Para Temer, Bolsonaro “vai bem” por “dar continuidade” ao seu governo

O ex-presidente considerou ainda que o atual mandatário representa uma "decepção" mas que não deve se pautar pela baixa popularidade

DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES


O ex-presidente Michel Temer, em entrevista à BBC News Brasil, elogiou o governo de Jair Bolsonaro (PSL), por dar continuidade ao seu programa, que incluiu na agenda do país a reforma da Previdência e uma proposta de reforma tributária.

“Eu me recordo, quando presidente da República, eu dizia: ‘olha, será bem sucedido o presidente que der sequência àquilo que estou fazendo’. Do jeito que as coisas vão indo, o governo vai bem, porque está dando sequência ao nosso governo”, disse.

O ex-presidente também falou sobre os governos petistas, anteriores ao seu, e referiu-se aos programas implantados pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff como “meros cumprimentos do que estabelece a Constituição Federal”.

“Eu digo com toda a franqueza, o governo Lula fez, digamos assim, que os mais pobres, que eram praticamente invisíveis, se tornassem visíveis – por meio do Bolsa Família, depois, com a presidente Dilma, com o Minha Casa Minha Vida. Que na verdade, são meros cumprimentos do que estabelece a Constituição Federal”, disse Temer na entrevista.

Temer também destacou a atuação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) que “acabou tomando as rédeas” da reforma da Previdência e disse que Maia contribuiu muito com seu governo.

“Veja que no caso da Previdência Social, quem acabou tomando as rédeas foi o próprio presidente da Câmara (o deputado federal Rodrigo Maia). E o que eu fiz? Logo que cheguei, eu até rotulava o meu governo como semipresidencialista, porque eu chamei o Congresso Nacional para trabalhar comigo. E por isso que nós conseguimos essas reformas todas”, disse o ex-presidente. “Ele colabora muito. E colaborou muito comigo”, elogiou.

Ao responder sobre a atuação dos filhos de Bolsonaro nas redes, Temer destacou que não ha crítica do atual presidente ao comportamento dos filhos. “O primeiro ponto é o seguinte, os três filhos dele são políticos. Por mais que sejam filhos dele, quando se manifestam também se manifestam em função do cargo de senador, deputado federal, vereador… Agora, há uma realidade, que é a realidade de comunicação nos dias atuais, que é a rede social. E eles realmente, não sei se criam problemas para o pai, porque eu nunca vi o pai, o presidente Bolsonaro, criticar o filho… Dizer: “Olha, não faça isso”. Pelo contrário, ele enaltece a atividade dos filhos. Aqui volto a dizer, cada um tem seu estilo”.

Ao comentar os baixos índices de aprovação de Bolsonaro, Temer citou seu próprio exemplo. “É decepção, né… É natural essa decepção. Toda vez que alguém chega ao governo, chega dando muita esperança, as pessoas esperam muito. A gente não pode pautar-se apenas pela popularidade, e convenhamos, falando de mim, se fosse pautar-me pela minha popularidade, eu não teria feito as reformas que o país precisa. A questão da popularidade não significa que o governo está bem ou está mal. O governo precisa agir, ir pra frente.

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