Após rejeitar auxílio permanente, governo avalia prorrogar pagamento dos R$ 600

Ala minoritária da equipe econômica e parte da oposição defendem programa de renda básica para depois do pico da pandemia

Por Agência O Globo

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Governo rejeita que auxílio vire permanente, mas avalia aumentar número
 de parcelas de R$ 600 para informais

O governo já estuda ampliar o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais para além dos três meses inicialmente previstos, admitem integrantes da equipe econômica. Há dois caminhos em estudo para que isso seja feito. Um deles é prorrogar o benefício por um período de um a dois meses. O outro seria criar um programa de renda básica a ser implementado passado o pico da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2).


Na terça, o Ministério da Economia negou que medidas como o auxílio emergencial tenham "vindo para ficar", como admitiu o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, nesta semana. Fontes do governo, porém, reconhecem que a pasta está sendo pressionada a estender o benefício e torná-lo permanente, bem como setores de oposição que defendem a renda básica universal.

No caso da prorrogação do pagamento dos R$ 600 por mais um ou dois meses, a justificativa é que há um elevado grau de incerteza sobre o momento em que a atividade econômica voltará à normalidade.

Já a possibilidade de criação de uma renda básica para depois do auge da pandemia não é consenso no Ministério da Economia. Enquanto alguns defendem a importância de seguir movimentando a economia a partir da garantia de um dinheiro mínimo, outros colocam em primeiro lugar o controle de gastos, uma das marcas da equipe chefiada pelo ministro Paulo Guedes .

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