Corpos foram todos pulverizados, conta dentista de Eduardo

"Se disser a você que aquilo é um amontoado de barro ou papel você vai acreditar. Só que sabemos que são restos humanos", registrou emocionado

por Giselly Santos

Foto: Clélio Tomaz/LeiaJáImagens 
 
'Os corpos foram pulverizados. É um quebra-cabeça, eles vão ter que montar', afirmou o dentista Fernando Cavalcanti

O dentista da família Campos, Fernando Cavalcanti, que foi a São Paulo participar da identificação dos corpos a partir da arcada dentária, afirmou, nesta sexta-feira (15), que existe uma dificuldade grande em identificar os corpos. De acordo com o odontologista, ele retornou ontem à tarde para Pernambuco porque não foi possível "desvendar a partir da arcada dentária" a quem pertencia os restos mortais.

"O estrago foi muito grande. Não se consegue determinar quem é Eduardo, o fotógrafo, o assessor. É um quadro muito triste. Se disser a você que aquilo é um amontoado de barro ou papel você vai acreditar. Só que sabemos que são restos humanos. Não dá para identificar. Os corpos foram pulverizados. É um quebra-cabeça, eles vão ter que montar", afirmou, ao chegar na casa de Eduardo Campos, na Zona Norte do Recife. Cavalcanti admitiu que não seriam encontradas todas as partes das vítimas.

O médico garantiu que a árcada dentária de Campos não foi encontrada. "Infelizmente a gente não encontra corpo. Não foi possível desvendar a partir da arcada dentária, ela não foi encontrada. Só o exame de DNA é que vai efetivamente fazer a confirmação de quem é quem", disse o dentista. Ele contou também que foi a primeira vez que se encontrou nesta situação. Cavalcanti é dentista da família há 25 anos e levou toda a documentação radiográfica do ex-governador para contribuir com a perícia.

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