Quando o desrespeito, o cinismo e a hipocrisia reinam

Por Guaraci Baldi
Pois meus amigos, confesso que estou indignado. 

Não tenho muita paciência com manobras covardes, especialmente aquelas que são concebidas na calada da noite, nos gabinetes dos poderosos.

Os acontecimentos lamentáveis de ontem, na Câmara de Vereadores, me dão a certeza de que ações provocadas em Brasília e promovidas por golpistas traidores da democracia, já estão fazendo outras vítimas Brasil a fora.

O desrespeito, o cinismo e a hipocrisia reinam absolutas, alimentadas pelo combustível do poder, agindo inclusive à luz das nossas instituições, que caladas, assistem a população sofrer golpes, sobre golpes.

Criar uma Previdência Municipal, contra a vontade do funcionalismo, manobrar para desviar recursos da sua aposentadoria, aceitar a imposição de um prefeito que já provou ser mal intencionado e que ainda força goela abaixo um projeto parcelando o desvio dos recursos da previdência municipal é indecoroso, maldoso e criminoso, até porque tudo ficou provado numa gravação, onde o próprio afirma que o município estava sem recursos, ou seja, quebrado e precisando de dinheiro até para pagar uma folha, onde mais de mil funcionários (Decisão do Tribunal de Contas de Pernambuco) foram contratados indevidamente. 

Mas toda a farsa montada para votação e aprovação, nem chegou perto do cinismo diabólico, criado para dar apoio à proposta da administração municipal, como a de levarem funcionários contratados, vesti-los e pintá-los de azul (inclusive as bocas), tais como papa-angus de um circo de 5ª categoria, para pressionar o funcionalismo público e encorajar os “n(p)obres e oprimidos vereadores da situação”, na tão difícil missão.

Mais indecoroso e merecedor de uma denúncia na Comissão de Ética da Câmara, caso ela não estivesse nas mãos desta corja de “balançadores de cabeça”, foi a declaração da vereadora Narah Leandro, se referindo à encenação armada, como sendo uma vitória conquistada pela tal “Nação Azul”. 

Infelizmente, este foi um governo que desperdiçou a oportunidade de fazer “diferente”, como eles pregavam. Aliás, eles fizeram diferente sim, mas para pior, bem pior, muito pior. Todos coniventes com os desmandos, com a irresponsabilidade, com a incompetência e com a truculência deste prefeito que, acostumado a não ser contrariado desde menino, brinca de ser prefeito, com o braço forte de uma eleição fraudada nas propostas. 

A manobra - O Regimento Interno da Câmara, no seu artigo 123, diz que “Operação de Crédito, Convênios, Ajustes e Consórcios, precisam da aprovação de 2/3 dos vereadores”.

Financiamento de dívida é o quê?

O presidente da casa, Afrânio Marques, ao colocar a matéria para votação com maioria simples, rasgou o Regimento, estuprou a vontade do funcionalismo e enterrou a democracia, que deveria ser onde a vontade da maioria teria que ser respeitada.

Vergonha e indignação. Estes são os sentimentos que restaram da covardia promovida pelos vereadores Afrânio Marques, Zézin Buxin, Ronaldo Pacas, Pipoca, Narah Leandro, Dida de Nan, José Elias Filho, Luciano Bezerra e Junior Gomes contra a vontade do povo santacruzense, para obedecer aos “mimos” do prefeito.

Pensem nisto, enquanto lhes digo até a próxima.

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