Governo de Pernambuco cancela todas as festividades do Carnaval

Eventos públicos e privados estarão proibidos e os municípios serão orientados a tomar medidas próprias de fiscalização para conter aglomerações 


O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou nesta terça-feira (08.02) o cancelamento de todas as festas públicas e privadas no período do Carnaval, que ocorreriam entre 25 de fevereiro e 01 de março. Nos próximos dias, o Governo do Estado vai se reunir com os prefeitos dos principais polos festivos para alinhar os protocolos específicos. Durante coletiva de imprensa, o secretário ratificou a importância de as gestões municipais adotarem medidas próprias para conter aglomerações, fiscalizando com rigor as novas regras, que visam conter o avanço do novo coronavírus. 


“Lamentamos o cancelamento, por mais um ano, dessa festa que está na alma e no coração dos pernambucanos, mas nosso compromisso precisa ser com a vida. Precisamos desestimular situações que possam gerar aumento na contaminação”, explicou André Longo, reforçando ainda a informação sobre o cancelamento do ponto facultativo nos órgãos públicos estaduais durante o Carnaval. A recomendação é que os demais entes públicos continuem funcionando normalmente. 


Ainda na coletiva, o secretário de Saúde detalhou as mudanças no Plano de Convivência com a Covid-19 em Pernambuco, anunciadas na segunda-feira (07.02). A capacidade dos eventos será reduzida, a partir desta quarta (09.02), de três mil para 500 pessoas em espaços abertos, e de mil para 300 pessoas em locais fechados. Permanece obrigatória a comprovação de vacinação e a apresentação de teste negativo nos eventos com mais de 300 pessoas. Cinemas, teatros, circos e jogos de futebol também estão inclusos nas medidas. 


DADOS EPIDEMIOLÓGICOS – A adoção de novas medidas restritivas foi motivada pelo cenário epidemiológico, que continua com forte aceleração da variante ômicron em Pernambuco. De acordo com análise da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), a aceleração é vista, especialmente, no aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), que interrompeu uma tendência de queda. Ao todo, foram 890 registros na última semana epidemiológica (31.01 a 05.02), o que representa um aumento de 6% na comparação com a semana anterior. 


Na média das duas últimas semanas, 44% dos casos de Srag positivam para a Covid-19 – um aumento de mais de 500% na comparação com a primeira semana de 2022, quando a positividade estava em 6%. Esse fato já tem impactado as solicitações de leitos de UTI, que permanecem em um patamar de mais de 650 pedidos por semana. 


Além disso, os dados também influenciam na ocupação dos leitos, com mais de 900 pacientes internados nas vagas de terapia intensiva – mesmo patamar de julho do ano passado e 11% a mais do que 15 dias atrás. Esta aceleração ainda tem reflexo nos óbitos, que mesmo com dados preliminares, registraram na semana passada, 59 mortes pela Covid-19, um aumento de 157% em duas semanas. 


Fotos: Hélia Scheppa/SEI 

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