiça, o Senado se prepara para a votação final da matéria no plenário da Casa. Nesta quinta-feira (29), em uma rara sessão deliberativa, o presidente Eunício Oliveira chegou a ler o requerimento de urgência do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), para tramitação da matéria. Com quórum baixo, Jucá achou melhor deixar a votação para a próxima terça-feira (4).

Na prática, a votação da urgência acelera a tramitação da matéria, já que emendas apresentadas nessa fase podem ser debatidas imediatamente, sem necessidade de retorno do texto às comissões de mérito.

Caso a urgência seja mesmo votada na terça-feira, o presidente do Senado deve respeitar o intervalo de duas sessões para colocar a reforma trabalhista na pauta. Para não perder tempo, se quiser, Eunício pode convocar duas sessões deliberativas na terça e assim, na quarta-feira (5), a proposta já estaria pronta para votação.

Ao responder à pergunta se a matéria deverá ser votada na quarta-feira (5) em plenário, Romero Jucá foi cauteloso. "Estaremos prontos para votar no momento que for necessário. Faremos um acordo de procedimentos, se atrasar um dia ou dois não tem problema , desde que vote rápido", disse, lembrando que cabe ao presidente do Senado a decisão sobre o dia em que a reforma trabalhista entrará na pauta. A pressa se dá porque os senadores governistas querem a aprovação do texto antes do recesso parlamentar, que começa no dia 17 de julho.

Rebeldes

Jucá também não quis arriscar um placar para a votação, mas acredita que o governo terá número suficiente para a aprovação. Sobre as dissidências no próprio PMDB, o líder do governo disse que em uma reunião da bancada 17 senadores disseram que apoiam a proposta e cinco, não. Apesar disso, ele afirmou que a legenda não fechou questão sobre o assunto e não falou em punições para quem votar contra o governo.

Oposição

A oposição critica a pressa para a votação do texto e diz que vai usar todos os recursos regimentais para debater a proposta no máximo de tempo possível.

Esquema de fraude de licitações no Agreste é alvo de operação

De acordo com a polícia, as fraudes de mais de R$ 6 milhões ocorreram entre 2013 e 2017 e beneficiaram as empresas CJ de Figueiredo e SplendourTur

Por: Portal FolhaPE 

Operação da Polícia Civil - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Onze integrantes de uma organização criminosa comandada por quatro empresários que fraudaram licitações de transporte escolar e coleta de resíduos sólidos no município de João Alfredo, no Agreste de Pernambuco, são alvo de uma operação deflagrada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Civil de Pernambuco nos municípios de Recife, João Alfredo, Surubim, Orobó e Bom Jardim.

De acordo com a polícia, as fraudes de mais de R$ 6 milhões ocorreram entre 2013 e 2017 e beneficiaram as empresas CJ de Figueiredo e SplendourTur. O verdadeiro proprietário é o empresário Adriano Barbosa da Fonseca, conhecido por “Preto”, que usava os nomes de Flávio Roberto Barbosa de Souza, Cláudio José de Figueiredo e Luciano Barbosa da Fonseca.

A operação adsumus, que significa aqui estamos, contou com a participação de 75 policiais civis, dentre delegados, escrivães e agentes. As investigações foram presididas pelo delegado Paulo Gondim. Os envolvidos são investigados pelos crimes de Organização criminosa, Lavagem de Dinheiro, Fraude a Licitações e Falsidade Ideológica.

REFORMA TRABALHISTA: VEJA COMO CADA SENADOR VOTOU NA CCJ


Após mais de 13 horas de discussão, votação do relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) da Reforma Trabalhista foi aprovado por 16 a 9; matéria segue agora para o plenário do Senado; confira como votou cada parlamentar

Agência Senado - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (28) o projeto da reforma trabalhista (PLC 38/2017). Foram 16 votos a favor e 9 contra o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Houve uma abstenção. A CCJ aprovou ainda um requerimento de urgência para a votação da matéria no Plenário do Senado.

A reunião durou quase 14 horas. A oposição apresentou um requerimento para tentar adiar a decisão para o dia 5 de julho, mas a comissão rejeitou o pedido. A CCJ também derrubou três destaques, que pretendiam retirar do texto principal artigos sobre trabalho intermitente; afastamento de gestantes e lactantes de locais insalubres; e a prevalência do negociado sobre o legislado.

Antes da votação, Romero Jucá, que também é líder do Governo, leu uma carta em que o presidente Michel Temer pede a aprovação da matéria. Para tentar convencer os parlamentares, Temer diz que "haveria a possibilidade" de vetar pontos da reforma trabalhista e editar uma medida provisória para atender às sugestões dos senadores.

Jucá listou os pontos que poderiam ser alterados pelo Palácio do Planalto: critérios mais claros para o trabalho intermitente; novas regras para o pagamento de indenizações; jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso apenas por acordo coletivo; participação dos sindicatos em negociações; proibição de trabalho insalubre para gestantes e lactantes; impedimento de cláusulas de exclusividade para trabalhadores autônomos; e extinção gradual da contribuição sindical.

— Acho que isso atende a 90% das sugestões dos senadores. Elas serão levadas em conta para dar melhores condições de empregabilidade para o trabalhador e mais segurança jurídica para o empregador — disse Jucá.

A oposição criticou a proposta de Michel Temer. O líder do PT, senador Lindbergh Farias (RJ), disse que a Casa deveria aprovar as mudanças que julgasse necessárias.

— Todos os 81 senadores querem modificar o projeto. Quando deixamos de cumprir nosso papel, nos enfraquecemos ainda mais. Por que não podemos fazer modificações? Qual o problema de a reforma trabalhista voltar para a Câmara? Nenhum — disse Lindbergh.

O senador Humberto Costa (PT-PE) lembrou que Michel Temer foi denunciado esta semana pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de corrupção passiva. Para o petista, Temer não teria como honrar o compromisso de vetar pontos da reforma trabalhista.

— Quem vai vetar essa matéria? Quem de nós tem a certeza de que este presidente da República vai estar exercendo a Presidência daqui a 30 dias? Não sabemos — afirmou Humberto.

Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), aceitar o acordo com o Palácio do Planalto seria "assinar um cheque em branco". O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que a palavra do governo neste momento "vale tanto quanto uma nota de três reais".

Até senadores do partido de Michel Temer ficaram reticentes com a proposta que chegou do Poder Executivo. A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) disse que "chegou a se animar" com a possibilidade de um acordo. Mas destacou que o documento apresentado por Romero Jucá foi subscrito apenas por senadores – não traz a assinatura do presidente da República.

— Não sei quem eles querem enganar com esse acordo? Esse não é um acordo de quem tem a caneta. É apenas para comover algumas pessoas. É um acordo de ninguém com ninguém. Acordo de quê? — questionou Kátia Abreu.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) classificou como "loucura" o projeto que muda a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

— Sem fazer as críticas que meus companheiros já fizeram à exaustão, que é essa loucura de mudanças na CLT, estamos no caminho errado. Temos oportunidade de fazer uma mudança consequente: paralisar esse processo e estudar com responsabilidade o que podemos fazer — disse Requião.

O senador Lasier Martins (PSD-RS), que apresentou um voto em separado para manter pontos da reforma trabalhista, pediu mais tempo para a CCJ analisar a proposta do Palácio do Planalto. Ele se absteve de votar na CCJ.

— Precisamos de um pouco mais de tempo. Podemos votar antes do recesso. Mas precisamos agora pegar esse compromisso, ler calmamente e verificar até que ponto o presidente está se comprometendo — afirmou Lasier.

A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) defendeu o acordo. Ela considerou um avanço a mudança na regra para que gestantes e lactantes trabalhem em locais com insalubridade de grau médio ou mínimo. Pelo texto original, as mulheres poderiam trabalhar em locais insalubres, a menos que apresentassem atestado médico determinando o afastamento. Na proposta do governo, o laudo deve ser assinado por um médico do trabalho.

— Se o local é insalubre, não é negociável. Mas, pensando naquelas mulheres que teriam condição de trabalhar em locais de média ou mínima insalubridade, que médico faria isso? O médico da empresa? Isso seria um desastre absoluto. Então, foi colocado o médico do trabalho. Isso melhorou muito — disse Marta.

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) defendeu a reforma trabalhista. Para ele, as mudanças na CLT vão gerar empregos.

— Estamos falando de uma lei que tem um século. Ouço muito falar aqui em direitos que estamos arrancando das pessoas. Mas qual é a maior obra social que pode existir? É o emprego. E esse é o pano de fundo da proposta: reduzir o custo do trabalho e permitir que pelo menos 65% dos brasileiros possam trabalhar — afirmou Roberto Rocha.

Além da CCJ, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deu parecer favorável ao texto. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) decidiu pela rejeição do projeto.

Confira abaixo como votou cada parlamentar:

SIM

PMDB

Jader Barbalho (PA)

Marta Suplicy (SP)

Romero Jucá (RR)

Simone Tebet (MS)

Valdir Raupp (RO)

PSDB

Antonio Anastasia (MG)

José Serra (SP)

Paulo Bauer (SC)

Ricardo Ferraço (ES)

DEM

Maria do Carmo Alves (SE)

PSB

Roberto Rocha (MA)

PTB

Armando Monteiro (PE)

PP

Benedito de Lira (AL)

Wilder Morais (PP)

PRB

Eduardo Lopes (RJ)

PR

Cidinho Santos (MT)


NÃO

PT

Fátima Bezerra (RN)

Gleisi Hoffmann (PR)

Jorge Viana (AC)

José Pimentel (CE)

Lindbergh Farias (RJ)

Paulo Paim (RS)

PMDB

Eduardo Braga (AM)

PSB

Antonio Carlos Valadares (SE)

Rede

Randolfe Rodrigues (AP)

ABSTENÇÃO

Lasier Martins (PSD-RS)

CCJ DO SENADO APROVA REFORMA TRABALHISTA, QUE VAI A PLENÁRIO


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem (28), por 16 votos a favor, 9 contrários e 1 abstenção, o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) favorável à reforma trabalhista; sob protestos da oposição, a comissão aprovou o regime de urgência para o projeto ir para plenário; o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), já comunicou que pautará a matéria imediatamente; que poderá ser analisada já na sessão extraordinária convocada para as 10h desta quinta-feira ou ficar para a próxima terça-feira (4)

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem (28), por 16 votos a favor, 9 contrários e 1 abstenção, o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) favorável à reforma trabalhista. Os senadores também rejeitaram todas as sujestões de emendas que foram destacadas para serem analisadas separadamente.

Sob protestos da oposição, a comissão aprovou o regime de urgência para o projeto ir para plenário. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), já comunicou que pautará a matéria imediatamente. Assim, ela poderá ser analisada já na sessão extraordinária convocada para as 10h de hoje (29) ou ficar para a próxima terça-feira (4), caso não haja quórum nesta quinta-feira.

Os debates sobre a reforma na comissão começaram pouco depois das 10h com a leitura dos seis votos em separado apresentados pelos senadores Paulo Paim (PT-RS), Eduardo Braga (PMDB-AM), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lasier Martins (PSD-RS), Lídice da Mata (PSB-BA) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

A leitura dos votos foi concluída às 16h30, quando os senadores começaram a fase de discussão da proposta. Mais de 12 horas após o início da sessão, o texto-base de Jucá foi votado e aprovado, sob protestos da oposição.

Para garantir a aprovação, o presidente Michel Temer encaminhou aos senadores uma carta na qual reafirmou seu compromisso de vetar seis pontos acordados previamente por Jucá com os senadores da base aliada. A regulamentação desses pontos será feita posteriormente por meio de medida provisória.

Entre os vetos sugeridos está o tratamento da gestante e do lactante em ambiente insalubre. O texto prevê que a trabalhadora gestante deverá ser afastada automaticamente, durante toda a gestação, apenas das atividades consideradas insalubres em grau máximo. Para atividades insalubres de graus médio ou mínimo, a trabalhadora só será afastada a pedido médico.

Outra sugestão é vetar a alteração que permite que o acordo individual estabeleça a chamada jornada 12 por 36, na qual o empregado trabalha 12 horas seguidas e descansa as 36 seguintes. Em relação ao trabalho intermitente, foi recomendado veto aos dispositivos que regulamentam a prática na qual a prestação de serviços não é contínua, embora com subordinação. Nesse tipo de trabalho, são alternados períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador.

Se os senadores aprovarem emendas ao texto da reforma, ela precisará retornar para última análise da Câmara, que poderão manter o projeto conforme enviado pelo Senado ou retomar integral ou parcialmente a proposta dos deputados. Para evitar esse processo, que postergaria a reforma, o governo busca o acordo para que a matéria seja aprovada sem alterações.

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Obras paradas, perdas de conquistas e ações não cumpridas são marcas dos 30 meses da gestão Paulo Câmara, diz Oposição


A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) apresentou, nesta quarta-feira (28), um balanço das promessas não cumpridas e obras paradas e atrasadas do Governo Paulo Câmara. No plenário, os parlamentares oposicionistas apresentando um relatório com 60 obras e ações não concluídas, como uma amostra da ineficiência do governo.

“É um governo marcado pela frustração de expectativas, pelas promessas não cumpridas e pelas obras paradas. É um governo que vem perdendo a batalha para a criminalidade, com quase 2.500 assassinatos em cinco meses; reduzindo investimento na saúde e na educação e que sequer vem conseguindo entregar os projetos que recebeu das gestões anteriores. Infelizmente é um governo que não chegou à casa das pessoas e que está deixando nossas principais conquistas ficarem para traz”, afirmou o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada.

O parlamentar listou algumas ações nas áreas de saúde, educação, habitação, infraestrutura entre as 60 ações do levantamento realizado pela Bancada, como as 20 unidades do Compaz não entregues, o complexo prisional de Itaquitinga, a ampliação do programa Atitude, os hospitais regionais de Garanhuns e de Serra Talhada, o Mini Arco Metropolitano, a duplicação da BR-101 de São Caetano até Arcoverde, o sistema de contenção de enchentes da Zona da Mata, entre outras ações.

A deputada Teresa Leitão (PT), vice-líder da Oposição, destacou a estagnação do programa Ganhe o Mundo, quando a promessa foi de ampliação, e as escolas em tempo integral, que funciona apenas em horário estendido. “Esse relatório precisa chegar às mãos de todas as pessoas. Ninguém está jogando para plateia. São informações centradas no que o governo prometeu, antes, durante e depois da campanha. Nada foi inventado”, reforçou.

Para o deputado Álvaro Porto (PSD), o relatório reflete o que as pessoas têm enfrentado no dia a dia. “É um governo fraco, que não cumpre promessas, desacreditado, reprovado por mais de 70% dos pernambucanos. Isso que está nesse relatório é o que a população está vendo todos os dias”, destacou.

“Sempre que abordamos os problemas do Estado, o governo diz que pelo menos o estado vem pagando os salários em dia, o que além de uma obrigação, é uma mentira, porque os trabalhadores terceirizados vêm sofrendo com atraso de salários. Veja a situação das estradas de Pernambuco, das escolas... são 30 meses de desgoverno”, afirmou o deputado Júlio Cavalcanti.

Augusto César (PTB) destacou o papel da Oposição de mostrar o que o governo não quer que seja visto. “Se você for conferir qualquer obra desse Estado, vai ver que ela ou não começou ou está atrasada. Em Serra Talhada, por exemplo, temos o Hospital do Sertão, o Hospital Agamenon Magalhães, a sede do Corpo de Bombeiros... E essa é a realidade das cidades pernambucanas. Não há uma em que não se encontrem uma, duas ou três obras não entregues”, comparou.

O deputado Silvio Costa Filho destacou que a Bancada de Oposição vai continuar trabalhando com seriedade e responsabilidade na fiscalização das ações do governo e com o compromisso de defender sempre os interesses de Pernambuco e da população do Estado.

Veja onde mais choveu em Pernambuco nas últimas horas

De acordo com a Apac, a cidade de Rio Formoso, na Mata Sul, registrou 105,63 milímetros nas últimas 24 horas

Em maio, chuva causou estragos em Rio Formoso e outras cidades
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
JC Online

De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a cidade de Rio Formoso, na Mata Sul, é o local onde mais choveu em Pernambuco nas últimas 24 horas. O município acumula 105,63 milímetros. Camela, em Ipojuca, vem em seguida, com 104,94 mm. Os dados foram coletados às 7h56.

A cidade de Barreiros aparece no terceiro lugar da lista com acúmulo de 101,68 mm.

O bairro Dois Unidos, no Recife, apresenta um registro de 75,93 mm de chuva.

Alerta de chuva

O alerta emitido na quarta-feira (28) à tarde pela Apac é valido até o fim da tarde desta quinta-feira (29). Segundo a Agência, chuvas de intensidade moderada a forte devem atingir os municípios do Grande Recife, Matas Norte e Sul. A temperatura varia entre 23ºC e 29ºC e 21ºC e 29ºC nas duas regiões.

Outras regiões

Para o Agreste, a previsão é de céu parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada ao longo do dia com intensidade fraca a moderada. A temperatura varia de 19ºC a 29ºC. No Sertão do São Francisco e Fernando de Noronha, o dia deve ficar parcialmente nublado, sem chuva. A temperatura varia entre 19ºC e 31ºC e 23ºC e 29ºC, respectivamente.

No Sertão de Pernambuco, o céu deve ficar parcialmente nublado com chuva rápida de intensidade fraca e forma isolada no período da tarde e noite. A temperatura varia de 19ºC a 31ºC.

Pico da maré

A maré vai alcançar pico de 2,1 metros às 8h desta quinta-feira (29). No começo da tarde, o nível da água diminui e marca 0.5 às 14h34. A maré volta a subir à noite, alcançando 1,9 m às 20h38.

Expresso Cidadão da Moda perto de se tornar realidade


O síndico do Moda Center Santa Cruz, Allan Carneiro, recebeu na manhã desta quarta-feira (28) a visita do coordenador da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda (Sefaz-PE), Bernardo D’Almeida, o diretor geral da Receita – II Região Fiscal – de Pernambuco, Benedito Severiano dos Santos; e Sônia Costa, gerente geral de Programas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado. Também esteve presente o representante da Governança Empreendedora de Santa Cruz do Capibaribe, Bruno Bezerra. O grupo veio inspecionar o local onde será instalado o Expresso Cidadão da Moda. A partir desse mecanismo, que será implantado em breve, dentre outros benefícios, os pequenos produtores poderão emitir suas notas fiscais, garantindo mais segurança para milhares de clientes do Polo de Confecções de Pernambuco.

Novo prédio da Assembleia Legislativa de Pernambuco será inaugurado nesta quinta-feira


Em entrevista coletiva, primeiro-secretário Diogo Moraes e presidente Guilherme Uchoa apresentaram detalhes da estrutura

Com um moderno conceito de acessibilidade, o Edifício Miguel Arraes de Alencar, sede do novo plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco será inaugurado nesta quinta-feira (29), a partir das 15h, quando também será realizada a última sessão solene no Palácio Joaquim Nabuco. Na tarde desta quarta-feira, o primeiro-secretário da Casa, deputado estadual Diogo Moraes (PSB), concedeu entrevista coletiva juntamente com o presidente da instituição, Guilherme Uchoa (PDT), para apresentar os detalhes da obra.

Segundo Diogo Moraes, a marca principal do novo prédio será a acessibilidade. “Esse prédio foi totalmente projetado para a acessibilidade, tanto para o público quanto para os parlamentares. Aqueles que possuem necessidade de acessibilidade serão contemplados com todo prédio”, afirmou.

O um novo prédio tem espaço de cerca de cinco mil metros de área construída e contará com três plenarinhos, além de um auditório com capacidade para 142 visitantes. As galerias destinadas ao público em geral terá 294 lugares. Haverá ainda salas de reuniões e de apoio administrativo, além de locais reservados à imprensa e estacionamento para 75 veículos.

O novo plenário também terá uma das estruturas mais modernas do País, com painel eletrônico similar ao do Senado Federal, que registrará todas as atividades parlamentares. “Nós iremos ter um sistema de painel eletrônico, voto biométrico, um sistema que permite que os deputados acessem seus gabinetes virtuais. O sistema vai permitir, por exemplo, que de qualquer parte do mundo o deputado assine eletronicamente uma moção, que já vai entrar no sistema. É uma revolução tecnológica muito forte que vai permitir mais agilidade aos trabalhos”, explicou Moraes. 

PLENÁRIO EDUARDO CAMPOS – O nome do novo plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco será Plenário Governador Eduardo Campos. A proposta, de autoria do deputado Guilherme Uchoa, foi aprovada na tarde desta quarta-feira. 

FOTO: Rinaldo Marques/Alepe

Saída de Gioia revela o fracasso da política de segurança do Governo Paulo Câmara

Nota à Imprensa

A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em relação a mais uma substituição no comando na Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, gostaria de destacar o entendimento que a substituição de secretários, comandantes da Polícia Militar e chefe da Polícia Civil não resolvem o problema do crescimento da violência no Estado.

Com a saída do agora ex-secretário Angelo Gioia, e a nomeação do corregedor- geral  Antônio de Pádua, já são três secretários no comando da pasta em 30 meses, período em que, infelizmente,  foram registrados  10.865 homicídios em Pernambuco.  Apenas sob o comando de Gioia, nos últimos oito meses, foram cometidos 3.825 assassinatos.

Os números da própria SDS mostram o quanto a violência está fora de controle no Estado, com o registro de 2.495 crimes letais nos primeiros cinco meses deste ano, representando um crescimento de 44% em relação ao mesmo período de 2016. Os números já fazem de 2017 o pior ano de todo o Pacto pela Vida, levando o próprio professor José Luiz Ratton, um dos idealizadores di programa, a reconhecer a falência do programa.

Desde o início do atual governo, a Oposição vem alertando o Poder Executivo para a necessidade de rediscutir o Pacto pela Vida com os pernambucanos, prefeituras, Ministério Público, Tribunal de Justiça, agentes de segurança, e entidades da sociedade civil. No entanto, no lugar de puxar para si o comando do Pacto, o governador Paulo Câmara tem optado por terceirizar integralmente a responsabilidade para os seus secretários.

A Bancada de Oposição se mantém a disposição do Governo para ajudar a construir uma saída pra a crise da segurança e para contribuir na reestruturação do programa de combate à violência, afinal a insegurança atinge a todos os pernambucanos, independentemente de classe social.

Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco

Paulo Câmara: Não vamos desistir do Brasil e mostraremos essa resistência em Pernambuco

Na tarde desta sexta-feira, o líder socialista reuniu prefeitos, ex-prefeitos e lideranças políticas para reafirmar o compromisso com Ferna...

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