O oleiro, o barro e o vaso.

 




O oleiro é o profissional que molda o barro para fazer a sua arte, e como resultado de seu trabalho ele faz vasos.

Quando lemos acerca do oleiro no livro do profeta Jeremias encontramos duas condições:

A primeira está no capítulo 18 do livro do Profeta Jeremias, quando o vaso está sendo moldado pelas mãos do oleiro, o barro está cru, molhado e sendo trabalhado.
E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas, como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. Jeremias 18:3-4 - 
A segunda nós encontramos no capítulo 19 do mesmo livro, mas agora já não é mais barro cru, agora é vaso cozido, pronto para o uso, e todos sabemos que, depois de passar pelo forno, se o vaso se quebrar ou rachar, pode-se até consertar, colocar um remendo, mas nunca mais poderá ser refeito como se fez no capítulo 18, porque o barro está cozido.
Assim disse o Senhor: Vai, e compra uma botija de oleiro, e leva contigo alguns dos anciãos do povo e alguns dos anciãos dos sacerdotes; Então quebrarás a botija à vista dos homens que forem contigo. E dir-lhes-ás: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Deste modo quebrarei eu a este povo, e a esta cidade, como se quebra o vaso do oleiro, que não pode mais refazer-se, e os enterrarão em Tofete, porque não haverá mais lugar para os enterrar. Jeremias 19:1,10,11.
Por vezes ouvimos pregações a respeito desse assunto, mas infelizmente, muitos acham que somos eternos barros que são moldados e quebrados por várias ocasiões seguidas sem nunca chegarmos à perfeição. Se isto fosse assim poderíamos chegar a conclusão de que: ou o barro é tão ruim que nunca se pode terminar a arte sobre ele ou o oleiro não é um profissional qualificado para o serviço que faz. 
Que fruto teria o oleiro se, trabalhando incansavelmente num determinado barro, nunca conseguisse terminar sua obra, qual lucro teria com isso? É de se perceber que há um trabalho sendo executado enquanto o barro não for ao forno, também se faz lembrar que vaso cru não serve para ser usado, pois não suporta coisa alguma, porém logo após o cozimento, o vaso estará pronto para o uso e testado para o que for útil.
Essa história de sermos eternos vasos que se quebra nas mãos do oleiro não tem sentido porque a própria Palavra requer que nós cheguemos à perfeição.
Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, Hebreus 6.1
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. II Timóteo 3.17 
Todos nós, que servimos ao Senhor, estivemos nas mãos do Oleiro, Ele nos moldou, nos deu forma, se algo não estava bem Ele refez e depois nos aperfeiçoou para que hoje pudéssemos ser vasos afim de sermos usados em sua obra, para que pudéssemos defender sua causa. Um dia Ele nos moldou, depois nos colocou na fornalha das experiências, nos fez vasos prontos para seu uso, agora não se pode mais refazer, vaso cozido não pode ser quebrado para ser refeito, se o vaso for trincado pode ser consertado, mas levará sobre si um remendo, porém nunca mais será perfeito, um vaso cozido quando é trincado, levará em si a marca da imperfeição pelo resto de sua vida, mesmo que se passem muitos anos. Assim é a vida daqueles que servem ao Senhor.
Nós somos o barro que, colocado nas mãos do oleiro, poderemos nos tornar vasos, mas é impostante saber que, um dia, o oleiro precisará colocar este vaso no fogo, para poder utilizá-lo em sua casa, então não seremos simplesmente um barro, seremos um vaso para ser usado pelo Senhor.
Muitos querem ser o barro nas mãos do oleiro, o barro cru, sem experiências, sem fogo, sem provas, um vaso inacabado que não tem utilidade alguma, quando na verdade, deveriam desejar ser um vaso pronto, provado, aperfeiçoado, resistente, e sempre confiante, mesmo mantendo a matéria prima que  é o barro, mas um barro que foi trabalhado por quem sabe o que faz eo transformou num vaso. 
Por mais que cresçamos e por mais que a nossa fama seja notória, nunca deixaremos d ser um vaso feito de barro cozido para que a glória seja para Deus e nunca de nós. 
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.II Corintios 4:7 - 
Que o Senhor vos abençoe por Cristo Jesus, nosso Salvador.
Evang. Dário Gomes de Araujo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Multinacional portuguesa Politejo vai instalar nova fábrica em Pernambuco

Dispensa comentários

Em evento em alusão aos 19 anos da Lei Maria da Penha, Ingrid Zanella lança ações em defesa das mulheres