INVESTIGAÇÃO DE SUPERFATURAMENTO NAS MERENDAS EM GRAVATÁ

Prefeitura assinou contrato de fornecimento de merenda com empresa que agora está impedida de atuar junto ao serviço público (Foto: Divulgação)

Por Aline Moura
Do Blog do Diário

Representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Gravatá vieram ao Recife, nesta terça-feira (25), para pedir a abertura de investigação sobre indícios de superfaturamento na compra de merendas das escolas do município. Segundo eles, a preocupação aumentou porque a prefeitura assinou um contrato com a empresa WJR Comercial LTDA, considerada pela Polícia Civil como possível líder do quartel que teria fraudado licitações em várias cidades de Pernambuco. A empresa teria recebido nos últimos anos R$ 22,8 milhões de órgãos públicos e agora está proibida de contratar com o serviço público por determinação judicial. A denúncia foi registrada na Delegacia de Crimes contra a Administração Pública.

A entidade entregou um documento com a comparação de preços de alimentos comprados à WJR pela prefeitura à delegada Patrícia Domingos, que vai repassar as informações para o delegado Isaías Novaes, coordenador da Operação Comunheiro II. A operação indiciou empresários que faziam acordos entre si para fraudar licitações. O auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Walter Lins afirmou, na última segunda-feira (24), que “não se verificou nenhum contrato lícito” realizado pelas empresas citadas na Comunheiro II, entre elas, a WJR.

O sindicato também entregou a denúncia ao Ministério Público de Gravatá. Segundo o presidente da instituição, Marcelo Brito, dos 141 itens adquiridos pela prefeitura, 18 estão superfaturados, especialmente pão, café e chambaril. A carne oferecida pelo contrato, por exemplo, ficou no valor de R$ 27 o quilo, totalizando um valor de R$ 2,6 mil por 97 peças. Na pesquisa feita pelos servidores, a mesma carne foi encontrada em Gravatá no valor de R$ 9,99 o quilo.

Marcelo Brito afirmou também que servidores têm feito queixas anônimas de que as crianças das escolas não estão recebendo a alimentação programada pelo contrato assinado em 22 de fevereiro, com previsão de término em 23 de maio, no valor de R$ 558,5 mil. Há itens sofisticados descritos na documentação, como azeitona sem caroço, azeite de oliva extravirgem, granola 100% natural, leite condensado Nestlé, macarrão para lasanha, filé de bacalhau, chambaril, presunto de peru, entre outros.

O prefeito Joaquim Neto (PSDB) disse que o mais interessado em esclarecer os fatos será ele e vai conversar com a equipe responsável pelo contrato emergencial, uma vez que já há uma licitação sendo preparada para a merenda escolar. O gestor garantiu, contudo, que as crianças estão recebendo toda a alimentação descrita no contrato.

* Da Editoria de Política do Diario

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