Cassação de Capilé é Líquida e Certa em Meio a Irregularidades que Prejudicaram o Erário

Vereador Gilson Julião -  Presidente da Comissão de Ética

JAIRO GOMES

Nos últimos meses, o processo que investiga as alegações de irregularidades contra o vereador Cícero Cosmo da Silva, conhecido como Capilé, tem ganhado grande destaque na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, conhecida como a Capital da Moda. O blog, comprometido com a verdade e a transparência, acompanha de perto cada desdobramento desse caso, que trouxe à tona questões sobre a administração pública e a integridade parlamentar.

A acusação contra o vereador Capilé centra-se na execução de uma reforma no Plenário da Câmara Municipal, onde foram identificadas irregularidades significativas nos contratos e nos aditivos, que excederam em mais de 150% o valor original da obra. O contrato inicial, firmado no valor de R$ 194.600,00, foi ilegalmente aditivado para R$ 490.357,52, ultrapassando em muito o limite permitido pela legislação vigente. Essa prática não só infringe as normas de licitação, mas também representa uma afronta ao decoro parlamentar e ao princípio de probidade administrativa.

A Comissão de Ética da Câmara, composta pelo presidente Gilson José Julião, pelo ouvidor José Manoel da Silva e pelo secretário Emanuel Souza Ramos, concluiu por maioria que Capilé cometeu atos incompatíveis com o decoro parlamentar e recomendou a cassação de seu mandato. Esse posicionamento foi reforçado por uma investigação detalhada que incluiu a análise de documentos e testemunhos, deixando claro que o vereador ignorou as advertências legais e procedeu com aditivos contratuais indevidos, o que configurou atos de improbidade administrativa.

É essencial destacar que a manutenção de padrões éticos elevados e a transparência no uso dos recursos públicos são pilares fundamentais para o bom funcionamento da democracia e para a confiança dos cidadãos em seus representantes. O blog manifesta sua preocupação com os prejuízos que essas irregularidades causaram ao erário e defende que, além da responsabilização do vereador, é imperativo que os valores indevidamente utilizados sejam devolvidos aos cofres públicos para garantir que a justiça seja realmente completa e para ressarcir a população que foi lesada por tais práticas.

A devolução desses valores não apenas restaurará parte dos danos causados, mas também servirá como um alerta para todos os agentes públicos sobre a importância de respeitar a legislação e agir com integridade em suas funções. A busca pela justiça e pela transparência é uma luta constante e necessária para proteger os interesses da população e assegurar que os recursos sejam usados de forma correta e ética.

Este caso, que está prestes a ter um desfecho na sessão de julgamento agendada para a próxima quinta-feira, 08 de agosto, marca um momento importante para a cidade e para a Câmara de Vereadores. Com a cassação do mandato de Capilé se mostrando líquida e certa, o blog continuará acompanhando e reportando os desdobramentos dessa situação.

Anexo: Parecer da Comissão de Ética

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