Após ser perguntado sobre mortes por COVID-19, Bolsonaro afirma: 'não sou coveiro'

Em entrevista, o presidente da República voltou a polemizar sobre a pandemia

Estado de Minas

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do seu novo ministro da Saúde, Nelson Teich
(foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) voltou a polemizar sobre a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Na tarde desta segunda-feira (20), em seu já tradicional encontro com jornalistas e apoiadores na portaria do Palácio da Alvorada, em Brasília, ao ser perguntado sobre o número de mortes no país, Bolsonaro afirmou por duas vezes: “Eu não sou coveiro”. Leia o diálogo:

- "Presidente, quantas mortes o senhor acha que...", perguntava um jornalista quando Bolsonaro o interrompeu.

- "Ô, cara, quem fala de... Eu não sou coveiro, tá certo?", declarou o presidente.

Em seguida, o repórter tentou fazer novamente a pergunta.

- "Não sou coveiro, tá?", repetiu o presidente da República.

SAIBA MAIS

Conforme o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou 113 novas mortes pela COVID-19 somente nas últimas 24 horas. Deste modo, o total de óbitos no país subiu para 2.575.

Já o número total de casos confirmados foi a 40.581, 1.927 a mais do que os contabilizados no último boletim, de domingo (19/4). O número de casos novos desta segunda-feira representa a terceira queda consecutiva desde 17 de abril. No dia 17 foram registrados 3.257 novos casos; no dia 18, 2917; e no dia 19, 2.055. De acordo com os números do ministério, a letalidade da infecção no Brasil está em 6,3%.

Em Minas Gerais, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), 41 pessoas já morreram em decorrência do novo coronavírus. Os casos suspeitos no estado somam 75.441.

POLÊMICAS

Desde que os primeiros casos de COVID-19 começaram a ser registrados no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro se envolveu em algumas polêmicas sobre o tema. Além de ser contrário ao isolamento social, Bolsonaro participou de manifestações, demitiu Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde após uma longa crise, discutiu com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e se referiu ao novo coronavírus como uma “gripezinha”.

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