Carnaval em SP: Mocidade Alegre é campeã e supera Gaviões da Fiel por 0,1 ponto

Escola apresentou neste ano o enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra”; Rosas de Ouro e Águia de Ouro foram rebaixadas

Estadão

Crédito: Rede Globo de Televisão

A Mocidade Alegre é a campeã do carnaval 2026 de São Paulo. A Gaviões da Fiel foi superada por 0,1 ponto.

A Mocidade Alegre apresentou neste ano “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra”, um enredo que celebrou a vida e a obra da atriz Léa Garcia, uma das voz mais marcantes da cultura brasileira, símbolo de resistência, arte e afirmação da identidade negra no teatro e no cinema.

A escola destacou momentos marcantes da trajetória da artista com fantasias e alegorias que revisitavam sua carreira, desde as origens no Teatro Experimental do Negro até os papéis consagrados no cinema e na televisão.

Solange Cruz, presidente da Mocidade Alegre, permaneceu durante toda a apuração amparada pelo mestre de bateria, Sombra, e dos tradicionais terços que a acompanham em todas as apurações de carnaval. Solange agradeceu a Deus, à comunidade e ao Orixá Oxumarê, mencionado no enredo deste ano.

“Trabalhamos com o critério embaixo do braço, mas não existe carnaval sem emoção, não só a Mocidade, várias escolas entregaram isso e é muito bacana perceber o quanto nosso carnaval cresceu”, disse.

Mocidade Alegre é campeã do carnaval 2026 de São Paulo
 Foto: Rariane Costa/Estadão

A Mocidade vira, assim, a 2ª maior campeã, com 13 títulos, atrás apenas da Vai-Vai (15). A Rosas de Ouro foi rebaixada após ter sido campeã em 2025. A outra escola rebaixada foi a Águia de Ouro.

A disputa foi equilibradíssima. Com comemorações contidas ao longo da apuração, a Mocidade Alegre manteve a liderança durante a maior parte da leitura das notas. A Gaviões da Fiel chegou a assumir o primeiro lugar, mas perdeu décimos e devolveu a liderança à Morada do Samba, que encerrou a apuração com nota 269,8.

Escola apresentou neste ano o enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra” 
Foto: Nelson Almeida/AFP

A vMocidade Alegre viralizou em perfis estrangeiros nas redes sociais nos últimos dias com um grande carro alegórico de Iemanjá. Vídeos da apresentação tiveram milhares de compartilhamentos, que destacaram a valorização da ancestralidade africana no Brasil.

“A forma como a África se manifesta no carnaval brasileiro é simplesmente linda para mim!”, diz postagem no X (antigo Twitter), com um milhão de visualizações. “Para mim, não existe comunidade negra fora da África que se orgulhe mais de sua herança africana do que a negritude afro-brasileira. Linda”, apontou outra, com mais de 608 mil visualizações.

Rebaixamento

Já a Rosas de Ouro iniciou a apuração com uma punição de 0,5 ponto por atraso na entrega da pasta aos jurados. Já a Camisa Verde e Branco foi penalizada em 0,2 ponto por ultrapassar o tempo máximo regulamentar de desfile.

Veja a classificação final
  • Mocidade: 269.8
  • Gaviões: 269.7
  • Dragões: 269.6
  • Tatuapé: 269.5
  • Barroca: 269.4
  • Tom Maior: 269.4
  • Estrela: 269.1
  • MUM: 269.0
  • Império: 268.9
  • Camisa: 268.8
  • Colorado: 268.7
  • Vai-Vai: 268.6
  • Rosas: 268.4
  • Águia: 268.2
Acadêmicos do Tucuruvi é campeã do Grupo de Acesso 1

A escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi foi campeã do Grupo de Acesso 1 do carnaval de São Paulo. A vice-campeã foi a Pérola Negra.

A Acadêmicos do Tucuruvi conquistou o título com 269,9 pontos. A Pérola Negra e a Mancha Verde empataram na vice-liderança, com 269,4 pontos cada, mas a primeira levou a melhor no critério de desempate, que contabiliza todas as notas descartadas.

A Acadêmicos do Tucuruvi levou ao Sambódromo do Anhembi o enredo Anti-Herói Brasil, assinado pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves e pelo enredista Cleiton Almeida. A narrativa da escola da zona norte celebra o brasileiro que vive e luta em meio às contradições do país. Em 2025, a escola havia sido rebaixada no carnaval de São Paulo.

Já Pérola Negra desfilou sob o enredo Valei-Me Cangaceira Arretada, Maria que Abala a Gira, Valente e Bonita que Vence Demanda. A agremiação da Vila Madalena, zona oeste da capital, contou a história de Maria Bonita, rainha do cangaço e considerada a primeira mulher a entrar para um bando de cangaceiros.

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