“Silício” transforma arte em reflexão sobre os impactos das energias renováveis no Agreste
A paisagem do Agreste pernambucano, marcada pelo contraste entre a terra seca e o avanço das tecnologias de geração de energia, torna-se cenário da obra audiovisual “Silício, ou quando a terra se (re/des)faz”, primeiro trabalho audiovisual do artista Kevs. A produção utiliza vídeo-performance, elementos coreográficos e linguagem experimental para provocar uma discussão sobre os efeitos das chamadas energias renováveis no território agrestino.
Com gravações realizadas em Toritama, a obra propõe uma análise crítica sobre os limites do discurso do desenvolvimento sustentável e questiona os impactos sociais, ambientais e climáticos provocados pela instalação de grandes parques de energia solar. Segundo o projeto, a proposta não busca negar a importância das energias renováveis, mas ampliar o debate sobre seus reflexos nas comunidades, fauna, flora e na paisagem regional.
A produção se apresenta como uma “dança-conjuro”, unindo figurino, movimento, som e performance em uma construção estética que dialoga entre ancestralidade e futuro. A ideia é despertar novos olhares sobre a relação entre tecnologia, meio ambiente e os processos de transformação da terra.
As exibições públicas serão gratuitas e acontecerão em Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru durante o mês de maio. O projeto conta com incentivo da Política Aldir Blanc, por meio dos editais públicos da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco.
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