LAVA JATO COMPARTILHA DADOS SOBRE ARENA PERNAMBUCO



Pernambuco 247 - Os investigadores da Operação Fair Play, que investiga indícios de superfaturamento da ordem de R$ 48,7 milhões na Arena Pernambuco ganharam um reforço significativo da Operação lava Jato. O juiz Sérgio Moro liberou à Policia Federal (PF) o acesso as provas da Lava Jato envolvendo a empreiteira Odebrecht, responsável pela construção do estádio, em 2010, através de uma Parceria Público-Privada (PPP), ainda na gestão do governador Eduardo Campos (PSB). Na época, o atual governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, ambos do PSB, atuavam como vice-presidente e presidente, respectivamente, do Comitê de Gestão Público-Privada. Ambos negam a existência de irregularidades.

Nas investigações, agentes da PF irão comparar os custos de outras obras realizadas pela Odebrecht e cujos documentos foram compartilhados pela Lava Jato com os da Arena Pernambuco. O custo inicial para a construção do equipamento foi estipulado em cerca de R$ 470 milhões. A assessoria da Odebrecht disse que a empreiteira não se pronuncia sobre o assunto. Já o Governo do Estado, por meio de nota, informou que "a construção da arena teve como marca a transparência em todo o seu processo de construção". Na nota, Paulo Câmara, afilhado político de Campos, também disse que "apoia qualquer iniciativa de aferir o zelo com o patrimônio público" e "se coloca à disposição para repasse das informações necessárias e quaisquer esclarecimentos acerca dessa e de outras obras realizadas no Estado".

Em março, Câmara anunciou o rompimento da PPP com a empreiteira de maneira que o Estado pudesse assumir o equipamento até a realização de uma nova licitação. Em abril, o Governo do Estado também assinou um Termo de Ajuste de Gestão (TAG) com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), com 11 itens, que incluíam a formalização do rompimento do contrato com a construtora dentro de 30 dias. Após o final do prazo, o final do contrato não foi formalizado.

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