No último sábado, diretor-presidente da agência reguladora, Antônio Barra Torres, desafiou o presidente da República a apresentar indícios de corrupção no órgão. Palácio do Planalto ainda não comentou o assunto
Correio Braziliense
(crédito: Evaristo Sá/AFP)
O presidente Jair Bolsonaro (PL) não esboçou qualquer reação, até o momento, depois de ser desafiado pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, a apresentar indícios de corrupção no órgão regulador.
Na nota divulgada em resposta a Bolsonaro no sábado, Barra Torres afirmou: “Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, Senhor Presidente. Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa aliás, sobre qualquer um que trabalhe hoje na Anvisa, que com orgulho eu tenho o privilégio de integrar".
O contra-almirante acrescentou: “Agora, se o Senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate. Estamos combatendo o mesmo inimigo e ainda há muita guerra pela frente".
Antes de questionar a lisura do trabalho da Anvisa, Bolsonaro já tinha ameaçado, durante uma live, divulgar os nomes dos técnicos da agência que aprovaram a vacinação de crianças contra a covid-19. Após a transmissão, aumentaram as ameaças de morte contra servidores do órgão por causa da questão da imunização infantil contra o novo coronavírus.
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