Segundo integrantes da equipe econômica, saída do ministro "não está na mesa"
Por Brasil Econômico

José Cruz/Agência Brasil - 3.7.19
Em meio a crise, embate interno pela permanência ou não do teto
de gastos pode custar cargo de Paulo Guedes na Economia
A
disputa interna do governo entre os que defendem a manutenção do teto de gastos e aqueles que cobram aumento dos investimentos públicos para sair da crise, que tem o presidente Jair Bolsonaro como centro, pode gerar a demissão de Paulo Guedes, ministro da Economia. Embora integrantes da equipe econômica digam que a possibilidade de saída "não está na mesa", a postura de Bolsonaro de apoiar o teto de gastos e depois recuar incomoda.
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Após a
'debandada' de secretários de Guedes por conta do andamento da economia brasileira - Salim Mattar, ex-secretário de privatizações, citou o rumo lento das vendas de empresas públicas e a falta de ação do governo nesse sentido como motivo - voltou à tona a discussão sobre uma possível saída do ministro da Economia. Integrantes da equipe econômica negam e reforçam as pautas de Guedes, o controle de gastos e a retomada da agenda de reformas. Na semana passada, especulações diziam que Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, poderia ser uma solução em caso de saída de Guedes do governo .
Segundo entrevista de fontes da equipe econômica à agência Reuters, no entanto, Campos Neto e Guedes compartilham de ideias parecidas e que não há fundamento na especulação. Os membros do time de Guedes dizem ainda que, se o presidente viesse a demitir o ministro da Economia, seu substituto seria alguém determinado a gastar mais, o que não seria o caso do presidente do BC.
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