Argentina declara moratória e tenta renegociar dívida junto ao FMI

Como forma de acalmar o mercado cambial, o governo argentino pediu ao FMI para adiar o pagamento de suas dívidas de curto prazo

Fábio Fleury, do R7, com Reuters

Ministro da Fazenda, Hernán Lacunza, anunciou adiamento de dívidas
Reprodução via Reuters

A Argentina declarou, nesta quarta-feira (28) que vai iniciar um processo para estender os prazos de vencimento de sua dívida com credores privados e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em um total de cerca de US$ 56 bilhões (cerca de R$ 223 bilhões), que deveria ser paga a partir de 2021.

A moratória seria uma forma de assegurar a capacidade de pagamento do país, afirmou nesta quarta o ministro da Fazenda, Hernan Lacunza.

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As medidas buscarão prorrogar os prazos da dívida de curto prazo nas mãos de investidores institucionais, os bônus emitidos sob legislação doméstica e sob legislação estrangeira, sem reduzir seu capital nem os juros, acrescentou.

A prioridade hoje é garantir estabilidade porque é inútil lançar medidas de reativação se não houver estabilidade", afirmou Lacunza, em entrevista à imprensa.

Lacunza, que assumiu o cargo na semana passada, e o presidente do Banco Central, Guido Sandleris, se reuniram nesta quarta com uma equipe do FMI que visita a Argentina.

Os mercados argentinos têm sofrido quedas sucessivas desde que as eleições primárias de 11 de agosto revelaram que o presidente Maurício Macri tem pouco apoio popular em sua campanha por um segundo mandato nas eleições gerais de outubro. Ele foi derrotado nas primárias, por larga margem, pelo candidato de oposição, de centro-esquerda, Alberto Fernández.

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