O vídeo do “R$ 100 mil pro Michel, R$ 100 mil pro Eduardo, R$ 100 mil pro Henrique…” Que fim levou a ‘Caixa de Pandora”?

POR FERNANDO BRITO


A dica não é minha, é do amigo Luiz Fonte Boa, que justifica o sobrenome.

A reportagem não é minha, é do UOL, e pode ser lida na íntegra aqui, afirmando que:

A Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, coletou indícios de um mensalão comandado pelo Democratas em Brasília. Em meio às gravações, um vídeo mostra o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa e o empresário Alcir Collaço, dono do jornal Tribuna do Brasil, conversando sobre pagamento de propina a políticos do alto escalão do PMDB: os deputados Tadeu Filippelli (DF), presidente do partido no Distrito Federal, Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ) e Michel Temer (SP)presidente da Câmara.

No vídeo, Durval Barbosa e Alcir Collaço conversam sobre o pagamento de R$ 800 mil mensais a parlamentares em troca de apoio a José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal. “Arruda dá R$1 milhão por mês para o Filippelli”, diz Durval. Collaço corrige: “São 800 pau. R$ 500 mil para o Filippelli para fazer… vai R$ 100 mil para o Michel, R$ 100 mil para o Eduardo e R$ 100 para o Henrique Alves. São 800 pau”.

A conversa foi gravada no dia 17 de setembro de 2009, no Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. As gravações foram feitas pelo próprio Durval, em colaboração com a Polícia Federal na operação Caixa de Pandora, que investiga suposto esquema de pagamento de propina a políticos e empresários, coordenado pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).

Michel Temer negou o envolvimento no esquema. Em nota, o deputado afirmou que é “irresponsável e descabida” a citação de seu nome na conversa. “Meu nome está em evidência. Não há absolutamente nada. Eu não tenho relações pessoais com o governador Arruda, mas mantenho relação política. Não sei por qual razão se destinaria verba para mim. É mais uma infâmia, lamento dizer isso, disse o deputado.

Temer disse ainda que a divulgação do vídeo o fez viver um dos piores dias de sua vida de sua vida política. O deputado chegou a cogitar deixar a vida pública. ?Eu hoje começo a rever a possibilidade de continuar na vida pública. Se continuar na vida pública significa receber infâmias dessa natureza, não vale a pena estar nela. Tentar enlamear alguém que tem nome, graças a Deus, imaculado, sempre é uma vantagem, disse o deputado.

Todos temos certeza de que o imaculado nome de Temer, também citado diversas vezes na Operação Castelo de Areia e também na Lava Jato, onde habitam nove ministros de seu governo, permanece belo, do lar e recatado.

Mas seria bom que as legiões de “jornalistas investigativos” da nossa pequena grande mídia pudessem nos contar como acabou essa história.

Será que Temer processou e condenou alguém ou a coisa ficou na base do “arquive-se”? O Eduardo Cunha, outro caráter sem jaça, entrou na Justiça contra os dois, para corrigir tamanha injustiça contra um homem honesto, citado ali só por maldade e maluquice do empresário, não é?

Como a internet é má, muito má, Dr. Temer, o vídeo de Alceu Collaço falando a Durval Barbosa com todas as letras a escalação do time dos R$ 100 mil continua na rede. Daqui a pouco alguém faz uma versão em inglês do “100 thousands bribe”.

E como o senhor é presidente para “restaurar a moralidade” no lugar de uma mulher que nunca foi acusada de “levar” um tostão, é bom se cuidar.

Ah, o video também não é meu, é do IG.

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