Hamilton triunfa em Portugal e supera Schumacher em número de vitórias na F1

Largada GP de Portugal F1 2020 / Foto: XPB Images

F1 Por Gabriel Gavinelli
TERRA

Lewis Hamilton largou bem na pole position e manteve a posição na curva 1. Bottas também fez um bom começo, mas foi atacado por Verstappen e caiu para a P3. Na curva seguinte, Bottas deu o troco no holandês que acabou saindo da pista.

No retorno de Verstappen, ele acertou Perez – que fez uma largada espetacular e tentava ganhar a terceira posição do piloto da Red Bull. O mexicano rodou e voltou no fim do pelotão.

Mas o grande destaque da largada foi Sainz. O espanhol largou com os pneus macios na sétima posição e, depois que Hamilton e Bottas perderam ritmo devido aos pneus médios e aos pingos de chuva que caíram durante a primeira volta, o piloto da McLaren assumiu a liderança da corrida.

A liderança de Sainz durou poucas voltas. Na volta 7, Bottas passou pelo espanhol para assumir a liderança da corrida. Hamilton também não demorou e ultrapassou o espanhol. Verstappen, uma volta depois, assumiu a terceira posição com Sainz na P4.

Outro que teve problemas com a falta de aderência durante a largada foi Charles Leclerc. O monegasco largou na quarta posição, mas perdeu a posição para Perez, Sainz e Norris no início. Depois que Perez foi tocado, o piloto da Ferrari era o sexto colocado antes de superar o britânico da McLaren pela P5 na volta 9.

Duas voltas depois, o piloto da Ferrari abriu caminho sobre Sainz para ocupar novamente a quarta posição – a mesma que largou.

Bottas erra, Hamilton não perdoa e reassume a liderança

Na volta 13, Bottas tinha mais de dois segundos de vantagem para seu companheiro de equipe na Mercedes Hamilton e mais de oito segundos de vantagem para o terceiro colocado Verstappen. Seria mesmo uma corrida protagonizada pelos Mercedes.

Dois giros depois, Lance Stroll, que largou na P12, atacava Norris na disputa pela sétima posição. Perez abria caminho no final do pelotão e ocupava a 17ª posição. Na disputa, Stroll forçou para cima do piloto da McLaren, mas acabou rodando. No toque, o canadense teve danos em sua asa dianteira. O incidente foi para investigação dos comissários e Stroll recebeu cinco segundos de penalidade pela tentativa equivocava.

Nas voltas 16, 17 e 18, Hamilton tirou um segundo da desvantagem que tinha para o líder Bottas depois de duas voltas extremamente rápidas. Na última, 1:21.366s, a volta mais rápida da corrida até então, deixou o britânico 1.4s atrás do seu companheiro de equipe. Na seguinte, 1:21.317s, a vantagem caiu para 0,8s.

Quando Bottas errou na volta 19, Hamilton colou no finlandês. A diferença era no visual. O hexacampeão mundial se valeu do DRS para reassumir a liderança da corrida. No giro 21, Hamilton marcou 1:21.134s e abriu 2,3s de vantagem para Bottas.

Gasly é o cara! Russell também!

A corrida caminhava para sua metade quando Gasly começou a se destacar na pista. É verdade que o francês fez uma largada impecável, mas na volta 22 o piloto da AlphaTauri ultrapassou Sainz e assumiu a quinta posição atrás da Ferrari de Leclerc.

George Russell também mostrou seu valor durante a corrida movimentada em Algarve. O piloto da Williams partiu de 14º e ocupava a nona posição na volta 24, seis segundos atrás de Vettel.

Quando Verstappen fez sua parada no mesmo giro, Gasly assumiu a quarta posição da corrida.

Depois das paradas nos boxes, Gasly não conseguia manter o mesmo desempenho com os pneus médios e foi perdendo posições uma a uma, até cair para a P9.

Sainz também não conseguia manter o ritmo com seu MCL35 e era o 10º colocado na volta 33 – seu companheiro de equipe Norris ocupava a 14ª posição.

O retorno de Perez aos pontos

Depois do acidente na primeira volta com Verstappen, Perez precisava de uma corrida de recuperação impecável para assegurar os pontos. E foi isso que o mexicano fez. Na volta 36, Perez atacou Ocon pela quinta posição em uma disputa limpa, dura e emocionante. Os dois andaram lado a lado por algumas curvas antes do piloto da Racing Point ficar com a P5.

Hamilton sai de Portugal como o maior vencedor da história da F1

Bottas e Hamilton ainda não haviam feito suas paradas para troca de pneus na volta 39. A mesma situação de Ocon. O restante do grid, todos haviam feitos suas paradas obrigatórias.

Hamilton tinha vantagem de quase 10 segundos lá na frente, enquanto Bottas tinha um gap de 40 segundos para o terceiro colocado Verstappen. Foi quando o britânico fez sua parada nos boxes e retornou na segunda posição, atrás do seu companheiro de Mercedes. O finlandês parou uma volta depois e voltou sete segundos atrás do britânico. Ambos voltaram à pista com os pneus duros.

Quatorze segundos separavam os primeiros colocados Hamilton e Bottas na volta 48. Quando a dupla da Mercedes começou a fazer voltas rápidas – que garante um ponto extra na corrida.

Bottas marcou 1:19.922s, mas Hamilton foi um milésimo de segundo mais rápido no giro seguinte e cravou 1:19.921s. Ainda veríamos mais de Hamilton nos estágios finais da corrida.

Na volta 54, Stroll abandonou a corrida enquanto ocupava a última posição. O piloto da Racing Point recebeu duas penalidades durante a corrida: a primeira no incidente com Norris e a segunda por ultrapassar os limites da pista, somando 10 segundos no total.

Outro que recebeu cinco segundos de penalidade por ultrapassar os limites da pista diversas vezes foi Grosjean. Assim como Stroll, o piloto da Haas recebeu uma bandeira preta e branca, de advertência, depois que excedeu os limites pela segunda vez. Na terceira, veio a penalidade.

Nos estágios finais da corrida, a disputa era intensa entre a dupla da Renault. Ocon era o oitavo e sofria muita pressão de Ricciardo na briga pela oitava posição. Com isso, Vettel, que havia conseguido superar Raikkonen algumas voltas antes, também se aproximou e partiu para o ataque sobre o australiano.

Hamilton reclamou de câimbras pelo rádio da equipe, mas seguia fazendo volta rápida atrás de volta rápida. No giro 64, a volta mais rápida da corrida foi estabelecida em 1:18.750s pelo hexacampeão.

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