REFIS PRORROGADO
Prática pode auxiliar na melhora da condição, bem como, na prevenção de outros transtornos reumáticos
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 12% da população brasileira adulta sofre com problemas reumáticos associados, principalmente, ao diagnóstico da fibromialgia. Este tipo de síndrome, além de afetar a musculatura, causando intensas dores e fadiga, gera outros sintomas, como alterações do sono, distúrbios intestinais e problemas psicológicos. Diante disso, o fevereiro roxo trás um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce para a prevenção da piora e adoção do tratamento adequado.
O médico reumatologista da Clínica 3 Marias, Giraldo Torres, reforça que a prática frequente de atividade física pode ser uma das grandes aliadas para diminuir e prevenir os sintomas do transtorno. “O sedentarismo é um dos fatores que mais contribuem para a piora dos casos, às vezes, desencadeando o aparecimento de sintomas e de doenças reumatológicas, nesse sentido, o exercício físico regular é indispensável”, completa.
Atrelado a isto, o especialista destaca que determinados hábitos impactam diretamente no surgimento e desenvolvimento do quadro em determinados pacientes. “O conjunto de doenças reumatológicas possuem causas e manifestações diferentes, a maioria delas contém um componente genético, mas não é apenas isso que vai fazer com que a pessoa manifeste a doença. O estilo de vida ou algum tipo de condição da pessoa é o que vai facilitar o aparecimento dos sintomas ou piora dos mesmos”, completa.
O reumatologista ainda afirma que a piora das doenças se dá, para além do sedentarismo, devido a má alimentação, que juntos podem levar à obesidade. “Para uma pessoa obesa, algumas áreas vão estar mais inflamadas, porque o tecido de gordura libera substâncias inflamatórias. Isso pode ser melhorado diminuindo a gordura através do aumento da massa muscular, que ao contrário, libera mais substâncias anti-inflamatórias na circulação do corpo”, destaca.
E, apesar da importância dessa prática, a adesão ao hábito ainda não ocorre por grande parte dos pacientes com fibromialgia ou demais transtornos reumatológicos. Diante disso, o profissional cita que, para além do acompanhamento com um reumatologista e uso da medicação adequada, os exercícios físicos, mesmo que não sejam de alta performance, podem fazer toda a diferença na eficácia do tratamento.
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