Após pedido de HC de Pazuello, volta a circular nas redes postagem de Onyx de 2015 em que reclama de silêncio em CPI: 'Só bandido usa isso'

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni
 Foto: Pablo Jacob / arquivo

Dimitrius Dantas
Extra

Há seis anos, quando ainda era um deputado de oposição, o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que "só bandido" se vale do direito de ficar calado em depoimentos a uma CPI. A publicação, feita em 11 de maio de 2015, durante a CPI da Petrobras, no governo Dilma, foi recuperada nas redes sociais logo após o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, protocolar um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal pedindo para não responder perguntas que podem incriminá-lo.

Durante a CPI da Petrobras, Lorenzoni era um dos deputados mais atuantes na investigação sobre a corrupção na estatal em meio à Operação Lava-Jato. Em maio daquele ano, a CPI convocou alguns dos principais operadores do esquema para depoimentos, entre ele o ex-diretor da empresa, Nestor Cerveró. Assim como Pazuello deseja, Cerveró optou por ficar calado e não responder às perguntas dos parlamentares. Após o silêncio de Cerveró, Lorenzoni reclamou:
"Cerveró ouviu de mim que em CPI quem se vale do direito (de) "ficar calado" tem coisa a esconder, só bandido usa isso", escreveu Lorenzoni.
Não foi a única vez que Onyx reclamou de depoentes que permaneciam calados nos depoimentos. Hoje ministro, afirmou que "todos os bandidos" que usaram do direito já foram ou estão presos. Meses antes, ele voltou a usar as redes sociais para criticar os investigados que ficam em silêncio:
"CPI da Petrobras - Toda vez que bandido veio à CPI, quis ficar calado", escreveu.

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